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11.08.2011 - Parabéns Paulo Bento

O difícil foi decidir sobre com que personalidade escreveria sobre este jogo. Se a do adepto normal que quer sempre o máximo (já que compra bilhete), se como “pseudo” jornalista que deve comentar e levar ao publico os factos ocorridos (para isso lhe paga a sua entidade patronal) ou se o deveria fazer como técnico especializado (entrei com convite), portanto com melhor entendimento “prático” sobre o verdadeiro objectivo deste jogo?

Optei pela terceira via (técnico) por uma simples razão. O jogo foi tão fraco, que com sinceridade só mesmo os que querem fazer-se entendidos em futebol, poderão escrever sobre factores técnico-táctico que praticamente não existiram. A Selecção do Luxemburgo foi o adversário ideal e, na minha opinião bem escolhido, para a concretização dos objectivos do seleccionador Paulo Bento.

Atentemos bem! O que se pode exigir a jogadores, dos quais quase 90%, ainda não fizeram um jogo oficial esta época? É impossível nesta altura da época qualquer jogador estar no máximo das suas capacidades, então como exigir o máximo a quem não tem ainda condições para o dar? A diferença entra o valor absoluto entre as duas equipas é tanta que escrever sobre linhas de passe, transições ofensivas e defensivas, bloco alto ou bloco baixo, pressing sobre a bola ou colectivo, dizia eu que escrever sobre isso só mesmo para quem quiser provar que está “modernizado” não com o futebol, mas sim com a moderna fraseologia do futebol. Nos últimos 30 minutos poucos terão reparado que cerca de 60% dos jogadores portugueses já não faziam transições defensivas, não por incapacidade mas sim por inteligência, perante de um jogo particular onde o adversário jamais conseguiria criar problemas. Perguntarão os mais exigentes, então fizemos um jogo para nada? Não, na minha opinião fizemos um jogo para tudo. E Paulo Bento bem merece ser elogiado e tenho a certeza que no seu intimo se sentira feliz com o desfecho final do jogo e não só com o resultado do jogo. Ganhar ele sabia que ganhava, por muitos golos também era óbvio que sim (e poderiam ter sido mais) mas acima de tudo Paulo fez de novo a união da família que esteve quase destroçada há dois anos atrás. Adeptos e equipas estão agora de novo no mesmo caminho e Paulo demonstrou que é muito mais importante ter os jogadores na mão do que as mãos cheias de bons jogadores. Portugal tem um lote de jogadores de méritos inegáveis, que nos obrigam seguramente a sonhar primeiro com qualificações e, depois destas, com outros objectivos bem maiores que os até agora conseguidos. Foi portanto, um jogo onde os objectivos foram plenamente conseguidos, porque se o adversário em termos futebolísticos jamais nos conseguiria (pelo seu fraco valor) fazer procurar melhores soluções, mesmo que em regime de treino, não deixou de ser um extraordinário treino ao “EGO” colectivo da nossa selecção.

Ficou também claro neste jogo, que temos valores para nos próximos jogos, com outra intensidade competitiva e com a confiança adquirida, podermos pôr em jogo todos os princípios e sub-princípios técnico-táctico do nosso modelo de jogo em função dos diferentes esquemas tácticos que o treinador quiser optar. Agora temos soluções, não pretendemos comprar desculpas.

Boa sorte Paulo. Boa sorte Selecção.

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André - 24/10/2011 - 19:51
Cajuda, GUIMARÃES SENTE A TUA A FALTA...O Vitória esta a morrer aos poucos, é preciso alguém com caracter como o seu para o levantar!!


14.07.2011 - Inovar com ambição e experiência

A palavra EXPERIMENTO (português brasileiro) ou EXPERIÊNCIA (português europeu) refere-se a conhecimento de…, e pode ser empregue em conceitos tão diferentes como:
* Experiência/Conhecimento - conhecimento avançado sobre determinado assunto.
* Experiência científica - fase crucial do método experimental.
* Experiência etológica - termo de etologia relacionado com as situações de aprendizagem dos animais.
* Experiência filosófica - termo utilizado com significações diversas ao longo do tempo e consoante os filósofos que o usam.
* Experiência moral * Experiência ontológica
* Experiência religiosa - mística
* Experiência sexual - relação sexual
* Experiência com animais – teste


«A AMBIÇÃO é como a bílis, humor que torna os homens activos ardentes, cheios de alacridade, e movimentados, se não for obstruída. Mas se for obstruída e não tiver curso livre, começa a ser adusta e portanto maligna e venenosa. Assim também os homens ambiciosos, encontram caminhos abertos para a sua ascensão e continuam a progredir, são mais negociosos do que perigosos; mas se forem contrariados nos seus desejos, tornam-se secretamente descontentes, e projectam mau-olhado sobre os outros homens e sobre as coisas; alegram-se apenas quando as coisas correm mal, o que é a pior condição no servidor de um príncipe ou de uma república.»

Francis Bacon, in 'Ensaios - Da Ambição'

INOVAÇÃO significa novidade ou renovação. A palavra é derivada do termo latino innovatio, e refere-se a uma ideia, método ou objecto que é criado e que pouco se parece com padrões anteriores. Hoje, a palavra inovação é mais usada no contexto de ideias e invenções, assim como a exploração económica relacionada, sendo que inovação é invenção que chega ao mercado.

De acordo com Freeman, inovação é o processo que inclui as actividades técnicas, concepção, desenvolvimento, gestão e que resulta na comercialização de novos (ou melhorados) produtos, ou na primeira utilização de novos (ou melhorados) processos. Inovação pode ser também definida como fazer mais com menos recursos, por permitir ganhos de eficiência em processos, quer produtivos quer administrativos ou financeiros, quer na prestação de serviços, potenciar e ser motor de competitividade. A inovação quando cria aumentos de competitividade pode ser considerada um factor fundamental no crescimento económico de uma sociedade.

Confesso que durante a interacção dos meus pensamentos, realidades que me rodeiam, virtudes e defeitos de mentalidades, locais geograficamente diferentes e questões humanísticas, ao ser questionado sobre o que pensava pelo facto de Portugal ter a menor média de idades nos técnicos que orientam actualmente as melhores divisões do futebol europeu, ficou tão apavorado como a água de um rio que procura a solução oceano e quando lá chega encontra um problema maior. A grande verdade é que o campeonato onde a media é a maior (Inglaterra), é também o melhor campeonato do mundo, o mesmo acontecendo com as ligas de Espanha, Alemanha, Itália e França. Será que estaremos, uma vez mais, orgulhosamente sós e errados? Ou poderá dizer-se que inovando com ambição e experiencia poderemos melhorar e não perder a qualidade que se deseja?

E as interrogativas não me deixam momentos de lazer, sem que as dúvidas voltem, de novo, a questionar as várias realidades. Será que a ambição e inovação de André Villas-Boas teriam o mesmo sucesso sem a experiência, a ambição e inovação de Jorge Nuno Pinto da Costa? Imaginemos que era solicitado aos sócios do F.C. do Porto uma votação sobre quem deveria ser dispensado. Se Pinto da Costa (experiência), ou Villas-boas (ambição e inovação). Eu arrisco uma resposta. O dispensado seria… Villas-Boas (com todo o respeito, um grande treinador).
Será que Alex Ferguson (68 anos), com toda a sua experiência, limita o Manchester United nas suas ambições e inovações?
José Mourinho estará, agora, com muito mais experiência, pior treinador do que há dez anos atrás?
Será que Luis Filipe Vieira se arrependeu de contratar o Jorge Jesus, quando foi campeão, logo na primeira época do treinador no Benfica? E o Jesualdo Ferreira, que é o único treinador português tri-campeão, tendo-o conseguido com mais de sessenta anos?

Os cinco melhores campeonatos da Europa têm a experiência como dominante na gestão técnico-táctica dos seus clubes. Em Portugal, a experiência foi jogada fora. Os clubes de futebol e os seus dirigentes fizeram com a experiência nos treinadores o mesmo que as agências de Rating fizeram à nossa dívida pública. Parece que a experiência está ao nível do lixo. O mais curioso é que, em situação de crise de resultados, os mesmos dirigentes irão recorrer a essa experiência para eliminar os riscos de insucesso desportivo.

A experiência nos treinadores, em Portugal, parece atirada para um recanto e apenas se recordam dela quando é preciso “decorar” um colóquio ou um seminário sobre futebol, com as ideias de um treinador com “experiência”. Somos, recorrentemente, convidados para falar da nossa experiência, como se isso fosse o único contributo dado ao futebol, como se não houvesse nenhum outro objectivo senão o de ouvir, rir, criticar e dizer: isso foi há vinte anos atrás.

Ingleses, espanhóis, italianos, alemães e franceses terão todos ensandecido, porque continuam a apostar em treinador experientes e sobretudo competentes. Porque a diferença no futebol nunca se fará entre treinadores jovens ou treinadores experientes. A diferença faz-se na competência e a competência vê-se nos resultados. É por isso que treinadores como Jesualdo Ferreira, Manuel José, eu e outros, estão fora do actual centro de emprego de treinadores nas competições profissionais em Portugal. Porque têm resultados e competência. Não é porque sejam experientes, é porque somos competentes.

Talvez que a única experiência utilizada em Portugal seja a “experimental” e então “experimentamos”, até que apareça um novo Mourinho. Ainda por cima, todos os que, por detrás de uma “ambição maligna e venenosa e com um Power-Point às costas”, se oferecem por menos dinheiro, não só acabam por dominar o mercado como rebentam com ele. Já o fizeram aqui e começam agora a fazer no estrangeiro.

Embora com excepções que ajudam a defender a regra, a regra continua a ser a mesma de sempre: INOVAR COM AMBIÇÃO (controlada) E EXPERIÊNCIA. Mas, claro, isso custa mais caro aos clubes portugueses. E gostaria de relembrar o lamento sucessivo e consensual que todos os dias se lê na nossa imprensa de que o nosso futebol está falido e a qualidade decresce todos os anos. Mas é, precisamente, em tempos de crise que se devia fazer a refundação do futebol, porque ninguém prefere comprar um mau produto e pagar para ver equipas que não desenvolvem um compromisso com o bom jogo. Isso não me parece uma boa ideia.

Nota: Este texto não é contra os treinadores portugueses mais jovens, é um texto contra o esquecimento de que são vítimas os mais experientes. Eu também comecei a treinar na 1ª Divisão com 31 anos. Mas era, incomparavelmente pior treinador do que sou agora. Tinha a ambição e inovação que esta provado não se perde com a idade ao que lhe juntei a experiência que se ganha com ela (idade).

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19.06.2011 - Prémio Carreira da A.F. Algarve

A surpresa.

Confesso que foi uma surpresa enorme e mobilizadora de uma “vaidade interior” sem limites. Ainda estava nos Emiratos Árabes Unidos quando uma chamada de Portugal me surpreendeu. Do outro lado um velho amigo da carreira futebolista (Armando Alves), já que praticamente sempre acompanhou toda a minha carreira de treinador.

A realidade e a “galopante vaidade interior”;

Decidiu a Associação de Futebol do Algarve, ao realizar pelo terceiro ano a sua Festa do Futebol, homenagear-me com o “Prémio Carreira”. Embora não sendo a primeira vez que a Associação de Futebol do Algarve me brindou com um miminho especial, confesso que desta vez a homenagem funcionou para mim como a prenda desejada por um menino e concretizada com o brilho que a força da sua infância sempre o desenhou.

Pela sabedoria da sua antiguidade, sempre o povo disse no seu velho ditado, que “a cavalo dado não se olha aos dentes”.

As palavras que me foram oferecidas pelo representante da F.P.F. (José Cavaco), pelos Presidentes da Assembleia Geral e da Direcção da A.F. do Algarve (Administrador da Garvetur Reinaldo Teixeira e Dr. Alves Caetano), da Câmara Municipal de Lagoa na pessoa do seu vice-presidente (Dr. Rui Correia) e a entrega do prémio pelo meu amigo Sr. Isidoro e Presidente do clube do meu coração (S.C.Olhanense), ficarão sempre no arquivo das melhores lembranças que o futebol me proporcionou.

A seu lado estarão também os aplausos dos clubes presentes, dos seu dirigentes e atletas, funcionários e dos elementos ligados das diversas formas a arbitragem. Fiquei radiante e feliz, interiormente já referi ter sentido uma galopante vaidade que para o exterior só deixou passar o meu melhor sorriso que dizia: É BOM TER GENTE QUE GOSTA MUITO DE MIM.

OBRIGADO.

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17.06.2011 - A notícia horrível que não gostei de receber

Treinei Fayez Juma Khamis enquanto estive ao serviço do Al Sharjah. É hoje notícia a sua condenação à morte por ter participado no homicídio de um vizinho, em 2008.

Tudo o que é acusado foi antes de o ter conhecido. Não sei se teve um lado mau na vida, sei apenas que conheci o seu lado bom. Muito bom amigo, meu amigo e eu amigo dele, excelente profissional e de excelente comportamento enquanto meu jogador. A sua ausência enquanto esteve detido fez-me perder muitos pontos.

Ler esta noticia é uma sensação dura que não consigo explicar. Esta é a experiência que a Universidade da vida ensina, e que não se aprende em qualquer outra. Em qualquer situação, desejo que DEUS possa ajudar este homem bom que eu conheci.

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15.06.2011 - «Liderar é motivar os jogadores»

Record Online, 14 de Junho de 2011

Foi orador em curso de treinadores no luso

Um dia depois de ter regressado dos Emirados Árabes Unidos, Manuel Cajuda esteve no Luso, como prelector do curso de treinadores da Federação Portuguesa de Futebol. Perante uma plateia de actuais e futuros treinadores, Manuel Cajuda enfrentou os seus alunos de uma forma clara, transparente e fluída.

Reconhecendo que o futebol e a liderança caminham lado a lado na construção do sucesso, Manuel Cajuda recordou os quase quinhentos jogos na Primeira Liga portuguesa para definir uma linha que separa liderança de abuso de poder.

“Liderar é motivar os jogadores e fazê-los acreditar no que temos de fazer para tornar a equipa melhor. Há treinadores que confundem liderança com abuso de poder, tratando os jogadores como peões da sua estratégia para o jogo. Os meus jogadores não são peões, são pessoas e são decisores. Eu quero que os meus jogadores tomem decisões, por si próprios, que não esperem que o treino resolva tudo”, revelou.

Mas para isso acontecer, os jogadores devem rever-se na liderança e devem acreditar no que está a ser feito. Foi isso que disse às pessoas. Eu não sou um especialista do treino, eu sou um gestor de emoções e comportamentos, que tenta escolher bem os seus colaboradores, porque quanto melhores eles forem, melhor será o trabalho de todos e melhores serão os resultados. Eu não sou nutricionista, eu não sou médico, mas tenho que ter um bom médico, eu não sou preparador físico, mas tenho que escolher um bom preparador. Um treinador de futebol é, na minha opinião, um gestor de competências, lidera uma equipa e responsabiliza-se pelos seus resultados colectivos. E lidera o processo”, disse Manuel Cajuda.

in “Record Online”, 14 junho de 2011 - 20:13 - http://record.pt/702557



Foto de: Record Online

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14.06.2011 - CURSO UEFA-PRO (IV NIVEL) 2011

Tinha anunciado o meu regresso ao Pais e ainda nos Emiratos Árabes Unidos, recebi um convite que considero honroso para colaborar com o Sector de Formação da Federação Portuguesa de Futebol no Curso UEFA-Pro (IV nível) a realizar no Luso.

Só no convite em si, encontrei bons e válidos motivos para estar grato mais uma vez na minha corrida fascinante pela vida. Aos Professores Arnaldo Cunha, Jorge Castelo e António Natal que fazem parte do meu percurso na teorização (sem eles eu seria muito menor) da pratica adquirida como ex-atleta eu poderia agradecer a quantidade e qualidade do seu trabalho ao longo dos anos na fantástica evolução dos treinadores portugueses.

O convite era divino e impossível de recusar. Ao meu primeiro dia em Portugal após dois anos maravilhosos nos Emiratos eu já estava a trabalhar (para mim é trabalho) e mais que isso a estudar e aprender também. Ser professor de um curso de formação concedeu-me a prática de viver e comunicar, de forma interdisciplinar e multidisciplinar, conceitos, ideias, virtudes e defeitos, acertos e muitos erros que ao longo da minha vida me ajudaram a evoluir.

A interdisciplinaridade é essencialmente um processo que precisa ser vivido e exercido. Exercê-lo é gostoso, mas o maior prazer é dividi-lo com os outros (neste caso os alunos). Tinha como fundamental e único aspecto, uma síntese interdisciplinar de quase 30 anos de pesquisas e experiências realizadas.

Sendo um prático, quase fanático da teorização era também importante transmitir e fazer sentir aos novos treinadores que a “cientificação” se for adquirida de forma egoísta ela ficará imóvel e inerte. Mais que ser um treinador é para mim importante ser um gestor de competências e só assim se consegue um trabalho multidisciplinar que no fundo é gerir uma equipa composta por profissionais de diversas áreas, ou seja com formação académica e não só, diferentes, e que trabalham em prol de um único objectivo.

Sendo um partidário da teorização constante apelei que a frequência das mais diversas Universidades, jamais fizesse esquecer a mais importante a chamada Universidade da VIDA (Viver Inovando Da Ambição).

Gostaria de ter tido mais tempo. Afinal falar sobre uma experiência de quase 30 anos como técnico, falar de quase quinhentos jogos num dos melhores campeonatos da Europa não e fácil. Seguramente que ficaram a perder algo os alunos do curso, mas permitam-me dizer que quem mais perdeu fui eu, que não tive tempo para dialogar, para ser questionado. Afinal de contas só a experiência da vida pode falar de como sabendo tudo, por vezes nada da certo ou como sem saber nada tudo acontece como desejamos.

E por falar em trabalho de equipa. Se não se realizariam todas esta acções sem Tiago Braz e Manuela Ferreira ( coordenador e secretária do sector de formação), claro que sim. Mas não seria concerteza com esta competência, carinho e profissionalismo.

NOTA: Esta é mais uma experiência única. No grupo de alunos eu tinha ex-atletas, antigos adjuntos , bons amigos e jogadores de quem eu fui fã das suas actuações. A todos agradeço pela ovação com que me brindaram no final. Mesmo que tenha só sido por respeito "ELA FOI FANTÁSTICA". Obrigado e que DEUS possa abençoar as vossas carreiras.

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29.05.2011 - Regresso a Portugal

Passados 15 dias de ter terminado o meu vinculo laboral ao Al Sharjah, tenho o meu regresso marcado para a próxima semana a Portugal. Claro que já poderia ter regressado, tal como o fizeram todos os meu colaboradores neste dois anos de magnifico convívio com o mundo árabe através de um contrato de trabalho, que me permitiu um ENRIQUECIMENTO HUMANO, que não será fácil descrever. Afinal muito para alem dos objectivos que nos foram pedidos e alcançados, muitos outros nos fizeram ficar por uns tempos mais neste mundo fascinante. Contactos com amigos feitos aqui e com adeptos do AL Sharjah, contactos com agentes e clubes locais, que continuam a fazer propostas para continuar aqui a trabalhar foram e são motivos que fizeram com que não estivesse já em Portugal. Continuo a ter uma palavra enorme de agradecimento ao AL Sahrjah, e a todos os seus adeptos, dirigentes e funcionários. Al Sharjah ficará para sempre no meu coração. Na verdade a possibilidade de continuarmos juntos chegou ao fim com elegância. O Al Sharjah mesmo com todos os esforços dos seus dirigentes, jamais me poderia no futuro dar condicões de trabalho que me permitissem lutar pelos lugares cimeiros da classificação. Até admito pegar numa equipa que não esteja actualmente entre as melhores do campeonato, se o objectivo for o de crescer e o de, no futuro, lutar por títulos ou competicões internacionais. Saio de consciência muito tranquila, porque foi mais um trabalho realizado e cumprido. Como tem sido quase sempre na minha carreira. Nunca tive medo dos objectivos, a vida de um treinador será sempre assim. O problema é exigirem um objectivo sem poderem oferecer condições para o atingir.

Ao ser agora um treinador livre de compromissos, foi com naturalidade que comecei a ver o meu nome ligado a várias hipóteses de trabalho, umas verdadeiras outras completamente falsas ou fora do meu conhecimento, assim como também com naturalidade vi o meu nome associado a um regresso ao futebol português.

Claro que não rejeito a possibilidade de voltar a Portugal. Confesso mesmo que tenho essa AMBIÇÃO, e que o farei, se aparecer um convite tentador e que permita alcançar o estatuto do treinador com mais jogos na Liga portuguesa em toda a história do futebol nacional. São poucos os jogos que me faltam e esse é um objectivo que gostaria de alcançar na minha carreira. E por uma questão de orgulho próprio, de AMBIÇÃO que se renova diariamente, porque ser o treinador com mais jogos na liga portuguesa, em toda a história do nosso futebol não estará com certeza ao alcance de todos e isso tem de ter algum valor. Por muito que algumas pessoas tentem diminuir o meu estatuto no futebol português, ele aí está. Se voltar a Portugal, esta época, em poucos jogos poderei ser o treinador com mais jogos no campeonato nacional, desde sempre.

A verdade é que é esta AMBIÇÃO que me pode fazer correr para pode alcançar um marco histórico na minha carreira do treinador, mas também no futebol português. Sem modéstia, sei que sou um treinador com resultados comprovados no campeonato português e, a qualquer momento, pode surgir um convite tentador: Que terá mesmo de ser tentador. Mas atenção, tentador não significa financeiramente atractivo, significa que deve ter um projecto por detrás. E objectivos bem definidos. Não quero voltar ao futebol português sem um objectivo claro. Para mim e para o clube. O regresso a Portugal não é uma obsessão, é uma possibilidade, como outras. Tenho contactos, e não convites, da Roménia, da Turquia, dos Emiratos Árabes Unidos e também do Irão e Qatar e verei, nos próximos dias, o que me pode aliciar mais. Porém, como digo, não é certo que regresse a Portugal mas também não excluo essa hipótese.

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21.05.2011 - Obrigado Sharjah

Depois de uma reunião com o Sr. Presidente do Sharjah F. C., decidimos com um acordo de cavalheiros, interromper o contrato que me ligava ao Sharjah.

Ainda que lutando diariamente com inesgotáveis e imensas dificuldades, não deixa de ter sido uma super experiência, verdadeiramente enriquecedora culturalmente e desportivamente, ainda que num clube muito modesto, mas também um clube cumpridor.

Sinto que deixei a minha marca no Clube. Durante dois anos o clube sempre viveu momentos de tranquilidade classificativa. Renovámos uma equipa e, mais que isso, deixamos uma boa equipa para que se no futuro o Sharjah trabalhar bem, poder sonhar com um futuro de sucesso.

Quero agradecer a todos que trabalharam comigo no Clube, pela ajuda que sempre me puderam dar, em especial ao Sr. Presidente e restante direcção, reconhecendo no entanto que com todo o seu excelente trabalho não consegui vencer os muitos pontos de amadorismo do clube, em contraste com o profissionalismo desejado para poder sonhar com maiores ambições.

Olhando para o Sharjah que vim encontrar e para aquele que acabo de deixar, permito-me saír feliz e satisfeito com o trabalho realizado. Os objectivos que me pediram foram completamente alcançados.

DESEJO AO SHARJAH F.C. OS MELHORES SUCESSOS FUTUROS.

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18.05.2011 - Próxima jornada com ainda maiores dificuldades

As dificuldades sentidas no último jogo não param de crescer. Com as ausências por castigo e lesão de AL MASS, DARWISH e MOUSSA, primeiro e segundo por castigos e MOUSSA por lesão, o número de ausentes para este jogo continua em 11 jogadores num plantel de 27. Com a agravante de até esta jornada estes jogadores serem dos mais utilizados e titulares indiscutíveis. Para completar a lista de jogadores convocados para este importante jogo, tive de me socorrer dos escalões de formação e de jogadores sem qualquer experiência ainda que se possa vaticinar para qualquer um deles, um bom futuro. FAHAD, MOREONE, YOUSEEF, BALOTELLI E FAHADH são jovens com idades compreendidas entre os 16 anos (2) e os dezoito anos. A FELICIDADE NÃO SE RESUME NA AUSÊNCIA DE PROBLEMAS , MAS SIM NA CAPACIDADE DE LIDAR COM ELES. É basendo nesta bonita frase toda a minha experiência como treinador, que parto para este jogo com objectivos fortes e determinados. Sempre disse ao longo da minha carreira, que os clubes me pagam para arranjar soluções e não desculpas. São com estas condições extremamente difíceis e complicadas que vou ter que arranjar as melhores soluções. Se elas tiverem bons resultados todos irão dizer que são ou foram soluções boas e inteligentes. Pelo contrário, se os resultados forem menos bons, não faltarão os candidatos a padrinhos depois de consumado o baptizado. Não faltarão os que dirão que no meu lugar teriam feito desta forma mais correcta, ou de uma outra mais objectiva. Acontece que ninguém poderá estar no meu lugar e por isso quem terá de escolher e tomar as decisões sou eu.

E TENHO A CERTEZA QUE AS VOU TOMAR, SEM RECEIOS, SEM MEDO E APENAS COM PENSAMENTOS POSITIVOS.

Nota: Jogadores lesionados e castigados (Al Mass/Moussa/ Adel/ Sorour /Naceur /Taymour /Talib/Robinho/Yousouf/Kamali (50%).Darwish)
Jogadores que ontem faltaram ao treino por estarem em período de exames (Kamali/Rashied e Hmid), tal como não cumpriram estágio todo para o último jogo, pelo mesmo motivo.

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13.05.2011 - Futebol: Ocupação / Criação de Espaços

компактен foi esta a palavra que levei alguns dias para a perceber e traduzir. Quer dizer em búlgaro, compacto ou em bloco e era assim que Khistto Mladenov queria que o Farense jogásse em 1982.

A ocupação do espaços e criação de novos espaços num jogo de futebol é algo de fascinante e ímpar.

Para quem sonha, ainda que de forma patética, que foi o inventor nos últimos vinte anos do “jogar em bloco”, eu (que era adjunto) e mais um bom punhado de jogadores poderemos testemunhar o oportunismo linguístico de muita gente para se afirmar proprietario de uma cultura futebolistica diferente. Mais estúpido fico quando ouço dizer: “a minha equipa joga em bloco alto, bloco médio ou bloco baixo como se só existisse uma única equipa em campo e a outra nada tenha a dizer sobre a ocupação dos espaços num rectângulo de jogo. Uma vez fui jogar ao Estádio das Antas representando como treinador o Elvas e eu bem gritava para eles saírem da área (ainda á moda antiga) e os jogadores gritavam para mim : Mister aí vêm eles outra vez. No outro lado estava o campeão europeu de Artur Jorge e eu bem podia sonhar ou tentar jogar em bloco alto como queria e até gritava.

São cerca de 7000 m2 em média, o que ocupa um rectângulo de jogo onde com 11 jogadores eu terei de anular e tentar enganar outra equipa também de 11 com toda a sua estratégia e orientação táctica. A minha equipa equipa terá que fazer-se movimentar nesse espaço, com uma estruturação inteligente de ocupação dos espaços (ocupando uns e libertando outros para futuras acções).

Algumas ideias e critérios utilizados na intenção de promover ocupações de espaços de uma forma mais inteligente pelos jogadores e em sequência pelas equipas, exigem regras de acção e uma organização estrutural de todo o espaço em função do lugar ocupado pela bola e pelos jogadores adversários.

Referências e regras são necessárias para que os jogadores devidamente identificados orientem as suas acções individuais , para colectivamente como equipa ocuparem um espaço estrategicamente escolhido que permita (ao mesmo tempo e o tempo todo) respeitar todos os princípios estruturais de defesa, princípios estruturais de ataque, princípios estruturais de transição ofensiva e princípios estruturais de transição defensiva.

O futebol é um jogo de estratégias simultâneas e onde durante todo tempo os jogadores e as equipas são obrigadas a tomar decisões e por isso não e apenas importante que os jogadores saibam apenas o que tem de fazer, mas também o que os seus colegas de equipa tem como missão dentro da equipa.

Hoje que muito se fala e cada vez mais de táctica em futebol seria bom recordar que “quem só fala de tácticas pouco ou nada entende de futebol” ou melhor, tem imensa dificuldade em entender interacção e multididplinaridade de tudo que integra o TREINO DESPORTIVO e os conceitos modernos da HUMANIZAÇÃO DO TREINO.

Táctica será tudo o que quisermos, ocupação de espaços, criação de novos espaços, bloco alto ,médio ou baixo, linhas de passe ou a sua anulação, transições rápidas ou lentas , defensivas ou ofensivas, penetrações ou contenções, mobilidade movimentacional, quatro, cinco ou dez momentos, como melhor quiserem.

Mas por favor, é também disciplinaridade, multidisciplinaridade e interdisciplinaridade entre ciências, culturas, metodologias, regras e acções num treino desportivo cada vez mais humanizado.

Nota:Ocupação de espaços não é defender mas sim provocar a criação de novos espaços para atacar depois.

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19.04.2011 - Empate aproxima dos objectivos

AL SHARJAH -1- 1 - AL NASR

Apesar da instabilidade na equipa, após as inopinadas críticas que ex-director-desportivo do Al Sharjah me fez após a derrota na jornada anterior, a minha equipa deu, esta tarde, uma demonstração cabal de que a equipa está com o seu líder e arrancou para um jogo de boa qualidade. Jogámos em casa, empatámos a um golo com o Al Nasr, uma das equipas mais apetrechadas do campeonato e confirmámos para já o quinto lugar pois em relação ao Al Nasr ganhámos na casa deles e empatámos na nossa, dai a superioridade classificativa em igualdade de pontos.

O jogo começou com um arranque categórico do Al Sharjah, jogando um futebol dominador e marcando, aos 10', por Gustavo Lazaretti. O Al Sharjah continuou a dominar o jogo e chegou ao intervalo a vencer, permitindo, no entanto, na segunda-parte que o Al Nasr empatasse o jogo, aos 56', por Younis Ahmed.

Com este resultado conseguimos subir um degrau e chegar ainda mais perto do objectivo de terminar o campeonato entre os primeiros cinco classificados. Quero realçar o grande espírito de unidade entre todos os elementos da equipa, depois de dez dias bem complicados pelo ambiente criado pelas declaracões injustas do ex-director desportivo.

Quando ingressei no AL SHARJAH, o clube vivia momentos dramáticos da sua existência com uma equipa velha e sem jogadores o que obrigou o clube a abandonar uma competição internacional e a sofrer as penalidades do acto. Em plena competição, tive de fazer uma equipa (dos iniciais do ano passado só existem 8) a média de idades baixou de 30 anos para 22,8 e no próximo ano cerca de 1/3 do plantel terá origem no futebol de formação do clube. Fazer tudo isto em plena competição e ser imbatível em 63,1% dos jogos feitos é para todos em Sharjah gratificante. Isto sim é uma das minhas responsabilidades.

“SIGA O BAILE” dizia-se na minha terra.

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11.04.2011 - As minhas últimas derrotas

(A que aconteceu fora das quarto linhas foi bem pior.)

Sobre o meu ultimo jogo nada escrevi. Terão pensado muitos que não o fiz porque tinha perdido, mas isso nunca seria um acto de inteligência da minha parte. Sou Português e sei como as más noticias correm depressa e como muita gente tem prazer em as difundir. Acontece que antes da derrota no jogo, muitas foram as coisas que aconteceram que abriram caminho para a mesma, mas a seguir ao jogo toda a minha liderança foi posta em causa na comunicação social através das palavras de um funcionário do clube, palavras essas logo posteriormente criticadas pelo Sr. Presidente do clube em um outro canal televisivo, que reafirmou toda a minha grande credibilidade dentro do clube e no futebol dos Emiratos. Pensei que fosse por uma diferença de culturas e até de religião mas rapidamente constatei o contrario. Ambas a religiões exortam os seus seguidores as acções virtuosas. Ambas condenam a falsidade, a desonestidade, a hipocrisia, a crueldade, o orgulho, a ingratidão, a traição, a intolerância, a luxuria, a preguiça, o ciume, o egoísmo, a apatia, a expressão injuriosa, a ira e a violência. Ambos prescrevem aos seus seguidores fé e confiança em Deus, o arrependimento, a verdade, a pureza, a coragem, a justiça, a caridade, a benevolência, a simpatia, a misericórdia, a autodisciplina e proibidade. Por isso continuo a acreditar que ao examinarmos os erros de um homem, conhecemos melhor o seu carácter.

Tenho orgulho no trabalho feito até aqui, não sei por quanto mais tempo poderei continuar, mas sei que vou lutar ate ao limite por um futuro melhor para o Sharjah.

Por estar a trabalhar num Pais Árabe quero referir-me a tudo o que aconteceu, com dois ditos do Profeta:

''Um homem não pode ser muçulmano enquanto seu coração e língua não o forem.'' (Dito do Profeta Muhammad que a Paz e Bênção de Deus estejam sobre ele)

''Nenhum homem é honesto no sentido mais verdadeiro da palavra senão aquele que é honesto na palavra, no ato e no pensamento.'' (Dito do Profeta Muhammad que a Paz e Bênção de Deus estejam sobre ele)

Posso até nem ser um bom treinador, mas sei que sou honesto e verdadeiro.

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25.03.2011 - Regresso com vitória

Após uma paragem de trinta e cinco dias no campeonato dos Emirados Árabes Unidos, o Al Sharjah regressou ao campeonato. Na mini antevisão ao jogo, escrevi que estava expectante em relação ao comportamento que a equipa poderia ter neste regresso aos jogos oficiais. Adiantei também que seria preferível seguir o velho proverbio chinês que diz que não adianta antecipar a alegria ou o sofrimento por algo que ainda não aconteceu. Assim consegui viver a alegria no momento certo. Todos os dados recolhidos antes do jogo indicavam o caminho bem tratado para caminhar para a Vitória.

Vitória que a equipa conseguiu alcançar, com concentração e inteligência mas também com muita luta e sofrimento. Jogando na primeira parte em 4x2x3x1 com movimentos circulatórios na procura da ocupação de espaços livres e na criação de novos espaços, fizemos como que uma exibição fria, calculista e na procura de debilidades no adversário.

Surpreendemos o Al Ain no reinicio da segunda parte com um 4x4x2 e em 6 minutos fizemos dois golos (53 e 59 min). Foi uma vitória curta mas justa com domínio total do jogo e dispondo sempre das melhores oportunidades. Assim confirmámos ser donos de futebol elegante, estruturado e competitivo, que é reconhecido nos Emirados Árabes. Feliz também por merecer por parte dos adeptos do meu clube o reconhecimento público pelo agrado pelo nosso trabalho (equipa técnica), num quase gigantesco quadro que a foto acima demonstra.

Os dois golos do Al Sharjah foram marcados por Marcelinho, um avançado que tem sido um dos atacantes mais destacados do campeonato local, desde que se transferiu da Naval para o Dubai. O Al Ain reduziu a diferença no marcador, já no último quarto de hora do encontro.

Com esta vitória, o Al Sharjah ascendeu, provisoriamente ao quarto lugar e ensaiou uma aproximação ao pódio da classificação, porque o Al Ahli, terceiro classificado empatou em casa com o último classificado. Agora, no alinhamento provisório destas equipas na classificação da Liga dos Emirados Árabes Unidos, o Al Sharjah é o quarto classificado, com 21 pontos conquistados e o Al Ahli está apenas com um ponto de vantagem sobre nós.

Foi mais uma vitória no ano de 2011, pois apenas perdemos um jogo oficial desde o início do ano, justamente, o encontro realizado antes da paragem no campeonato, no terreno do Al Jazira, primeiro classificado da Liga.

E assim a vida continua e o padre volta a dar missa amanhã de novo.

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21.03.2011 - Mais um regresso... ao campeonato

Vamos voltar ao Campeonato. Sinceramente não sei, nem imagino como vai voltar a estar a equipa. Como líder de uma equipa tenho de ter pensamentos positivos, ambição e motivação, mas será que algum destes adjectivos modifica a realidade? A realidade de mais uma paragem sem explicação, 35 dias sem competição para fazer mais dois jogos e voltar a nova paragem.

É no mínimo complexo fazer um plano de treinos em que se possa ter a segurança total de poder dizer que voltaremos melhores, iguais e/ou piores do que estávamos. A grande verdade e que estávamos bem, embora perdendo no último jogo (na casa do primeiro). Essa derrota foi a quarta nos últimos dezasseis jogos o que quer dizer que nos últimos dezasseis jogos apenas quatro vezes foram superiores e melhores que nos. Em pensamento e teoricamente fizemos tudo o que a teoria manda fazer. Fizemos estágio, testes físicos, cuidados com as cargas de treino no aspecto de volume e de intensidade, cuidado com a alimentação e com a recuperação dos jogadores, fizemos jogos de treino.

No essencial treinar nós treinámos, mas e competir? E que efeitos práticos em termos de resultados vamos conseguir se os efeitos do treino não tiverem do aspecto psicológico a mesma evolução? Como diz um velho ditado chinês, “porquê antecipar o sofrimento ou alegria por algo que ainda não aconteceu?”. O melhor é mesmo esperar com confiança o jogo com o AL AIN. Se é verdade que todos estão satisfeitos em SHARJAH com o nosso trabalho, isso nunca será motivo para deixarmos de ser cada vez mais exigentes. Primeiro com nós próprios, depois com aquilo que gostariamos que o clube queira evoluir.

Em pouco mais de 14 meses, reconvertemos um plantel em quantidade, qualidade e em média de idades (passou de 30,6 para 22,8). Tal como em Portugal, lançámos jogadores da formação do clube (temos no plantel principal três atletas com 16/17 anos). O clube gasta menos dinheiro e agora já pode jogar para as competicões internacionais. O Sharjah já sabe que pode sonhar nos próximos três anos. Talvez também por isso eu tenha ficado de novo feliz por o presidente do clube numa recente entrevista tenha manifestado a sua vontade de renovar um contrato que ainda falta mais de um ano para terminar.

‫أمنية ببقاء كاجودا‬ ‫أكد يحيى عبد الكريم ان البرتقالي كاجودا مدرب الشارقة مستمر حتى نهاية الموسم المقبل، ونحن نري ان الاستقرار الفني مهم لأي فريق.‬ ‫وأضاف: الإدارة قررت تجديد عقد المدرب بعهو ما دفعنا للتجديد معه لمدة موسمين، ونأمل أن يستمر معنا لو وصلنا لاتفاق جديد معه.‬ د استلامه العمل مع الفريق بستة أشهر، لأننا رأينا أن الاستقرار الفني مهم.

Mas eu quero é continuar a ter motivação e ambição para o que ainda pretendo fazer e não para ficar parado a olhar o passado. Desse eu tenho ORGULHO!

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21.03.2011 - Afinal, na Europa mandamos nós

Mais que uma marca histórica no seu palmarés, o BRAGA fez história no futebol português.

Podemos ser um dos países ou mesmo o pais mais atrasado da Europa, na multidisciplinaridade ou interdisciplinaridade de todas as disciplinas que possam justificar o reconhecimento por parte dos demais, como um país evoluído e na liderança europeia da qualidade de vida.

Podemos estar falidos, a precisar de “ajuda externa”, a aguardar pela entrada do “FMI”, talvez quem sabe de um verdadeiro milagre de DEUS para nos enviar um Governo a sério e uma oposição bem melhor do que a que infelizmente também existe agora.

Mas como em tudo na vida, também nem tudo é mau na existência dos nossos oitocentos e tal anos de historia.

Pelo menos no futebol e sem dinheiro, conseguimos falar mais alto. Portugal (Porto, Benfica e Sporting Clube de Braga) e a Holanda (Twente e PSV) sao os únicos países com mais de um representante. Rússia, Espanha e Ucrânia têm uma equipa ainda em prova. Refira-se também, que esta é a primeira vez na história desta competição que não existe pelo menos uma equipa da Alemanha, Itália, Inglaterra e França nesta fase. Está de parabéns o futebol português. Pela primeira vez na história três equipas portuguesas chegam a esta fase da prova. Porto, Benfica e Braga merecem parabéns. Mas eles terão maior incidências nos direccionados ao clube do Minho. Porto e Benfica repetem historia. Não é a primeira vez que conseguem tamanha façanha. Portanto este facto verdadeiramente inédito do futebol português, fica directamente ligado ao Braga. Com o seu apuramento o Braga fez a historia do futebol português ainda bem mais bonita. Mais que uma marca historia no seu palmares, o BRAGA fez historia no futebol português.

É verdade que isto não faz baixar os impostos e não nos dá melhor qualidade de vida. Mas no fundo do nosso “EGO” mesmo que seja uma pequenina alegria, ela existe. Se vier o FMI? Que venha. Podem levar o dinheiro, DEUS queira que levem também os políticos que temos, mas a historia do futebol português, NUNCA.

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12.03.2011 - Estágio! Trabalhar para o futuro?

Sem motivos que o justifiquem, o campeonato parou por trinta e cinco dias. Outra paragem de vinte dias está agendada já. A liga em dois meses faz apenas dois jogos. Tentando não usufruir dos malefícios que tamanha má organização do calendário poderá fazer em mais de 80% das equipas, decidimos fazer um estagio durante 10 dias.

Estágio que está a terminar agora. Estou a escrever ainda no autocarro na viagem de regresso a casa. E regresso feliz. Por voltar a casa claro, mas acima de tudo feliz pelo comportamento de toda a comitiva em estágio. Staff Técnico (inclui tradutor), departamento médico, jogadores e pessoal auxiliar trabalharam de forma quase perfeita. Algumas das falhas verificadas aconteceram apenas no plano administrativo.

Foram dez dias que serviram para avaliação (testes físicos com resultados muito bons), experiências interactivas de comportamentos psicológicos e filosóficos motivadores, introdução de novas sistematizações tácticas com novas movimentações multi-sectoriais. Trabalhamos no sentido de fisicamente sermos também no futuro uma equipa mais competente e com melhor rendimento. Continuo a achar fantástico que alguém possa dizer que é “arcaico” falar em condição física no futebol moderno, para depois modernamente falar em “intensidade de jogo”, como se fosse possível uma alta intensidade com uma baixa condição física. Futebol não é o copo meio cheio ou meio vazio, mas como tudo na vida continua a ser um copo que pode encher ou vazar, consoante o conjunto de ciências que se queira e se saiba aplicar para a sua melhoria.

Terminou o estágio. Regresso feliz por todos e por mim. Trabalhei no sentido da melhoria global. Baseado na experiência tentei inovar com segurança. Sei que apenas o tempo será juiz sobre o trabalho feito, mas recuso-me a dizer “à intelectualidade”, de que trabalhei para o futuro. Ninguém trabalha para o passado. IMPOSSÍVEL.

NOTA: o menos importante. Fizemos também dois jogos e não perdemos nenhum. Ganhámos um e empatámos outro.

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06.03.2011 - Em estágio! Novos estudos

Um novo Planeamento.

A Organização/Programação de um processo de treino , poderá se quisermos, sub-dividir –se em 7 fases:

-Periodização do treino
-definição de conteúdos, métodos e meios
-dinâmica das cargas de treino
-factores do treino
-avaliação de conteúdos
-meios de apoio
-quadro de necessidades

Seguidamente poderíamos passar a:

Etapas da planificação do treino

Analise da situação
Diagnóstico
Prognóstico

Organização do processo de treino
Programação

Execução do programa
Treino

Avaliação e controle do plano

E muitos mais itens iriam aparecer, para um trabalho organizado, com objectivos inteligentemente definidos, cientifico, afastado do planeamento empírico e tradicional e perfeitamente englobada na periodização táctica (mais conhecida pela PT). O que vou escrever agora , no espaço temporal “presente” e uma perfeita banalidade, mas eu dizia isto há trinta anos atrás. “Não programar ou programar mal é encontrar o fracasso na esquina seguinte”.

Por motivos de um calendário quanto ao campeonato francamente pouco entendivel, temos mais uma paragem do campeonato por 34 dias a que seguirá uma outra ainda de mais duas semanas. Dai a necessidade de programar e cumprir um novo programa de treinos , porque todas estas alterações só chegaram ao nosso conhecimento no inicio de Fevereiro. Ter de programar em condições como esta que agora é a minha realidade, nunca tinha tido esta experiência. Agora sim é necessário programar com sensibilidade e cultura popular, bom senso, sabedoria e experiência de vida. No fundo entrar na humanização do treino. Programar com sensibilidade e cultura popular para entender que aqui a religião se sobrepõe a tudo, que se reza cinco vezes por dia (desde as 04.45 da manhã). Bom senso, para saber que vivemos em sociedade e que terá de haver respeito por outras culturas. Programar com sabedoria e experiência de vida, porque nada disto se ensina na Faculdade e é importante saber “praticar a teoria e teorizar a prática”. Que se junte a isto o facto de esta ser uma equipa onde em três (3) dias já saíram e voltaram ao estagio oito(8) jogadores, uns para trabalharem outros para irem estudar. Se julgam que me lamento, estão completamente distantes de poderem dizer que me conhecem. Eu agradeço a DEUS por ter mais esta possibilidade de estudar, evoluir, de descobrir novas formas de sucesso porque o que me pedem sempre ainda que em condições fantasticamente diferenciadas, é a obtenção de resultados. E como é bom eu poder, por estes motivos, continuar a teorizar a prática. Porque neste caso não adianta praticar a teoria, puderá não dar certo e depois ser tarde demais para os bons resultados.

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06.03.2011 - Treinador??? Quero mais!

Para conhecer a realidade e quem sabe apropriar-se e aproveitar-se dela o homem moderno tem que “beber” diferentes tipos de conhecimentos.
O conhecimento leva o homem a apropriar-se da realidade e, ao mesmo tempo a penetrar nela, e isso confere-nos a grande vantagem de nos tornar mais aptos. No inverso a ignorância anula as possibilidades de avanço para melhor, mantém-nos prisioneiros das circunstâncias. O conhecimento tem o poder de transformar a opacidade da realidade, de tal forma que nos permite agir com certezas, segurança e precisão, com menos riscos e menos perigos.

O Conhecimento faz do ser humano um ser diverso dos demais. E falar de conhecimentos implica falar de uma lista quase classificativa e ilimitada de conhecimentos,como:

Conhecimentos empíricos
Conhecimentos científicos
Conhecimento Filososfico
Conhecimentos teológicos

E ter a capacidade de tentar entender estes tipos de conhecimento implica claramente uma “teoria do conhecimento”, com as suas principais correntes e representantes.

A) Quanto a origem
-Empirismo
-Racionalismo

B) Quanto a Essência
-Realismo
-Idealismo

C) Possibilidade do conhecimento
-Dogmatismo
-Cepticismo

Dai que por vezes me sinta menos feliz quando alguns “intelectuais da fraseologia moderna”, tentam quase cientificamente e numa filosofia mas vanguardista escarnecer dos conhecimentos empíricos de cada um dos outros.

Desde a antiguidade, até os dias de hoje, um lavrador, mesmo iletrado e/ou desprovido de outros conhecimentos, sabe o momento certo da semeadura, a época da colheita, tipo de solo adequado para diferentes culturas. Todos são exemplos do conhecimento que é acumulado pelo homem, na sua interacção com a natureza.
O conhecimento empírico dá-se principalmente pela incorporação de experiências e conhecimentos produzidos e transmitidos de geração a geração, através da educação e da cultura, e isso permite que a nova geração não volte ao ponto de partida da que a precedeu. Ao actuar mesmo que empiricamente o homem imprime a sua marca na natureza, torna-a humanizada. E à medida que a domina e a transforma, também amplia ou desenvolve os seus conhecimentos e as suas próprias necessidades. Falar de linhas de passe, bloco baixo ou alto, transicoes ofensivas ou defensivas, basculacoes, treino integrado ou periodização táctica como se empiricamente nada disso já se tivesse trabalhado antes e medíocre demais. Falar de princípios e sub-princípios, modelos e sistemas de jogo e continuar a falar de NADA. Falar só, nunca conseguira por uma equipa a jogar bom futebol. E comentar sem saber do que se esta a falar bem pior ainda o é!

O importante é conciliarmos conhecimentos com outras virtudes essenciais para o saber humano, como a sensibilidade popular, o bom senso, a sabedoria, a experiência de vida e a ética, enfim, aquilo a que eu gosto de dizer: entrar na era da “HUMANIZACAO DO TREINO”. Conhecer é comunicar-se, interagir com diferentes perspectivas e modos de compreensão, inovando e modificando a realidade.

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11.02.2011 - Inovar - A escolha dos vencedores

Inovação.

A escolha dos vencedores!


INOVAR é deixar de fazer o que os outros fazem ou então renovar o que já foi feito. Pode também ser definido como fazer mais com menos recursos, no fundo, potenciar e ser motor de maior e melhor competitividade.

Competência, Inteligência, Experiencia, Criatividade e Ética, são palavras frequentemente expressas mas raramente utilizadas, e que precisam de uma renovação constante, para serem recordadas pelo dirigente de um clube quando se prepara para contratar um treinador de futebol. Por outro lado, a palavra AMBIÇÃO é uma peça essencial do puzzle. O dirigente nunca tem dúvidas e encaixa num slogan as necessidades da equipa: “Queremos um técnico jovem e ambicioso”. O treinador, claro, reage de uma forma quase automática, num claro instinto de sobrevivência: ”Sou um treinador ambicioso”. Porém, existe uma falácia neste discurso, que o tempo ajuda a desmontar. Estarão mesmo os dirigentes convencidos de que um treinador jovem é mais ambicioso do que um treinador mais experientes? Será a ambição uma peça exclusiva dos treinadores mais jovens que atrai os dirigentes para opções, muitas vezes arriscadas e puramente casuísticas? Será que a inteligência, sobretudo emocional, a criatividade, a imaginação e a ética estão ligadas a um bilhete de identidade ou à experiência de vida?

Para mim, parece claro. Se fosse assim, então o que fariam muitos dos actuais dirigentes do futebol mundial, à frente dos seus clubes? A palavra-chave parece ser "AMBIÇÃO". Eu não vejo, no futebol e no desporto, nenhum dirigente, nenhum treinador, ser campeão sem ser ambicioso. Ainda agora, Arséne Wenger foi cotado como o melhor treinador do Mundo, da década. Olho para "jovens" como o Alex Ferguson e o Giovanni Trapattoni e o que devo pensar? Que não têm ambição? O Jesualdo Ferreira ganhou três campeonatos no FC Porto, porque lhe faltou ambição? Desde quando o presidente do FC Porto deixou de ser ambicioso? Será que não ambiciona ganhar mais campeonatos? E o presidente do Benfica, ao apostar num treinador experiente para ser campeão, será que fez mal? Afinal de contas, onde é que está escrito que ser ambicioso, no desporto e no futebol, significa que se está no começo da carreira, ou pelo menos, ainda numa fase, a que chamam, ascendente. Neste elevador da fama e do proveito, a juventude parece que é uma vantagem para chegar ao último andar da carreira de treinador.

Filosóficamente, a ambição tem sido tema de debates, desde templos imemoriais, passando por gregos, romanos e egípcios e até mesmo pela Bíblia Sagrada. Teve, até, tratamentos especiais de grandes mestres, como por exemplo, William Shakespeare, pois, em várias das suas peças, a ambição é a mola propulsora de muitas das suas personagens.

Mas ambição, também tem a mesma raiz da palavra ambiente. As duas derivam de ‘ambire’, que significa ‘mover-se livremente’. Quando traduzida e usada correctamente, a palavra ambição pode significar a criação de um próprio caminho de vida. Basta, simplesmente, saber o que se quer da vida, e tentar chegar lá. Ambição, deixará de ser, então, uma obsessiva neurose, uma injustificada ganância ou o desejo de subir na vida, atropelando os outros. Perder o controlo e deixar que um desejo passe a dominar uma pessoa e se torne o seu foco principal, é o que Mestre Yoda chamaria o lado negro da forca.

A ambição também tem uma forte componente social. Em vários países, por exemplo, ser ambicioso, pode ser visto como algo não positivo. Dizer que ‘fulano é muito ambicioso’ é quase um insulto – significa que a pessoa é pouco confiável, por ser egoísta (no sentido literal da palavra), e que certamente não olhará a meios, desde que se justifiquem os fins. Neste caso, “OBJECTIVO” significa, geralmente, alcançar vantagem monetária ou económica – algo palpável, digamos assim... financeiramente. Ambição mudou para sinónimo de supremacia social, quando na verdade é muito mais do que isso.

Ser ambicioso poderá, também, significar ser arrogante. E todos sabem que ser arrogante é “feio e errado”, logo... ser ambicioso também o poderá ser. As pessoas ‘humildes’ são elogiadas em público, o que faz com que as pessoas cresçam com uma percepção distorcida do que é realmente preciso para ter sucesso na vida. A humildade deixou de ser uma característica, para se transformar num conceito social. A humildade, pelos vistos, é não falar de si próprio, não se auto-avaliar, não ter confiança em si próprio, e isso passou a ser a um instrumento de precisão social e a medida certa para se avaliar uma pessoa. Porém, a humildade é também, ter a coragem de ouvir críticas, aprender com erros, aceitar outros pontos de vista. Até porque muitas vezes a humildade reconhecida publicamente é uma fantochada e é completamente falsa – estou farto de pessoas que incorporam uma personagem em público, e são completamente insuportáveis na vida pessoal.

Mas voltemos ao assunto principal, que é a ambição, e porque é que ela aparece em todas as listas das características de sucesso? Porque é essencial. Sem ambição, sem querer algo melhor para sua própria vida e para a dos outros, a pessoa acomoda-se. Não sai da sua zona de conforto, não arrisca, não testa seus limites. Ou seja, não faz o seu próprio caminho. Aceita o caminho que muitas vezes lhe é imposto pelos outros. E depois reclama, porque é vencido pela inércia e se torna infeliz.

Pessoas ambiciosas são pessoas que preferem e tristeza da derrota do que a vergonha de não ter lutado. Pessoas que assumem riscos, que apresentam ideias e projectos, que fazem INOVAÇÃO e, no fundo, fazem girar o mundo. Esta é, portanto, a palavra-passe para chegar a uma escolha perfeita. Embora nem todos os INOVADORES consigam o que querem, a maioria deles conseguem bem mais do que conseguiriam se ficassem acomodados. E, talvez assim, cheguemos ao final da charada: talvez a palavra ambição tenha de ser substituída pela INOVAÇÃO, mesmo que seja vista pela negativa, na visão de algumas pessoas, simplesmente por inveja. Acomodadas e preguiçosas, preferem denegrir o trabalho dos outros do que colocar os pés ao caminho, caminhando. A ambição tornou-se numa arma de arremesso dos medíocres, dos que não conseguem INOVAR e por isso tentam atrair para o seu espaço de inércia, aqueles que querem mudar o Mundo, começando por mudar as suas vidas.

Falta a essas pessoas, entender que a ambição é muito mais do que falar de dinheiro e ser famoso – é falar do destino e do caminho para as nossas vidas –. Provavelmente, essas pessoas melhorariam muito, a sua qualidade de vida, e a de todos os que ao seu redor convivem, pois assumiriam a sua vida, ao invés de a colocarem em plano secundário, que é o que a maior parte das pessoas faz. Principalmente, parariam de ter inveja, pois a ambição sadia é criar o seu próprio caminho de vida, INOVANDO.

INOVAR, é deixar de fazer o que os outros fazem ou então renovar o que já foi feito. Pode também ser definido como fazer mais com menos recursos, no fundo, potenciar e ser motor de maior e melhor competitividade. Quem pode ser contra isto? Só alguém muito medíocre. Ambiciosos, preguiçosos, que se incomodam com as iniciativas dos outros. E, no futebol, é igual, se quisermos que ele realmente cresça, não podemos continuar a dar lugar aos medíocres no século XXI.

NOTA: convido quem quiser, a ser capaz de me demonstrar que sou, agora, menos ambicioso do que era há 30 anos atrás. Nessa altura, nem treinador queria ser. Fui treinador “sem querer” e “sem o querer”. Hoje, sonho ser, um dia, Seleccionador Nacional. E vou continuar a fazer o meu caminho, mas caminhando sem atropelar quem quer que seja, ambicionando e inovando tudo o que eu e os outros fizeram de bem, tentando sempre coisas novas.

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23.01.2011 - Sharjah ganha na Taça Etisalat

O Sharjah ganhou no terreno do Al Wasl Dubai, por 1-0, em jogo a contar para o Grupo B da Taça Emirados. O único golo da partida foi apontado pelo avançado brasileiro Marcelinho, que já representou a Naval.

Com este resultado, terminamos a nossa participação na Taça, ficando no 3.º lugar do grupo B, a 2 pontos do Wasl Dubai e a 4 do Al Shabab, equipas que passam às meias-finais da competição. Este resultado confirma a melhoria que procurava há um mês e meio atrás , onde ao mesmo tempo que manifestava a minha preocupação por a equipa estar a jogar tão mal, estava também convicto que lutando contra as adversidades e acreditando na minha competência voltaria a colocar o Al Sharjah num nível superior. Com esta Vitoria chegamos ao sétimo jogo sem derrotas (2 empates e 5 vitorias), ao futebol mais apreciado nos Emiratos Arabe Unidos. A equipa voltou de novo ao futebol bonito, com todas as accoes individuais e colectivas a interagirem com perfeição. A equipa controla emocionalmente os princípios e sub-princípios do jogo não de uma forma caótica mas sim de uma forma livre, ordenada e criativa. Porque não joga sozinha, procura aniquilar o adversário quer no espaço territorial, como temporal, aproximando as linhas quer no sentido lateral como em profundidade. Começa a saber chamar o adversário para determinados espaços provocando a criação de espaços novos onde procura surpreender quando em transicoes ofensivas rápidas. Como só existe uma bola, a equipa já a circula com elegância e em função do resultado, tempo e espaço.

Estou super satisfeito com o trabalho dos meus jogadores, e equipa técnica (adjuntos) , porque me ajudam a poder dizer que mais que um treinador , me sinto feliz por ser um GESTOR DE COMPETÊNCIAS.

VALE A PENA LUTAR.

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20.01.2011 - Tiago - Um adeus triste à Selecção

Com a Decisão de Tiago ao pôr fim na sua participação nos jogos da nossa equipa nacional, vejo muita gente a lamentar tal decisão, tal como se fez com Simão, Deco, Paulo Ferreira e outros. Eu não lamento!

O que eu na verdade lamento e que eles possam ter motivos, que os levem a abandonar abruptamente aquilo que em outros tempos terão sido os seus maiores sonhos. O que lamento também e que ninguém faca nada para impedir ou pelo menos tentar impedir que esses abandonos se concretizem. Em relação ao Tiago eu não lamento... eu agradeço pela sua carreira.

A carreira internacional de Tiago é uma espécie de título oficioso que uso na minha lapela virtual. O actual jogador do Atlético de Madrid era um jovem franzino, quando o fui buscar à equipa de juniores do SC Braga, porque sempre vi nele um craque até no aspecto mental. Um jogador inteligente, um jogador a pisar, com elegância, terrenos que outros massacravam, uma espécie de traço contínuo, entre o meio-campo e o ataque. Foi um dos jogadores que, felizmente, ajudei a projectar. Primeiro, na equipa principal do Braga, depois o Benfica e a seguir uma carreira internacional (Chelsea, Juventus, Lyon e Atlético de Madrid) que ainda está longe de acabar.

E por isso é que magoa, esta notícia de que Tiago, aos 29 anos, renuncia à selecção. Porque é um jogador novo, porque mantém imenso talento, porque refinou as suas qualidades e sobretudo, porque não está na fase descendente da sua carreira. Porém, alguma coisa aconteceu com Tiago, na sua relação com a nossa selecção, para tomar esta decisão dolorosa e inesperada. Sei como pensa Tiago, é uma pessoa reflectida e o modo como justificou a sua decisão, só comprova que o jogador pensou muito antes de decidir.

Não sei o que se passa na selecção, para que tantos jogadores decidam renunciar à representação máxima a que um desportista pode aspirar. Não acredito que os jogadores, por mais bem sucedidos que sejam, não pensem, com orgulho e sentimento, na hipótese de jogar pela selecção nacional. Porque é um espaço de consagração e um espaço onde se valorizam. Por isso, não entendo o que se passa na relação entre alguns jogadores internacionais e a selecção de Portugal.

O problema é que todos parecem lamentar o que está a acontecer, com a deserção de alguns dos nossos melhores jogadores, mas ninguém parece verdadeiramente interessado em fazer nada. De que serve lamentar a renúncia dos nossos internacionais, se, depois, não se faz nada para alterar a situação. Esta situação era impensável, há uns anos atrás, pois, a chamada à selecção era suficientemente motivadora para qualquer jogador. Mas agora, parece que não é assim. Até porque o argumento de dar lugar aos mais novos, não colhe, porque não estamos perante jogadores velhos. Será o Tiago, aos 29 anos, um jogador em final de carreira? Não.

Qualquer dia, em vez de procurar candidatos a ocupar a presidência, a Federação Portuguesa de Futebol, deve procurar candidatos para jogar na selecção. Mas será que ninguém parece preocupado com isso, de tão entretidos que andam todos a discutir lugares e estatutos, na casa-mãe do futebol português?

OBRIGADO TIAGO, PELA CARREIRA E PELA INTELIGÊNCIA.

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18.01.2011 - Até sempre Sr. Garcia - Obrigado!

Tive o privilégio de em vida conhecer este adorável, simpático e simples funcionário do Vitoria de Guimarães. Autor da bibliografia mais completa e que melhor descreve o caminho árduo para que este clube tenha chegado ao patamar maior do futebol português.

Senhor Garcia, o sr. deixa a todos os vitorianos uma enorme marca de saudade e a certeza e não a "ideia" de que a sua vida se confunde com a HISTORIA do VITORIA DE GUIMARÃES.

Ao Clube, seus associados e adeptos mas em particular para a sua família apresento as minhas condolências com a noção que perdi um admirador e um amigo que adorei conhecer.

QUE MESMO PARA ALÉM DA MORTE, DEUS O ABENÇOE.

Foto: Site Oficial Vitória Sport Clube

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Eu mesmo - 18/01/2011 - 11:50
Grande Vitoriano. Uma perca enorme!


11.01.2011 - E... O MELHOR DO MUNDO É PORTUGUÊS!

Esperei com alguma ansiedade, pela votação. A possibilidade de Vicente del Bosque vencer era uma possibilidade que a ser real seria sempre também muito bonita e justa. Del Bosque tinha acabado de ser o campeão mundial ao serviço da Espanha e já tem em seu poder todos os troféus que teve a possibilidade de disputar uma vezes como jogador outras como treinador. Seria também muito bonita a sua Vitória e seria um prémio bem merecido, porque sendo mais velho não sei se mais alguma vez terá a possibilidade de o conquistar, ao contrario de José Mourinho que com certeza ira repetir a sua conquista.

Ganhou Mourinho, uma enorme felicidade para nós portugueses, e para o futebol português. A justiça da atribuição do prémio, que faz também a nossa honra e mais que justa. Afinal Mourinho no ultimo ano ganhou todas as competições em que entrou. Só mesmo os invejosos podem não ter um pingo de alegria para ficarem satisfeitos com mais um feito brilhante para o Futebol português.

Partilhemos então este momento fantástico elogiando José Mourinho e agradecendo mais esta sua Vitória. Mas será também oportuno neste momento, uma profunda reflexão por parte de todos nós.

Portugal nos últimos anos tem o melhor treinador do mundo, o melhor empresário do mundo, duas vezes o melhor jogador do mundo (Figo e Ronaldo) ganha uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA e uma Intertoto e é vice-campeão da Europa em selecções, tem mais de cinquenta treinadores espalhados pelo mundo e continuamos nós os do futebol a ser uma "espécie de escumalha" deste Pais das Lamentações?

Não pretendo colar-me ao Mourinho pela conquista do seu prémio. Felicito-o por conseguir dar ao mundo a imagem excelente dos treinadores portugueses cuja competência em Portugal é diariamente posta em causa.

Agradeço também, porque há quatro anos atrás recebi um convite do estrangeiro, só porque era um treinador português, do país de JOSÉ MOURINHO.

PARABÉNS ZÉ. OBRIGADO ZÉ.

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Luciano Rodrigues - 11/01/2011 - 11:57
O problema do futebol português não são nem treinadores, nem jogadores. Está nos dirigentes, numa classe dirigente que se serve dos clubes com os mais variados intuitos, os corrói, destrói o trabalho de treinadores e jogadores e mata o espectáculo. Um abraço!

Gustavo Silva - 11/01/2011 - 11:57
O Mourinho é o BEST! Quase tão bom como o Cajuda! VITÓRIA!!!


09.01.2011 - Regresso ao bom futebol

AL SHARJAH 3 - AL KALBA 2

Eram vários os motivos que poderiam causar-nos expectativas para este jogo. O Al Kalba ainda não tinha perdido nesta competição, em caso de vitória aumentava de forma significativa a possibilidade de apuramento que há dois meses estava praticamente colocada de lado e a possibilidade de se confirmarem as melhorias que que os últimos resultados vinham mostrando (2 vitorias e 1 empate nos últimos três jogos). Se é verdade que tínhamos motivos expectantes para este jogo, também é verdade que estou super feliz com o trabalho da equipa. Fez um jogo muito bom e soube fazer interacção entre todas as disciplinas que podem ser conteúdo para um jogo quase perfeito. A equipa foi poderosa na posse de bola, no controle emocional e físico do jogo, bonita no aspecto técnico e rigorosa na cultura táctica em cada momento do jogo. Também estou feliz porque lancei mais um jovem de dezassete anos na principal equipa e ontem já estiveram dois com a mesma idade em campo. E vou seguramente ainda este ano fazer o mesmo com mais dois atletas de 16 anos. Quando cheguei aqui a equipa tinha uma média de idades de quase 30 anos e a que jogou ontem apresentou-se com uma media de 23,2 anos. Hoje mostrámos um nível excelente, tendo em conta que estivemos muito mal durante algum tempo atrás, o mesmo tempo que dava para escrever sobre as nossas derrotas e que ate estávamos em últimos. Era bonito procurar incompetência nos nossos resultados mas sempre disse e escrevi que acreditava na forma como estava a lutar e na competência do trabalho. E se pensam que as dificuldades acabaram tirem, como se costuma dizer, “o cavalo da chuva”, pois tenho ainda sete titulares fora da equipa. Não acreditam? Mas é verdade.

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09.01.2011 - Mourinho: «Temos de jogar com as limitações»

José Mourinho, treinador do Real Madrid, mostrou-se conformado com a derrota da sua equipa frente ao Levante por 2-0, na 2.º mão da Taça do Rei na quinta-feira, e falou das debilidades da sua equipa.

"Temos um mês de janeiro muito difícil. Vamos tentar jogá-lo bem com as nossas limitações. Temos de jogar com elas e não as podemos esconder", afirmou Mourinho. Para o técnico português a resolução do problema passa por contratar um avançado: "Hoje era um jogo que podíamos perder, mas os próximos não. Há que contar com as limitações e hoje foram claras quando tivemos de jogar sem Ronaldo e sem Di María".

Apesar de se ter mostrado satisfeito com a passagem do Real aos quartos-de-final da Taça do Rei, Mourinho considera que a sua equipa se encontra num grupo complicado.

"Estamos num grupo com o Atlético, Villarreal e Sevilha, e todos querem chegar à final e têm possibilidades. Têm tradição e são quatro das equipas mais importantes da liga espanhola", finalizou Mourinho.

NOTA: Obrigado Mourinho, só assim muitos vão entender que as minhas lamentações anteriores não eram um "choradinho de um desgraçado". Ainda que com realidades diferentes, as dificuldades existem para todos. Ate nisto és o maior, consegues fazer os "cegos" verem aquilo que nunca querem ver.

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07.01.2011 - Arsène Wenger - Melhor treinador da Década

A Federação Internacional de História e Estatística de Futebol (IFFHS) considerou Arsène Wenger, treinador do Arsenal, o melhor treinador da primeira década do século 21. Em 3º lugar encontra-se o português José Mourinho, o mais jovem entre os 10 primeiros classificados, atrás de Alex Ferguson. Luiz Felipe Scolari e Marcelo Bielsa ocupam ambos a sétima posição, enquanto Rafa Benítez é 9º e Vicente del Bosque 11º.

Classificação:
1. Arsène Wenger (França), 156 pontos
2. Alex Ferguson (Escócia), 148
3. Jose Mourinho (Portugal), 135
4. Fabio Capello (Itália), 120
5. Guus Hiddink (Holanda), 112
6. Carlo Ancelotti (Itália), 108
7. Luiz Felipe Scolari (Brasil), 101
8. Marcelo Bielsa (Argentina), 101
9. Rafael Benítez (Espanha), 97
10. Marcello Lippi (Itália), 88
11. Vicente del Bosque (Espanha), 85
12. Franklin Rijkaard (Holanda), 80

Nota: Nem só ganhado campeonatos se justifica um titulo assim. Prémio justamente atribuído pela qualidade e globalidade do seu trabalho. Afinal nem sempre os primeiros são sempre os melhores.

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04.01.2011 - «Ficarei muito feliz com o vosso sucesso»

Dois treinadores portugueses que muito respeito estão por estes dias a dar passos importantes nos seus projectos, longe de Portugal, tal como eu neste momento. José Peseiro tem neste mês de Janeiro a oportunidade de participar na Asian Cup ao leme da Selecção da Arábia Saudita, que procura a sua 4ª vitória na prova. Por outro lado, Toni assumiu há dias o comando do Al-Ittihad, também na Arábia Saudita, um clube com aspirações, que se encontra neste momento a 5 pontos do líder Al Hilal.

A ambos, desejo muita sorte e votos de sucesso nestas novas aventuras. FICAREI MUITO FELIZ COM O VOSSO SUCESSO!

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Paulo Gomes - 04/01/2011 - 10:43
Grande atitude, que demonstra a grandeza de carácter. Boa sorte para si também, que bem merece.


31.12.2010 - AL JAZIRA 1 - AL SHARJAH 2

Consegui-mos esta noite, não direi uma vitória histórica, mas uma Vitoria que modifica a história dos últimos treze anos dos confrontos Al Jazira vs Al Sharjah. Ao vencermos no terreno do Al Jazira, actual líder do campeonato dos Emiratos Árabes Unidos, quebramos treze anos de história negativa para o Sharjah. Fizemos um jogo fantástico e o resultado poderia ser bem mais expressivo em função das magníficas oportunidades que ficaram por concretizar. Com esta Vitoria podemos também sonhar com o apuramento para a fase seguinte, que estava a cerca de um mes, quase definitivamente esgotado., Afinal trata-se da primeira vitória do Al Sharjah no terreno do Al Jazira de Abel Braga, em treze anos, o que reflecte a importância do resultado. Com este resultado, o Al Sharjah subiu ao terceiro lugar do grupo da fase de grupos da Taça da Liga.

Também pela primeira vez, desde que o campeonato se tornou profissional nos Emiratos Árabes Unidos, o Al Sharjah apresentou de inicio uma equipa sem qualquer jogador estrangeiro e com uma equipa muito jovem, com uma média de idades ligeiramente superior a 21 anos.

Este resultado só confirma a nossa recuperação, após semanas de grandes dificuldades, com muitos jogadores lesionados e castigados, tratando-se do terceiro jogo consecutivo sem derrotas, com duas vitórias e um empate, também contra um dos grandes candidatos ao título.

A nossa vitória foi muito festejada pelos nossos adeptos, dado que existe uma rivalidade muito grande entre os dos dois clubes.

Quem acompanhou as minhas crónicas dos últimos dois meses saberá entender o significado desta Vitoria. A dois meses eu avisava claramente “ todas as dificuldades que teimavam em fazer-me frente” que a minha vontade de lutar iria aumentar de forma superior ao aumento das mesmas. Na vida não existem resultados finais portanto nada esta concluído. A luta continua.

MEDO, todos temos embora muitos, de forma patética digam que não. No fundo sempre temos MEDO de alguma coisa. O único “MEDO” que tenho e um dia ter medo de não saber encarar o medo. Perante ele, uns param, outros fogem e vou continuar a avançar para ele sempre com a vontade de o vencer.

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26.12.2010 - Targino

Em dia de Natal e sempre agradável receber boas surpresas. Targino através da comunicação social ofereceu-me esta:

“Dispensa do Berço ajudou-o a crescer”

"Sem ressentimentos para com o técnico Manuel Cajuda, que em 2008/09 o incluiu na lista de excedentários, Targino até agradece ao Guimarães a dispensa. "No primeiro empréstimo, falei com a Direcção, e o mister Cajuda ficou chateado porque não falei directamente com ele. Isso é passado. Ele dizia-me sempre que eu tinha muita capacidade, mas que havia muita competitividade. No segundo empréstimo, eu não constava da lista. Não lhe vou agradecer por ter sido emprestado, mas agradeço ao clube por me ter mandado embora, para eu voltar mais maduro", confessa, certo de que teve "mais tempo para pensar e corrigir erros do passado": "Se eu ficasse aqui, não ia jogar e não crescia."

Ainda que de forma indirecta fico muito feliz por ter ajudado como diz o Targino a ter “mais tempo para pensar e corrigir erros do passado”. E diz mais, que, “se eu ficasse aqui, não ia jogar e não crescia”, ao que eu acrescento que com tantos erros e não vou dizer nenhum, claramente comigo não jogaria.

Ele sabe porque foi dispensado e quero também que fique a saber que ideia foi minha e que “todos mas todos mesmo” concordaram com ela, ate mesmo os que ele ainda hoje pensa que sempre foram os seus melhores amigos e que estiveram contra a sua dispensa. Quando eu falei em “esfolar” alguns terão dito que era melhor “matar”. Eu não espero agradecimentos, porque só fiz o meu trabalho. Eu e que agradeço a DEUS por o Targino ter voltado mais maduro e por ter corrigido os erros do passado. Como eu estou FELIZ POR TI TARGINO. E espero que possas recordar o que sempre disse no “fantástico balneário do VITORIA”. Que de todas as coisas boas que aconteciam eu só tinha mérito em 0,5% já que 95% eram dos jogadores, 3% da direcção e os restantes 1,5% da equipa técnica. Os meus 0,5% ainda os consigo dividir com alegria com os adeptos. Mas sem os meus 0,5% jamais se chegaria aos 100% da recuperação da equipa e da alegria da cidade, da recuperação de jogadores desmotivados, da subida de divisão, do terceiro lugar, do Hino da Liga dos Compões tocar em Guimarães e da venda de vários jogadores perdidos na segunda divisão. Das coisas mal feitas não é necessário falar, porque elas têm um dono único de seu nome: MANUEL CAJUDA.

Nota Final: Como eu estou feliz, por teres corrigido os erros do passado. Se um dia precisares de um amigo verdadeiro, se pensares um pouco, com certeza que não terás dificuldades de o encontrar, PORQUE EU VOU ESTAR AQUI.

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24.12.2010 - AL SHARJAH-1-1-AL WASL - Empate com candidato ao título

Continuando a vencer as dificuldades que temos sentido nos últimos tempos, consegui-mos esta quinta-feira, um resultado positivo ao empatar, em casa, com o Al Wasl, 3.º classificado da Liga dos Emiratos Árabes Unidos.

As dificuldades nao param e alem dos problemas para montar a equipa, escolhendo o onze inicial de um total de somente 17 jogadores disponíveis, durante a partida ainda sofremos a lesão do nosso guarda redes e do único avancado disponivel.

Neste jogo, o Al Sharjah conseguiu chegar à vantagem, aos 16', com um golo marcado por Ahmad, permitindo o empate ao adversário, 7 minutos depois, por intermédio de Hasan, fixando assim o resultado final num empate a 1 golo.

No último jogo da primeira volta do campeonato, alcançámos a segunda partida consecutiva sem derrotas. Chegamos ao final da primeira volta com 15 pontos em 11 jogos, o que significa um aumento de 3 pontos em relação à época passada e uma media pontual por jogo superior ao ano passado.

Com a promessa do Presidente de que o clube vai ao mercado em Janeiro, posso olhar para os lugares cimeiros da liga como um objectivo realizável, já que a diferença para o 3.º classificado se mantém em 2 pontos.

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23.12.2010 - AL SHARJAH vs AL WASS (11ª Jornada)

O Sharjah (14 pontos) recebe hoje o Al Waas (terceiro classificado com 16 pontos) na jornada que completa o final da primeira volta do campeonato dos Emiratos Árabes Unidos.

Ainda que continuando a somar dificuldades (com a expulsao de Marcelinho na ultima jornada fiquei só com um avançado, ainda em recuperação) vamos de novo partir para esta jornada, com a forte convicção de lutar pelos três pontos. Uma Vitoria colocará de novo o AL Sharjah próximo dos primeiros lugares (estamos a 2 pontos do terceiro) e fecharemos a primeira volta deste campeonato com mais 5 pontos que na época passada também no final da primeira volta. Actualmente estamos já com mais dois pontos que na época passada no final da primeira volta. A jornada completa-se com os seguintes jogos:
Dubai Club – Al Jazira
Al Ain – Al Shabab
Al Nasr – Al Ittihad Kalba
Al Wahda – Al Dafra
Al Ahli – Bani Yas

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22.12.2010 - Pôncio Monteiro

Recordações,
são formas que a alma encontra de renunciar o Adeus...
de manter presentes as nostalgias do passado,
permitindo a ilusão da proximidade dos motivos que fecundaram a saudade!

Dr. Pôncio Monteiro o senhor será sempre recordado. Será impossível esquecer uma figura incontornável na história do FC Porto, e uma personalidade a quem a cidade do Porto e eu recordarei com enorme saudade.
É com um profundo sentimento de perda, e com gratidão, que envio, à família, ao Futebol Clube do Porto, as mais sentidas condolências.

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20.12.2010 - AL DHAFRA 0 vs AL SHARJAH 1

AL DHAFRA 0 vs AL SHARJAH 1

Existirão sempre vitórias e vitórias tal como derrotas e empates. E cada um dos resultados obtidos terá sempre um significado diferenciado em função de como se obteve, quem o obteve e em que situações.

Conseguir uma vitória nas circunstâncias em que temos vivido nos últimos dois meses é seguramente “um momento muito especial” para estar mais que feliz. E não vou voltar a escrever agora todas as contrariedades com as quais temos vindo a manter uma batalha que mesmo assim parece não querer terminar. Mas vou claramente voltar a um tema que me faz viver com alegria: A VONTADE DE LUTAR.

Sempre que falei nas contrariedades vividas, manifestava a minha redobrada vontade de lutar. Dai que esta vitória possa ter para mim o mesmo significado que uma qualquer vitoria numa das mais importantes competições do mundo. As dificuldades existem em qualquer lugar e profissão e sua existência deveriam dar de imediato inicio a mobilização da vontade de lutar contra elas. Foi o que fiz e sempre o fiz ao longo da vida. Por isso me sinto particularmente super feliz por uma simples vitória, e pelo significado e agradecimento que posso sentir por ela.

Estou feliz pela minha equipa técnica que me apoiou e trabalhou muito por mim. Estou feliz pela paciência e apoio da minha direcção em particular do meu presidente. Estou feliz pelos meus jogadores, aqueles que mais sofrem com as derrotas, porque para além do desgaste mental que perdura após cada derrota são também os que mais sofrem fisicamente. Fico feliz pelos adeptos que sofrem todos os dias e sempre pensam em abandonar mas que felizmente nunca o fazem. Mas… existe sempre um mas… as dificuldades continuam. Elas ainda existem e por incrível que pareçam acho que aumentaram com a expulsão do Marcelinho. Mas coitadinhas das dificuldades, com esta vitória também a minha VONTADE DE LUTAR aumentou e de que maneira. DOS FRACOS NÃO REZA A HISTÓRIA.

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Aurélio Carvalho - 20/12/2010 - 13:30
Muito bem!


18.12.2010 - Al Daffra Vs Sharjah

AL DAFFRA vs SHARJAH

Por muito que queira ser um optimista , a verdade e que cada vez que tenho que escrever sobre os meus jogos a negatividade acaba por estar presente nas entrelinhas. Vem ai mais um jogo para o campeonato, e mais uma dificuldade esta no nosso caminho. Mas se conseguir apanhar, todas as pedras do meu caminho quem sabe um dia possa construir um castelo. E mais que isso, sei que o sei construir. Mais uma semana de ambição, mais uma semana de enorme vontade, mais uma semana lutando contra problemas que teimosamente não querem terminar. Mas não vou parar de lutar. Vou para este jogo apenas com 17 jogadores. Desta vez nem consegui juntar os dezoito que se podem utilizar em cada convocatória. Dos dezassete convocados 3 fazem parte da equipa de sub-dezoito. Como se costuma dizer em Portugal,” contado não tem graça”, mas com graça ou não esta e a minha realidade. Outras bem diferentes e mais ricas dão para ficar oito jogos sem ganhar e nunca serão noticia em Portugal, dai ser eu próprio a falar da minha carreira. Como uma desgraça nunca se apresenta de forma isolada, ate na marcação do Hotel nãos tivemos felicidade. E agora a época das corridas de camelos, prova sobre a qual os árabes tem uma adoração linda. Pois bem, tivemos que ficar a 110 kilometros de distancia do estádio onde vamos jogar, porque todos os hotéis mais próximos estão super ocupados. Mas não vos quero passar mais imagens de dificuldades. Sei que vou ter de esperar que jogadores importantes recuperem e que venham outros mais. Afinal de contas em quatro meses só tive três operações, três abandonos e um jogador detido. Não se pode ter tudo eu sei. Mas tem de se lutar contra tudo. Foi assim em Braga, em Belém, em Leiria e Funchal e Guimarães. E foi assim também no Zamalek do Egipto onde ainda hoje se diz em Portugal que a melhor época dos últimos dez anos do Zamalek( vice-campeao e finalista da Taça do Egipto) foi um fracasso do Cajuda.

Nota: Como escrevi acima, não se pode ter tudo, nem no mal nem no bem. E não e tudo mau. Afinal eu vou a praia todos os dias. E espero escrever amanha sobre uma vitoria do Sharjah.

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14.12.2010 - Regresso ao campeonato com uma derrota

SHARJAH 3 – BANIYAS 5

Tal como tinha escrito na antevisão sobre o regresso do campeonato, a luta diária pela melhoria da equipa e das condições que a envolvem e os sinais de evidentes melhorias, permitiam-me ir para este jogo com justificadas razões para pensar em ganhar. Volto a referir que nem o facto ter como adversário aquela que tem sido considerada até agora a melhor equipa do campeonato, me obrigaram a pensar de diferente forma. Infelizmente para nós, durou apenas 2 minutos essa forma de pensar, porque aos dois minutos os nossos jogadores decidiram abrir a “loja dos presentes” e oferecer aos nossos adversários 4 golos. E quem marca três golos nunca pode oferecer quarto. Quem dá aos ricos o seu dinheiro não se pode lamentar de ser pobre. Perdemos e mais uma vez perdemos bem. Quem fala sistematicamente nos erros dos outros pode estar a tentar esconder os seus. Portanto não foram erros dos árbitros, não foi sorte dos outros nem tão pouco o facto de serem os segundos classificados da liga. Foram sim erros grosseiros individuais e colectivos da nossa equipa. Basta referir que cada vez que fizemos um golo e foram três, logo no minuto seguinte sofremos outro. É verdade que tivemos jogadores que tiveram de sair do estagio da equipa no próprio dia do jogo para trabalharem ou fazer exames na escola e isto aconteceu as 7,30 da manhã, mas também não me parece uma desculpa a utilizar. Tal como escrevi hoje no facebook ,”sucesso é seguir fracasso atrás de fracasso sem perder o entusiasmo” e esse eu não vou perder de certeza. Nas marés as ondas renovam-se. Os dias seguem-se ao escuro das noites e o “mal tal como o bem” não duram sempre. Afinal ainda estamos melhor que no ano passado (faltam dois jogos para acabar a primeira volta e temos mais pontos que tínhamos na época passada nesta altura) e mesmo tendo atravessado dois meses de dificuldades profundas estamos no meio da tabela. Acabámos o campeonato passado em sexto lugar e estamos actualmente no sétimo. Por muitas vitorias ou derrotas que possa ter ESTA EXPERIÊNCIA E AQUISIÇÃO DE SENSIBILIDADE DESPORTIVA NUNCA TERÁ UM PREÇO. Luta Manel, afinal a tua vida sempre foi isso mesmo, UMA LUTA BONITA.

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13.12.2010 - Treino na praia, ou educar a fadiga mental?

TREINO NA PRAIA OU EDUCAR A FADIGA MENTAL?

Há pouco tempo, mais precisamente na época de 2007-08 decidi cumprir um ritual do meu vício de teorizar a prática adquirida dentro das quatro linhas que delimitam um rectângulo onde se joga futebol. Ao mesmo tempo que quero identificar essa época como a melhor de sempre do VITÓRIA de Guimarães, quero também confessar que esta minha mania de fazer interagir as diferentes ciências que circundam o simples pontapé na bola, além de me apaixonar sempre me deu bons resultados. Quase com mesma velocidade com que o autocarro do VITÓRIA seguia na direcção da praia, um colega meu corria para a Redacção de um jornal desportivo levando a boa nova: “O tio manel está xexé, isto já não se faz, está completamente ultrapassado, é um treinador à moda antiga”. Na sua ignorante modernidade esqueceu esse ”treinador da nova vaga”, que por ser antigo também eu tenho amigos nos jornais e no mesmo dia soube do enorme elogio fabricado por esse meu colega. Bastaria somente um pouco de curiosidade para ser um pouco mais inteligente e perceber que treinar na praia ou em qualquer outro lugar não é somente uma questão de treino físico. A dominante principal do treino será sempre determinada pelo treinador e nunca pelos observadores mal intencionados.

Canseira inexplicável, sono infinito, confusão mental e mais uma série de sintomas relativos ao cérebro podem ser explicados pela ciência como sendo o início de uma fadiga mental. Com o aumento das actividades quotidianas, não há um só dia, em que as pessoas não se queixem de algum tipo de cansaço independente da categoria profissional. Diversos estudos científicos têm demonstrado que a rotina de trabalho, seja ela qual for, ocasiona uma série de dificuldades às pessoas, seja pela carga física ou mental exercida para cumprir as suas tarefas, e não raro, há quem chegue a extremos de desenvolver um tipo de transtorno degenerativo. O problema afecta todas as pessoas que se valem do cérebro na prática diária de suas tarefas, entre elas, os próprios cientistas.

A neurocientista Suzana Herculano-Houzel, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que também é autora do livro “Fique de bem com o seu cérebro” (ed. Sextante) e do site “O cérebro nosso de cada dia” (www.cerebronosso.bio.br), afirma que a fadiga cerebral, em geral, tem relação com o acumular de adenosina, moléculas que funcionam como mediadores químicos da comunicação neuronal, em resposta aos neurotransmissores que usam para trocar informações entre si. Suzana escreve que quanto maior é a actividade numa área do cérebro, mais os neurotransmissores são liberados pelos neurónios no local, enquanto mais da molécula é libertada sobre os neurónios. Com isto, a fadiga mental é uma realidade muito frequente na vida.

Suzana observa que a molécula (adenosina) age como um freio sobre a actividade dos neurónios e impede que eles fiquem excessivamente activos - com isto, ao restringir a actuação deles, impede a capacidade de processamento de informação quando a pessoa persiste por muito tempo numa mesma actividade. Ou seja, a fadiga é uma realidade não apenas para atletas que treinam seus físicos até a exaustão, mas também para um matemático, um pianista, ou qualquer outro profissional que insista em permanecer por horas consecutivas realizando a mesma tarefa. A boa nova, de acordo com a neurocientista, é que passado algum tempo, se você passar o dia inteiro numa actividade específica, se mudar o foco, e for fazer outra actividade, vai voltar à sua actividade padrão revigorado e renovado para entender os meandros da actividade.

Diversificar recupera a capacidade de pensar

De acordo com o neurologista Eduardo Carlos Silva, do Instituto do Cérebro e da Coluna de Rio Preto, quando o cérebro é muito estimulado, como qualquer parte do corpo, pode entrar em fadiga, ocorrendo falta de atenção, irritação, ansiedade. Por isto é importante haver períodos de descanso e relaxamento entre as actividades, principalmente aquelas de cunho intelectual. O médico explica que felizmente, não há nenhuma relação entre doenças degenerativas do cérebro e o uso abusivo do mesmo. “Excepto quando é super estimulado com várias horas de trabalho, desrespeitando-se alimentação e sono regular, e associando-se o uso de estimulantes”, diz.

O médico lembra que quando o cérebro dá sinais de cansaço basta observar a diminuição ou perda da concentração, da atenção, da memória, irritação. Daí é preciso programar um descanso regular a cada 60 minutos durante uma actividade intelectual. Fazer alongamento, relaxamento, executar uma actividade diversa da que está sendo realizada. Para tanto é recomendado ter uma programação em agenda, com as actividades diárias, definindo metas e prioridades. Realizar sempre a actividade mais importante para que não se torne urgente.

Para se fazer um uso equilibrado do cérebro, o médico observa que é preciso cultivar uma vida saudável, com actividade física regular, alimentação balanceada e nutritiva, sem fumo ou drogas, fazer uso moderado de bebida alcoólica, ter sono reparador, períodos de descanso e relaxamento no decorrer do dia. Para relaxar é necessário parar com a actividade que desencadeou o cansaço. Recomenda-se praticar uma actividade diferente, onde possa ser estimulado o hemisfério direito, através de ouvir música relaxante, tocar um instrumento, escultura, ou artesanato. Ajuda também ter contacto com natureza, animais, fazer actividade física, ioga, tai chi chuan, meditação.

CONCLUSÃO:

CARO COLEGA, eu não fui treinar preparação física para a praia, limitei-me a educar a fadiga mental que sempre nos faz companhia sem ser convidada. Notei nos dias anteriores evidentes sinais que a rotina de trabalho, seja ela qual for, ocasiona uma série de dificuldades às pessoas (diminuição ou perda da concentração, da atenção, da memória, irritação), seja pela carga física ou mental exercida para cumprir as suas tarefas. Ver o mesmo placard publicitário, a mesma bandeirola de canto, a rotina da repetição técnica e táctica. Rigor não implica deixar de sorrir, de trabalhar olhando outra forma de natureza. O que quis demonstrar aos meus atletas foi que trabalhando em condições diferenciadas e muito mais difíceis, em conjunto poderíamos entender que a fadiga era mais mental que física. Compete aos treinadores escolher para os atletas os treinos mais apetecíveis. Afinal sair de casa pelo menos uma vez por semana, para nos divertirmos não nos faz mal. Será que de três em três meses dar um recreio aos putos (futebolistas) estraga? Sei que você viu jogar o Messi e o CR7, que trabalha com Power Point , que ate tem replay no seu plasma, mas eu tenho tudo isso também. Mas vi coisas que você nunca mais poderá ver. Vi jogar o Pelé e o Eusébio, vi nascer a televisão e assisti ao nascimento dos computadores. Até fui o primeiro treinador em Portugal a treinar um campeão do mundo em futebol. E volto ao neurologista Eduardo Carlos Silva que diz:” que é preciso cultivar uma vida saudável, com actividade física regular, alimentação balanceada e nutritiva, sem fumo ou drogas, fazer uso moderado de bebida alcoólica, ter sono reparador, períodos de descanso e relaxamento no decorrer do dia. Para relaxar é necessário parar com a actividade que desencadeou o cansaço. Recomenda-se praticar uma actividade diferente, onde possa ser estimulado o hemisfério direito, através de ouvir música relaxante, tocar um instrumento, escultura, ou artesanato. Ajuda também ter contacto com natureza, animais, fazer actividade física, ioga, tai chi chuan, meditação.

SERA QUE FAZ MAL UM TREINADOR SABER ISTO?

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13.12.2010 - Aceitem por favor

Neste Natal quero dar-te alguns presentes:
Presentes que em nossas vidas precisamos de pouco:
Vou dar-te uma borracha, para apagares as más lembranças,
Uma tesoura pra podares o que esta impedido de crescer,
Lentes correctoras, que te possibilite olhar o próximo e a natureza com amor,
Agulhas grandes para teceres os teus sonhos e ilusões,
Um feixe que abra a tua mente quando procurares respostas...
Outro pra fechar a tua boca quando se fizer necessário,
Um outro pra abrir o teu coração...
Um relógio, pra te mostrar que é sempre hora de amar.
Um rebobinador de filmes, pra recordares os momentos felizes.
Sapatos da moral e ética, para pisares com firmeza e segurança por onde tem flores,
Enfim, tambem um espelho para admirares uma das obras mais perfeita que és "TU".

Que DEUS vos abençoe
BOM NATAL

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12.12.2010 - O campeonato está de volta

SHARJAH x BANIYAS

Após cinco jornadas para a Taça Etisalat (género taça da Liga em Portugal), prova em que aqui os clubes ainda prestem menor atenção, eis que o campeonato se apressa a regressar. Vamos receber uma das melhores equipas no nosso campeonato, o Baniyas que ocupa o segundo lugar da classificação. Sei por experiência própria que não existem jogos fáceis nem difíceis. Dai portanto não querer antecipar qualquer sentimento em relação ao jogo. Como diz um provérbio chinês “ porquê antecipar o sofrimento ou a felicidade por algo que ainda não aconteceu”. O que me parece importante agora é poder analisar e tirar conclusões, sobre o trabalho recentemente efectuado no sentido de tal como os outros técnicos, todos termos tentado recuperar ou não perder rendimento para a prova principal do nosso futebol.

Em outros artigos, sempre dei a tónica de ter motivação forte no sentido de continuar a LUTAR contra todas as imensas contrariedades sobre as quais muito levemente falei. Elas foram bem maiores. Hoje tenho a certeza absoluta que muitos dos problemas com os quais tive de combater, foram completamente ultrapassados, eu direi mesmo vencidos, mas o que conta em futebol são sempre os resultados finais, sejam eles obtidos através da “periodização táctica”, do processo empírico ou pré-histórico e por ai fora… ou quem sabe, se por um falhanço de um jogador ou por um erro do arbitro. Ao longo deste tempo, de dificuldades acrescidas dia após dia só uma ciência me ajudou. E essa não a aprendi em nenhuma faculdade, nem em nenhum curso rápido de treinadores ou em estágios pré-fabricados, nem tão pouco nas guerras estúpidas entre as varias correntes sobre qual a melhor metodologia de treino a seguir. Chamo a essa ciência, EXPERIÊNCIA. Foi com ela que fiz a gestão de todos os que me rodeiam, assim como das suas competências. Ser treinador é isso mesmo, saber gerir competências. É por saber que quem trabalha comigo é bem competente e que tive competência ao meu alcance para gerir, é que vou para este jogo consciente que a equipa está melhor e que posso pensar em jogar para ganhar. Qual será o resultado? Não sei, e falo como um chinês. “Porquê antecipar o sofrimento ou a alegria de um resultado que ainda não aconteceu?”

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06.12.2010 - Conhecimentos no futebol: para quê?

“Quem só percebe de táctica não percebe nada de futebol!”. Esta frase também já a utilizei, e confesso que não fui o seu autor nem sei quem teve tamanha originalidade. Fico internamente feliz quando ouço ou leio que alguns colegas meus também a gostam de utilizar. Por causa de a aceitar na sua completa expressão, fui ao longo da minha carreira demasiadas vezes acusado de treinador antigo, desactualizado, ultrapassado na metodologia do treino, sem filosofia, enfim aquilo que na prática se chama do “vulgar treinador do pontapé na bola”. Em outro dia, prometo, escreverei sobre o ser “um treinador desalinhado” que sempre me chamaram e que confesso adorar continuar a ser. Ter “mestrado” da táctica ou ser doutorado nos 4x4 e qualquer coisa não é o “canudo” que necessito para ser um excelente treinador. Lamento apenas com tristeza tanta mediocridade.

“Sempre ouvi dizer que o futebol é coisa simples, regras fáceis de entender, movimentos naturais etc, etc. Os que continuam a defender essa ideia justificam, que é essa simplicidade que oferece/provoca tanto encanto nas pessoas. Então para quê complicar com mais conhecimentos? Juntar a tácticas, conhecimentos de filosofia, de psicologia, de fisiologia, medicina desportiva e nutrição, comportamentos humanos e liderança, teologia e por ai fora…

Mais conhecimentos para quê?



Recuso terminantemente que o futebol seja uma coisa simples. Aceito que quando praticado de forma simples é realmente maravilhoso. Mas é preciso fazê-lo ser simples e maravilhoso. Prefiro incluir o fenómeno futebol, com todas as suas nuances, no mesmo grau de complexidade que nos permite entender e interpretar a natureza humana. É cada vez mais urgente falar da humanização do futebol ou mais especificamente da humanização do treino. Ao compreender a natureza humana estaremos aptos para entender a humanização do treino. É chegado o momento de afastarmos definitivamente a ideia de que quanto mais conhecimentos trouxermos para o futebol, mais distantes ficamos dos resultados práticos.“Teorizar a pratica ou praticar a teoria será sempre o caminho mais valido para o sucesso”. Afinal teoria é quando se sabe tudo e nada funciona e pratica é quando tudo funciona mesmo sem se saber porquê. Teoria e Prática sem interacção ficam ambas isoladas e sem bons resultados...

Há conhecimentos e conhecimentos.



Existe o vulgar ou popularucho mas sábio conhecimento empírico, caracterizado pela forma espontânea e directa que temos de entender o mundo que nos cerca. Baseado em tradições, experiências casuais, superficiais e por vezes ingénuas, leva-nos muitas vezes a prognósticos e resultados errados.

A teorização através dos estudos, leva-nos a conhecimentos científicos, mais elaborados, onde se busca ir além da visão empírica, procurando conhecer a realidade, e continuando a estudar ir ao encontro dos conhecimentos filosóficos e teológicos que buscam cada qual ao seu modo, explicações que escapam das percepções empíricas e científicas, mas que procuram, via de regra, compreender a vida e, em especial, dar sentido à existência humana.

Sobre estes conhecimentos sempre existira a visão tecnicista de grande influência nos meios científicos, culturais e pedagógicos e a visão especialista como instrumento de observação e pesquisa. Não podemos continuar mais a utilizar o paradigma do conhecimento especializado, particular e, portanto, fragmentado, para entendermos a realidade que nos cerca. A especialização, entendida de forma isolada e desconectada das suas relações com o mundo, a natureza e o homem, na forma mais ampla possível, já não faz o menor sentido.

No futebol, além da fragmentação advinda de perspectivas tecnicistas e especialistas, de uma forma geral, ainda predomina certa abordagem, que adopta alguns princípios científicos de forma estática, absoluta, como se esses princípios fossem verdades eternas e imutáveis, misturados com bastante empirismo (conhecimentos empíricos), que vem dificultando novos saltos de progresso na prática desta modalidade desportiva de grande influência nas sociedades contemporâneas. Já não digo que para que o futebol avance, mas sim para que não regrida em termos de resultados, expressão cultural e, particularmente, como forma de espectáculo, necessário será que aconteçam significativas mudanças na forma pela qual ele ainda é administrado, concebido, treinado e praticado. “Estamos cada vez mais a perder a noção do todo. A simples soma dos saberes especializados e individualizados já não nos conduz, com facilidade, aos resultados almejados. Não queremos negar a especialização e especificação, mas é preciso muito mais do que isso. Precisamos urgentemente de interacção, integração e sinergias”.

Novos conceitos para o futebol


Para se caminhar para a Humanização do Futebol ou do treino será necessário ampliar muito mais o que significa a noção do conhecimento e do que pode ele contribuir, assim como será importante reflectir sobre a necessidade de interacção, integração e sinergias entre as diferentes disciplinas e áreas do saber. Acredito que em futebol falar de conhecimentos empíricos, científicos, filosóficos e teológicos será uma surpresa para muitos, muito mais surpresa ainda será ser eu a falar-vos, mas quero acrescentar ainda termos como a disciplinaridade, multidisciplinaridade, interdisciplinaridade e transdisciplinaridade sobre os quais prometo escrever em um outro artigo.

Quero concluir


Repito…“Quem só sabe de tácticas nada percebe de futebol”. Como é giro, direi ate mesmo fascinante, ver e ouvir tantos “ignorantes futebolísticos” do nosso burgo a fazerem de homens do futebol moderno por falarem em linhas de passes, transições ofensivas e defensivas e ate há bem poucos dias ouvi isto na televisão: “as transições ofensivas multisectoriais foram muito lentas”. O futebol português comprou também muita incompetência, nos últimos anos. Mas claramente não foi por mal, terá apenas seguido o caminho do País. Se olharmos com olhos de ver que “teoria é quando se sabe tudo e nada funciona e que pratica é quando se ganha sem se saber porquê”, facilmente chegamos a uma pequena conclusão. “NADA FUNCIONA E NINGUÉM SABE PORQUÊ”, é que muita gente que nunca vestiu um calção jamais entendera que “Treinar a brincar não é a mesma coisa que brincar com o treino” e muito mais: QUE É MUITO DIFÍCIL TREINAR BEM SEM SABER PORQUÊ. Portem-se mal, porque existe neste Pais muita gente a portar-se bem. Mas estudem ao menos um bocadinho, não se esqueçam, POR FAVOR.

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06.12.2010 - Quantidade e Qualidade

NOS MOMENTOS BONS PODES OLHAR A QUANTIDADE DE AMIGOS… NOS MOMENTOS FRACOS CONSEGUES VER NA PERFEIÇÃO A QUALIDADE DOS MESMOS.

Quem passa por jogar nove (9) jogos sem ganhar certeza que não está a viver um momento delicioso nem seguramente um momento desejável. Por modificação do calendário competitivo, motivada pelos jogos da selecção nacional, disputamos quatro jogos da Taça Itisalat (género Taça da Liga Portuguesa). Tal como em Portugal é também uma competição cuja importância é vista de forma diferenciada quer em relação ao Campeonato Nacional ou a Taça de Portugal (aqui a President Cup). É aqui quase unificado o pensamento de todas as equipas em aproveitarem para rodar jogadores, lançar novos jogadores e recuperar as equipas para a dureza do campeonato. Normal portanto que a minha escolha, alicerçada pelo artigo anterior (Lutar, Lutar…e Lutar) fosse também a de tentar recuperar a equipa para o Campeonato que é a única prova que com seriedade podemos olhar de frente. As contrariedades e preocupações então relatadas não pararam, antes pelo contrário vão crescendo no seu dia-a-dia. O senhor Presidente numa entrevista a um dos melhores jornais dos Emiratos já se referiu a todos os problemas que continuam a afectar o normal comportamento da vida do clube dando especial relevo ao problema financeiro. São muitas as contrariedades com que me tenho debatido nestes últimos dois meses mas continua a não ser menor a força para lutar e esperar por melhores tempos. Para quem há três jogos atrás apenas teve 17 jogadores disponíveis para um jogo e que no último só puderam estar 18 porque não haviam mais, para quem desses dezoito 12 trabalham, para quem tem um guarda-redes que em doze dias só conseguiu treinar um dia a única coisa que nunca poderá faltar é a coragem de lutar, lutar e lutar. É verdade que já informei os dirigentes que se as condições não se modificarem talvez tenha de solicitar a minha saída do clube, mas também só o farei já no limite das minhas capacidades. O clube respondeu-me com uma proposta de dois anos de renovação de contrato o que não me custaria aceitar se tivesse a certeza que o clube conseguiria continuar a evolução iniciada na época passada e agora inexplicavelmente interrompida. Mas a grande verdade é que nem tudo tem sido mau. Dos nove jogos sem ganhar, em cinco também não nos venceram e isso representa 55,5% dos jogos. E verdade que estamos no último lugar da nossa série com o mesmo número de pontos que o Al Ahli (onde um jogador, Cannavaro, custou quase tanto como a minha equipa) e não é menos verdade que na outra série o ultimo é o actual campeão (Al Wehda).

Dai não ter alguma surpresa quando em Portugal se noticiou que Cajuda estava no último lugar num sentido claramente depreciativo. Estou sim, mas ao lado do actual campeão e do ex-campeão e numa prova onde todos aproveitam para recuperar as equipas e onde nem isso eu posso fazer porque só tenho 18 jogadores disponíveis e nos quais se encontram 10 trabalhadores e alguns jovens de dezasseis anos.

Estou sim, mas não no campeonato, a única prova em que podemos olhar de frente ainda que sem grandes ambições. E repito, nem tudo foi ou tem sido mau. Mais uma vez pude ver a quantidade e a qualidade dos meus amigos.

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22.11.2010 - Lutar... Lutar e Lutar

"É melhor atirar-se à luta em busca de dias melhores, mesmo correndo o risco de perder tudo, que permanecer estático, como os pobres de espírito, que não lutam, mas também não vencem, que não conhecem a dor da derrota, nem a glória de ressurgir dos escombros. Os pobres de espírito, no fim de sua jornada na Terra não agradecem a Deus por terem vivido, mas desculpam-se perante Ele, por terem apenas passado pela vida.”
Bob Marley

Preocupação… NÃO! VONTADE DE LUTAR SIM! E certo que não vou esconder que estou preocupado e que tenho mais que um motivo para sentir essa preocupação. Preocupado por não ganhar há cinco jogos, preocupado por ter na minha equipa dez jogadores que trabalham, preocupado por ter jogadores que fazem quatro treinos e ficam seis dias sem treinar, por ter jogadores que chegam para um jogo directamente do trabalho e faltando ao estágio de concentração, preocupado por jogadores saírem do estágio e irem tirar um dente, preocupado pelas lesões, pelos castigos e também pelas grandes dificuldades financeiras que o clube atravessa (que o Sr. Presidente falou numa entrevista na passada semana).

Muito mais preocupado por estas condições serem apenas da minha e de outra equipa e não das restantes, onde todos os jogadores são verdadeiros profissionais e onde as condições financeiras tão boas que poderiam fazer sonhar qualquer clube português. Preocupação que me leva por vezes a pensar que se as condições que proporcionam a obtenção de melhores resultados não mudarem, um dia acabarei por ser demitido embora o presidente tenha comunicado aos jogadores (pessoalmente, no balneário) e aos adeptos através da imprensa da vontade da Direcção em renovar o contrato comigo por mais dois anos alem do ano e meio que falta. Como se pode ver, aumenta em cada dia a minha dose de preocupação, mas com ela aumenta muito mais a minha vontade de lutar. Lutar por ajudar jogadores que fazem enormes sacrifícios, lutar para ajudar um clube em enormes dificuldades. Nesta altura o clube precisa de treinador que possa dar de si para o grupo, de um treinador que possa não pensar no prestígio que pode perder mas que pensa muito naquilo que o clube pode ganhar. Mesmo depois de ter comunicado aos directores (a ultima a 21.11.2010) a minha insatisfação pelas condições actuais do clube e a possibilidade de vir a solicitar a minha saída, a minha decisão primeira continua a ser: LUTAR… LUTAR e LUTAR.

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Carlos "Vitória" - 23/11/2010 - 11:19
Grande, grande treinador. Saudades!!!


22.11.2010 - O perfume de liderar

É frequente ouvir-se falar ou ler sobre Liderança. Principalmente no futebol, é cada vez mais usual ouvir-se dizer que faltou Liderança, que não tem liderança ou que é muito bom nisto e naquilo mas não e um Líder. Numa altura em que as coisas no mundo actual acontecem de uma forma extraordinariamente vertiginosa, em que as coisas acontecem segundo a segundo e não de décadas a décadas, apetece perguntar: Que líder, Que liderança?

Hoje ser Líder (e portanto ter Liderança) implica… saber acompanhar todas as mudanças. O Líder que unicamente sabia mandar perdeu-se claramente na multidisciplinaridade e na interacção dos tempos modernos. Ser Líder nos tempos modernos e compartilhar e procurar fazer novos lideres e seduzir as pessoas a darem o melhor de si mesmas por um objectivo bem definido. Liderança sendo a mesma palavra não define o mesmo conteúdo agora, como o fazia há trinta anos e o ira fazer daqui por outros trinta.

Quando falo sobre o Líder, falo de qualquer pessoa, e em qualquer idade, que actue na Vida desta maneira... pode ser uma criança liderando os seus amiguinhos na hora de brincar; um adolescente liderando a sua "tribo"; uma dona de casa liderando o seu lar; um treinador liderando a sua equipa; um gerente liderando os seus colaboradores.

O que me incomoda de forma verdadeiramente grosseira, é ver gente que nunca liderou e que muito mais que isso, nunca soube ao mínimo entender uma liderança, gente sem classe diria eu, escrever ou falar sobre isso.

No mundo moderno em que “O Todo e muito mais que a soma das partes” as nossas vidas ficam abusivamente condicionadas e condicionam o universo nuclear do nosso comportamento. Vivemos em Sistemas o tempo todo... começando pelo nosso Sistema Interno (partes e órgãos internos), nosso Sistema Familiar, Profissional, Social, Comunitário, até o Sistema da Natureza, o Sistema Solar, o Universo... quer dizer, fazemos parte directa ou indirectamente de todos eles e eles interferem em nossas Vidas.

Liderar é uma maneira de agir, uma maneira de ser, não é algo somente de fora, somente para outros, para pessoas famosas. É uma parte natural da Vida.

Liderar é aumentar a visão do que é possível e ser capaz de seduzir outros a ajudá-lo a realizar estas possibilidades.

Ser Líder significa desenvolver talentos internos e gerir competências. Tivesse eu, de enumerar as dez qualidades de carácter mais imprescindíveis a um líder, citaria:

1. Autenticidade,
2. Idealismo,
3. Coragem,
4. Simpatia,
5. Habilidade,
6. Sensibilidade,
7. Tenacidade,
8. Flexibilidade,
9. Optimismo,
10. Comunicabilidade.

Isto porque, segundo creio, nenhum grupo ou empresa, em situação genérica, constituirá ou manterá como líder uma pessoa que:

1. Não seja suficientemente sincera em seus aptos;
2. Não seja capaz de se apaixonar por uma causa justa;
3. Não seja forte e resoluta diante do perigo;
4. Não possua capacidade natural de se fazer estimada;
5. Não tenha jeito para solucionar ou minimizar problemas difíceis;
6. Não disponha de percepção apurada para captar a realidade que se esconde por trás das aparências;
7. Não persiga intensamente os objectivos que tem em mira;
8. Não se adapte às circunstâncias do momento;
9. Não ponha fé naquilo que faz;
10. Não tenha facilidade para externar suas ideias e compreender as alheias.

Então, para ser um bom Líder, a pessoa precisa primeiro saber liderar bem seu Sistema Interno pois sem Auto-Conhecimento, sem conseguir "dirigir seu próprio carro", como é que alguém pode pensar em dirigir outras pessoas? Antigamente víamos líderes que só sabiam mandar e que perdiam completamente o controle de si mesmos por coisas bem pequenas... hoje estes perdem é a condição de serem líderes!

Depois a pessoa deve conhecer os Sistemas que fazem parte de sua Vida para poder viver de forma coerente. Não tem nada mais desagradável do que alguém que quer ser Líder falar uma coisa e fazer outra bem diferente... ou seja, não ter um comportamento de forma coerente com as suas palavras.

Perder a Credibilidade e uma consequência natural de quem fala uma coisa e faz outra. Outra coisa muito importante nos dias de hoje é a filosofia do "ganha/ganha", ou seja, o bom Líder é aquele que sempre age de forma que todos os envolvidos ganhem... o Líder que "passa por cima das pessoas " caminha rapidamente para o fim!

O Líder deve ser portanto, o primeiro a actuar da forma mais sensível para seduzir a um “casamento” entre Competitividade e a Cooperação. Liderar em futebol nunca poderá ser diferente. Também em futebol as mudanças são constantes e ao segundo. Os planteis mudam, os lideres mudam de clube e os clubes mudam de dirigentes e os resultados quase sempre mudam tudo.

Hoje ser Líder (e portanto ter Liderança) implica …saber acompanhar todas as mudanças. Com isso, o Líder de hoje é muito diferente do de antes, e mais que um técnico terá que saber ser um sábio….e acompanhar todas as mudanças…

»» Bibliografia:
Pesquisas Google
* Epelman

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