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- Biografia
Daniel da Cruz Carvalho, mais conhecido no mundo do futebol como Dani, nasceu a 2 de Novembro de 1976 em Lisboa. Formado nas escolas do Sporting, Dani cedo se foi mostrando como um dos melhores da sua geração a nível mundial, estreando-se na equipa principal do Sporting com apenas 17 anos, sob o comando de Carlos Queirós.
Figura de proa nos escalões jovens do Sporting, Dani começou a triunfar no Euro de sub-18 em Espanha em 1989 onde Portugal se sagrou campeão europeu. Mas a sua revelação enquanto uma das "next big things" do futebol mundial deu-se no Mundial de Juniores de 1995, no Qatar, com exibições memoráveis e golos memoráveis.
Quando se estreou na equipa principal leonina, Dani foi notícia por todos os motivos. Era um jogador com boa aparência, bem vestido e bem falante e acima tudo tinha muito estilo, ingredientes que deixavam o público feminino entusiasmado. Como futebolista, Dani tinha tudo para singrar e ser uma referência a nível mundial, sendo muito evoluído tecnicamente, movendo-se de forma muito elegante e sendo o seu pé esquerdo um permanente quebra-cabeças para as defensivas contrárias.
Apesar de tudo, a sua fama de boémio, mal grado as boas exibições com a camisola do Sporting, levaram o clube de Alvalade a emprestá-lo ao West Ham de Londres. Anos mais tarde, já após o final da carreira, Dani não se coibiu de questionar essa opção e a sua sensatez, na medida em que realmente pouco sentido parece fazer enviar para Londres um "menino" talentoso e charmoso que foi morar sozinho, para um hotel, numa cidade onde tudo acontece.
A estreia pelo West Ham deu-se com um golo, mas em Londres Dani não encontrou a consagração futebolística. Seguiu-se o Ajax, o eterno Ajax, naquele que foi porventura o melhor período da sua carreira, o mais estável e em que o virtuoso Dani mostrou algum do perfume com que o seu futebol poderia ter inundado os relvados mundiais de forma indelével.
Seguiu-se um período curto e com pouca história ao serviço do Benfica, e depois o ingresso no Atlético Madrid, que pode ser considerado o "cerrar do pano" ao mais alto nível. Em Madrid alternou as grandes exibições com exibições medianas, que nunca foram compreendidas por parte de um público ávido do seu talento. Em 2004 seguia-se, aos 27 anos, o anúncio do final da sua carreira de futebolista e o início de uma eventual carreira enquanto apresentador televisivo.
Dani poderia ter sido um dos melhores jogadores de futebol de sempre. Olhando para a sua curta carreira, não se pode dizer que foi um jogador que passou ao lado de uma grande carreira. Com efeito, representar Benfica, Sporting, Atlético Madrid e Ajax não está ao alcance de qualquer um. Mas Dani não era, de todo, qualquer um. Tinha um dom único que infelizmente, para infelicidade dos amantes do futebol, não foi convientemente estimado por quem tinha a obrigação de ver que o "menino" de 18 anos precisava de espaço e tempo para crescer.
Apesar de curta e sem o destaque merecido, quem viu jogar Dani jamais esquecerá a sua elegância em campo, a sua inteligência e visão de jogo, apenas ao alcance dos predestinados. Quem ama o futebol, não esquece nunca Dani.
Figura de proa nos escalões jovens do Sporting, Dani começou a triunfar no Euro de sub-18 em Espanha em 1989 onde Portugal se sagrou campeão europeu. Mas a sua revelação enquanto uma das "next big things" do futebol mundial deu-se no Mundial de Juniores de 1995, no Qatar, com exibições memoráveis e golos memoráveis.
Quando se estreou na equipa principal leonina, Dani foi notícia por todos os motivos. Era um jogador com boa aparência, bem vestido e bem falante e acima tudo tinha muito estilo, ingredientes que deixavam o público feminino entusiasmado. Como futebolista, Dani tinha tudo para singrar e ser uma referência a nível mundial, sendo muito evoluído tecnicamente, movendo-se de forma muito elegante e sendo o seu pé esquerdo um permanente quebra-cabeças para as defensivas contrárias.
Apesar de tudo, a sua fama de boémio, mal grado as boas exibições com a camisola do Sporting, levaram o clube de Alvalade a emprestá-lo ao West Ham de Londres. Anos mais tarde, já após o final da carreira, Dani não se coibiu de questionar essa opção e a sua sensatez, na medida em que realmente pouco sentido parece fazer enviar para Londres um "menino" talentoso e charmoso que foi morar sozinho, para um hotel, numa cidade onde tudo acontece.
A estreia pelo West Ham deu-se com um golo, mas em Londres Dani não encontrou a consagração futebolística. Seguiu-se o Ajax, o eterno Ajax, naquele que foi porventura o melhor período da sua carreira, o mais estável e em que o virtuoso Dani mostrou algum do perfume com que o seu futebol poderia ter inundado os relvados mundiais de forma indelével.
Seguiu-se um período curto e com pouca história ao serviço do Benfica, e depois o ingresso no Atlético Madrid, que pode ser considerado o "cerrar do pano" ao mais alto nível. Em Madrid alternou as grandes exibições com exibições medianas, que nunca foram compreendidas por parte de um público ávido do seu talento. Em 2004 seguia-se, aos 27 anos, o anúncio do final da sua carreira de futebolista e o início de uma eventual carreira enquanto apresentador televisivo.
Dani poderia ter sido um dos melhores jogadores de futebol de sempre. Olhando para a sua curta carreira, não se pode dizer que foi um jogador que passou ao lado de uma grande carreira. Com efeito, representar Benfica, Sporting, Atlético Madrid e Ajax não está ao alcance de qualquer um. Mas Dani não era, de todo, qualquer um. Tinha um dom único que infelizmente, para infelicidade dos amantes do futebol, não foi convientemente estimado por quem tinha a obrigação de ver que o "menino" de 18 anos precisava de espaço e tempo para crescer.
Apesar de curta e sem o destaque merecido, quem viu jogar Dani jamais esquecerá a sua elegância em campo, a sua inteligência e visão de jogo, apenas ao alcance dos predestinados. Quem ama o futebol, não esquece nunca Dani.













