Bancadavip


Guilherme Ramos

Lourinhanense

(POR) III Divisão


20.07.2011 - «Defenderei o 1º Dezembro com tudo o que tenho»

O esquerdino Guilherme Ramos, um dos capitães do Lourinhanense, é reforço do 1º de Dezembro (Sintra) que disputará esta época, pela primeira vez na sua história e em sequência de uma trajectória ascensional de relevo nos últimos anos, o Campeonato Nacional da II Divisão, depois de ter conquistado um dos dois primeiros lugares na série E da 3.ª Divisão.

Apesar de algumas propostas para regressar ao estrangeiro, com especial destaque para uma tentadora oferta de Malta, Guilherme Ramos optou por prosseguir e consolidar a carreira nos campeonatos nacionais em Portugal tal como, aliás, já havia manifestado intenção em recente entrevista ao seu Site Oficial (www.bancadavip.com/guilhermeramos ).

Depois de uma época em que experimentou o futebol islandês (Njardvik) e esteve próximo de assinar por um dos grandes clubes polacos (Widzew Lodz), Guilherme Ramos preferiu regressar ao “seu” Lourinhanense, clube a que o atleta faz questão de não deixar passar a oportunidade para «agradecer pelos magníficos momentos que passei, de dirigentes a treinadores, passando obviamente pelos meus colegas jogadores e a quem desejo a maior felicidade do Mundo».

O futebolista que fez a sua formação entre Belenenses e Sporting, clube onde chegou a ser chamado aos treinos da equipa principal na época de Lazlo Boloni, dá mais um passo na sua estruturada carreira e, depois de concluída a licenciatura em jornalismo, transita dos campeonatos distritais para a segunda divisão nacional num país muito pouco atento aos valores que evoluem nos escalões inferiores.

Surgida a possibilidade de representar um dos clubes que se tem tornado referência pela forma sóbria e competente como tem crescido, a que não foram alheias as excelentes exibições do atleta que cobre toda a ala esquerda com grande virtuosismo técnico, Guilherme Ramos declara-se «muito contente com esta oportunidade e, a partir de agora, defenderei o 1º Dezembro com tudo o que tenho. Lutarei todos os dias para ajudar o clube a vencer» deixando bem evidente a ambição com que parte para esta nova etapa.

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20.06.2011 - «Tenho de apostar em mim» (Vídeo)

Guilherme Ramos traça uma breve análise da última temporada, disputada ao serviço do Lourinhanense, e perspectiva o futuro, que ambiciona em patamares mais elevados.

Depois de no início da temporada anterior o tecnicista da região Oeste ter prestado provas, de forma satisfatória, nos Polacos do Widzew Lodz, não tendo no entanto chegado a acordo dos termos contratuais, Guilherme Ramos regressou ao Lourinhanense perspectivando uma época de sucesso que contemplava a promoção do "seu" emblema. Assim não aconteceu, e agora é hora de apostar no seu futuro em termos pessoais.

Guilherme não esquece a lesão que o atormentou nos últimos 2 meses da temporada, e admite que é tempo de apostar em si próprio, estabelecendo a meta de atingir as competições nacionais, dando claramente preferência a continuar a competir em Portugal.

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20.05.2011 - Balanço da temporada (com vídeo)

A temporada do Lourinhanense ainda não acabou, mas um infeliz Guilherme Ramos tem de dar por terminada a sua temporada, em resultado de lesão. Com efeito, o virtuoso número 10 do Lourinhanense não tem estado a 100% desde Fevereiro, e acabou por agravar uma Periostite que agora o obriga a repouso por um período de cerca de 2 meses para debelar a infecção.

Guilherme Ramos viveu uma temporada atípica, apesar de bastante positiva em termos pessoais. Ainda na Islândia no início da temporada, acabou por abandonar o incipiente campeonato Islandês para fazer a pré-época no Widzew Lodz, da Polónia, que lhe correu de feição. No entanto, questões extra-futebol acabaram por não permitir chegar a acordo para a permanência de Guilherme na Polónia e, como o bom filho à casa torna, Guilherme voltou ao "seu" Lourinhanense, onde foi figura em destaque ao longo da temporada.

Contrariando a boa época em termos individuais, o Lourinhanense chegou a prometer lutar pelos lugares de topo, mas segue agora na 8ª posição da 1ª Divisão Honra de Lisboa.

Em final de temporada, nada como ficar com alguns dos momentos bonitos de Guilherme Ramos e do Lourinhanense nesta época 2010/11. Fintas, magia e golos...

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14.03.2011 - Centésimo jogo pelo Lourinhanense

Guilherme Ramos cumpriu neste Domingo a sua centésima partida com a camisola do Lourinhanense, um bonito marco ao qual o virtuoso jogador brindou marcando o único tento da sua equipa. Recorde-se que o jogador fez a sua estreia enquanto sénior pela formação da Lourinhã em Agosto de 2004, tendo saído no final dessa temporada e regressado a meio da temporada 2007/08. Posteriormente, no início de 2010, voltou a saír, para a sua "aventura Islandesa", tendo regressado novamente a sua "casa". Guilherme Ramos soma agora 100 partidas pelo Lourinhanense, nas quais apontou 43 golos, uma marca impressionante.

Na partida de ontem o Lourinhanense voltou a desiludir perante um adversário do fundo da tabela, recebendo o União de Algés e não indo além de uma empate, conseguido já em período de descontos, por Guilherme Ramos, de cabeça, após cruzamento de Marco Ramos. Guilherme esteve ainda perto do golo noutras em ocasiões, em especial ainda com o resultado em branco, no primeiro tempo, tendo atirado um excelente remate à barra.

Nota: foto da estreia de Guilherme pelo Lourinhanense, em Agosto de 2004

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15.12.2010 - Guilherme Ramos, em Wallpaper

Guilherme Ramos, de regresso ao "seu" Lourinhanense, vive por estes dias momentos de enorme felicidade, pois tem vindo a aliar as boas exibições aos golos, mostrando-se uma mais-valia para a formação da região Oeste.

De forma a celebrar estes dias felizes do jogador, a BancadaVIP.com proporciona a todos os seus fãs a possibilidade de passarem a contar com um fundo de ecrã personalizado. Siga este link e escolha, das 3 opções, aquela que mais lhe apraz.

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10.10.2010 - Diários do Gelo 1

A dois dias da visita de Portugal à Islândia para defrontar a Selecção local tendo em vista a qualificação para o Euro 2012, Guilherme Ramos partilha algumas impressões sobre o país nórdico, fruto da sua experiência pessoal, que passamos a reproduzir:

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10.08.2010 - O bom filho à casa torna

Este bem inteligente provérbio aplica-se de forma correcta à opção de Guilherme Ramos para prosseguir a sua carreira, após a experiência na Islândia e o período de testes na Polónia, no Lourinhanense.

«Na altura em que decidi que regressaria a Portugal, e a uma equipa "não profissional", que a minha prioridade seria sempre o Lourinhanense. Mantenho o desejo de regressar ao estrangeiro, algo que poderia ter acontecido, só que não nas condições ideais, e como tal, decidi voltar a Portugal.» - palavras do jovem jogador português, que regressa ao clube de onde ainda há poucos meses saíra para a Islândia, mas mostra que a ambição que o levou ao norte da Europa se mantém intacta.

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01.07.2010 - Regresso a Portugal

Terminou no passado fim de semana o período de observação de Guilherme Ramos no Widzew Lodz, apesar do clube Polaco ter demonstrado admiração pelas suas qualidades. Mas a contratação de um novo treinador, que indicou o antigo jogador do Boavista, internacional Polaco, Grzelak, para o seu lugar, fez o Lodz recuar na intenção de integrar o português no plantel, apesar de manter interesse em continuar a tê-lo sob a sua alçada.

«Abandono o Widzew neste momento com a plena noção que fiz o meu melhor, e que poderia ficar no plantel. Agradeço o interesse do clube na minha vinda, e fico orgulhoso por isso. Infelizmente o novo treinador trouxe as suas ideias e decidiram-se agora por um jogador conceituado no país. É um clube grande, um dos maiores aqui na Polónia e foi óptimo ter tido o contacto com um clube desta dimensão.»

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26.06.2010 - Primeira semana na Polónia

Chega ao fim a primeira semana de trabalho de Guilherme Ramos ao serviço do Widzew Lodz, que culminou na vitória desta tarde ante o Chojniczanka Chojnice por 1-3, resultado construído já no segundo tempo, com Guilherme Ramos a jogar os 90 minutos e a mostrar bons pormenores.

Esta foi uma semana muito agitada na vida do jogador português, que cumpriu uma bateria interminável de exames, com a curiosidade de ter obtido os melhores resultados de sempre no clube nos testes psicotécnicos. O trabalho tem corrido bem a Guilherme Ramos e tudo indica que irá permanecer no clube, onde tem sido um dos elementos sob os holofotes da imprensa, sedenta de conhecer o português.

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23.06.2010 - A caminho do Widzew Lodz

Depois do término da aventura na Islândia, inesperado, mas inevitável, Guilherme Ramos deparou-se com várias alternativas que analisou com ponderação, tendo optado neste momento por se deslocar à Polónia onde se encontra a finalizar as negociações com o Widzew Lodz, um clube histórico da Polónia, onde disputa a 1ª Divisão local.

"Fui sujeito a uma extensa bateria de exames que se prolongará durante esta semana. Exames médicos, físicos, cardiologia, ortopedia, psicológicos, nutrição e, claro, exames técnicos. Enfim... um check-up completo que farei durante estes dias. Nos próximos dias julgo que poderei divulgar novidades, caso tudo se encaminhe como espero e desejo." - afirma o jogador português, que num ápice saltou do Lourinhanense para a Islândia, e daí para um histórico da Polónia.

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16.06.2010 - Fim da "aventura Islandesa"

Por motivos extra futebol, a aventura de Guilherme Ramos na Islândia acabou de forma abrupta nos últimos dias, com o jogador neste momento a procurar clube para prosseguir a carreira na próxima temporada. Apesar de desportivamente as coisas estarem a correr bem a Guilherme Ramos, a verdade é que a bancarrota vivida pela Islândia instalou regras que eram desconhecidas para o jogador e o impedem de movimentar o dinheiro ganho na Islândia para fora do país.

"Primeiro que tudo, tenho a dizer, que desde que fui para a Islândia que foi o concretizar de um sonho… que quem me conhece sabe que tinha desde sempre… jogar no estrangeiro. A hipótese da Islândia e do Njardvik surgiu na altura certa, no momento em que o futebol para mim passou a estar em primeiro lugar depois de terminar o meu curso. Na Islândia foi-me proporcionado tudo aquilo que havia sido previamente acordado." - refere o jogador, não escondendo o desalento por ter de interromper a ligação ao seu clube. Guilherme Ramos prossegue, recordando os bons momentos passados na Islândia: "Fui extremamente bem tratado por todos, desde direcção, equipa técnica e colegas. Entre estes destaco duas amizades que tive o prazer de fazer e cimentar… a dos dois ingleses Ben Long e Daniel Badu. O dia 9 de Maio vai ficar registado para sempre na minha mente… o dia em que fiz a estreia numa liga estrangeira."

No que diz respeito ao motivo que levou Guilherme Ramos a cancelar a ligação ao Njardvik, o jogador português fala abertamente sobre a situação: "O meu objectivo não foi ir para a Islândia enriquecer, nem coisa que se pareça, fui sim pela experiência e alcançar aquilo que pretendia há muito que era jogar no estrangeiro, no entanto não pude ficar indiferente ao facto de não puder rentabilizar (dispor) do dinheiro ganho na Islândia… porque este não pode sair de lá nem ser trocado. Mesmo assim cheguei a dizer aos meus pais e familiares, que voltaria mesmo nestas circunstancias… no entanto e após uma reflexão mais com a cabeça do que com o coração apercebi-me que não é possível estar a mais de 3000km, num país tão distante, e saber que quando terminar a aventura não consegui juntar nada. Sou humilde, mas não hipócrita… e a verdade é que amo jogar futebol, a experiência foi a melhor da minha vida, mas com 25 anos tenho de conjugar as duas situações. Esta é a minha profissão neste momento. Queria também deixar um agradecimento ao Presidente do clube que compreendeu completamente a minha situação e o constrangimento que me provocaria, e assim chegamos a acordo para que eu pudesse procurar outro clube.

Guilherme Ramos está, pois, neste momento no mercado, em busca de clube para prosseguir a carreira, tendo já alguns contatos em mãos, sendo muito provável que a sua carreira passe novamente por uma liga estrangeira.

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01.06.2010 - Entrevista ao site "Portugueses no Estrangeiro"

No seguimento da sua aventura na Islândia, o Guilherme Ramos foi desafiado pelo site "Portugueses no Estrangeiro" a conceder uma entrevista onde aborda toda a sua carreira, desde os escalões de formação, até à actualidade, ao serviço do Njardvik:

1) Pelas suas habilitações literárias, vejo que sempre conseguiu conciliar o futebol com os estudos. Foi uma tarefa fácil? Tendo um grau de instrução considerável na área de jornalismo, exerce alguma actividade relacionada ou dedicou-se exclusivamente ao futebol?
De facto a minha vida foi sempre dividida entre o futebol que sempre foi o meu grande sonho, e os estudos que sempre foram o meu “suporte” realista de vida. Ou seja, se o futebol falhasse, teria um caminho por onde seguir. Felizmente sempre conciliei as duas coisas, com maior ou menor dificuldade, até que a partir de uma determinada altura coloquei a minha licenciatura no topo das minhas prioridades, deixando o futebol não digo para segundo plano, mas não como o grande caminho a seguir. Felizmente terminei a minha licenciatura e tirei duas especializações em jornalismo, e como tal estou agora dedicado ao futebol de uma forma efectiva. Ainda não exerci qualquer tipo de função na área, mas sei que quero muito ser jornalista… só não sei quando. Quero agora desfrutar do futebol enquanto tenho idade.Com 35 anos posso ser jornalista, futebolista é que já será mais complicado.

2)O Belenenses, onde esteve de 1994 a 1999(camadas jovens), foi o clube que mais contribuíu para a sua formação enquanto jogador?
Foi um clube que contribuiu para a minha formação, na medida em que foi o primeiro e de certa forma foi lá onde aprendi as noções básicas do jogo, e os primeiros conceitos relacionados com a competição. Todos os locais por onde passei contribuíram para o meu crescimento, não só nas camadas jovens como ainda hoje.

3) Quando foi para as camadas jovens do Sporting, clube que lançou dos melhores jogadores portugueses da actualidade, achou que podia afirmar-se ao serviço de um grande português?
Sim, foi na realidade o concretizar de um sonho. Quando na altura fui convidado pelo Sr. Aurélio Pereira foi maravilhoso. Tive enormes ilusões na minha cabeça, que passavam por afirmar-me no clube e conseguir um dia chegar à primeira equipa. Hoje faço um “ema culpa” e assumo que não me preparei bem na altura para singrar. E acabei por sair infelizmente mais tarde.

4) Chegou a ser chamado para um treino com o intuito de ser observado por Lazlo Boloni, como correu esse dia? O treinador fez algum tipo de comentário ou análise sobre a sua prestação?
Foi a meio da temporada, o Sporting chamou alguns jogadores que por uma via ou por outra tinham ligação ao clube. Da minha parte havia a hipótese de regressar a qualquer momento. Esse treino foi atentamente observado pelo então treinador da equipa principal Lazlo Boloni. Foi óptimo, contudo não tive qualquer contacto ou comentário à minha prestação por parte dele. Mas a experiência foi óptima.

5) Enquanto sénior, as sua melhores épocas parecem ter sido as últimas 2 ao serviço do Lourinhanense. Concorda com este ponto de vista?
Sim pode-se dizer que sim. Julgo que depois da minha primeira saída do Lourinhanense, tive a oportunidade de passar por outros clubes onde aprendi bastante e “amadureci” como jogador. Quando voltei para o Lourinhanense julgo que estava um outro jogador, e consegui crescer ainda mais no clube, onde me sentia em casa. E esta última temporada julgo que atingi a minha melhor forma, fico feliz porque isso ajudou a equipa.

6) Nessas mesmas épocas marcou cerca 33 golos, número bastante considerável para um extremo. Jogou em posições mais subidas do terreno? Costumava bater algum tipo de bolas paradas (livres, penaltis, etc) ?
Sim, costuma-se ouvir certos “clichés”, nomeadamente que os golos são o fruto do trabalho da equipa e de facto é verdade. Como extremo tenho de dizer que fui extremamente bem servido e apoiado pelos meus colegas de equipa, e felizmente consegui transformar em golos, o trabalho de toda a equipa. Também marquei alguns na conversão de livres e grandes penalidades.

7)Recentemente decidiu mudar-se para a Islândia, onde representa o UMF NJARDVIK , da 1ª divisão. Que factores estiveram na origem desta decisão?
Quando acabei a minha licenciatura no ano passado, defini um objectivo para a minha vida. Com o curso terminado, pensei que seria a altura de tentar agora algo mais no futebol. Acontece que me preparei como nunca o havia feito. No verão aquando os meus colegas e amigos estavam na praia, treinei arduamente duas vezes por dia, para conseguir chegar ao campeonato um passo à frente de todos os outros. Mesmo com a temporada em curso, continuei a treinar pela manhã sozinho para que estivesse sempre no máximo das minhas capacidades físicas. O intuito era fazer uma grande temporada e tentar sair para uma liga estrangeira. Nunca escondi isso. Sempre disse, que sendo um sonho jogar na 1ª liga ou 2ª liga em Portugal, o meu maior sonho era jogar no estrangeiro. A época correu bem, e acabei por ser convidado pelo Njardvik. Felizmente atingi o que procurava e para aquilo que tinha trabalhado.

8 ) Sendo a Islândia um país cuja actividade futebolística não é muito divulgada na Europa , que prespectivas têm num país tão longínquo?
Procuro em primeiro lugar, uma experiência nova, que posso dizer desde já que está a ser a melhor da minha vida. O país não é propriamente da elite do futebol, como é sabido, no entanto o futebol aqui é bom e o país é muito bonito para se viver. Procuro aproveitar e tentar dar o melhor de mim noutro país, noutro tipo de futebol, noutra cultura. No fundo pôr-me à prova e tentar acrescentar algo à minha nova equipa. Depois quem sabe, perspectivar-me novas aventuras neste ou noutro país. Quero desfrutar desta profissão, e tentar deixar uma marca pelos clubes onde passo. É isto que procuro.

9) Acha que o estrangeiro é uma hipotese que muitos portugueses procuram para se poderem afirmar no mundo do futebol? Na sua opinião , qual a razão para tanta exportação de jogadores sul-americanos para Portugal?
Sinceramente julgo que para alguns é a única via de conseguirem ser profissionais de futebol. Basta ver a quantidade de portugueses espalhados por todo o mundo, nas mais diversas ligas à procura dos seus sonhos e a tentar fazer aquilo que bem sabem fazer, mas que infelizmente no nosso país não nos permitem. A aposta em sul-americanos é a aposta no mercado fácil. Julgo que o pensamento é de que uma equipa ficará mais forte com um jogador vindo de fora do que com um atleta português vindo da formação. Não sou contra os estrangeiros no futebol, longe de mim, até porque neste momento estou a fazer o mesmo e possivelmente há jogadores Islandeses a queixarem-se desta situação. No entanto custa-me ver grandes jogadores que tiveram que sair do país ou abandonaram o futebol porque não tiveram sequer a oportunidade que deviam e mereciam. É a triste realidade do nosso futebol, no entanto volto a frisar, estrangeiros precisam-se sim… mas os de qualidade! Para as carradas de jogadores estrangeiros de qualidade duvidosa que chegam a Portugal, temos milhares de jovens valores capazes de fazer melhor.

10) A aposta na formação, é algo que tem faltado aos clubes lusos, e provavelmente constitui um dos factores que leva à emigração de tantos futebolístas. Considera que esta foi uma das causas que contribuíu para a sua “aventura” na Islândia?
No meu caso, como já disse anteriormente foi uma das razões que me levaram a emigrar. Sabia antemão, mesmo com uma grande temporada quer a nível colectivo quer a nível individual, seria muito difícil conseguir atingir um patamar alto em Portugal (1ª ou 2ª liga), porque simplesmente os clubes não fazem esse tipo de apostas. E lá está, um jogador das distritais do Brasil por exemplo vale mais do que um Português. Sim, foi uma das razões, aqui jogo num patamar, que em Portugal não conseguiria para já. Quem sabe esta passagem pelo estrangeiro abra as portas dos escalões mais altos do futebol Português. Julgo que é isso que os jogadores emigrantes Portugueses procuram… a consagração no seu país.

11) Que diferenças culturais e desportivas encontrou nesse país?
As diferenças entre Portugal e a Islândia são enormes a todos os níveis, quer a nível cultural quer ao nível do futebol. A Islândia é um país grande, mas somente com 300 mil habitantes. É um país extremamente seguro e prova disso mesmo são os cerca de 800 polícias que existem no país… não são necessários mais. Os carros ficam abertos e as portas das casas igualmente. Em Portugal não creio que isto seja possível. Esta é altura do Verão e em breve haverá 24 horas de luz, deixando de haver noite. Neste momento temos 2 horas de noite por dia, é estranho mas é giro. O frio é muito por aqui, e o país é extremamente caro, tudo é caro. Houve um crash na economia do país em 2008 e a Islândia sofre bastante com isso desde então, estão a ser duros longos anos para recuperar o país. No entanto é um país lindíssimo para se viver. Quanto ao futebol existem grandes diferenças também. Aqui sendo uma liga profissional, muitos jogadores (os Islandeses) têm outro tipo de actividade sem ser o futebol. Ninguém ganha fortunas na Islândia com o futebol, porque essa é a realidade do país. Em Portugal as ligas profissionais são mesmo profissionais.
Quanto às condições de treino, essas são de facto magníficas por aqui. O meu clube tem o Estádio principal, tem dois campos de treino relvados, e ainda um Estádio Interno com relva sintética. E esta é norma aqui na Islândia. O futebol jogado propriamente dito é aqui parecido com o Inglês. Muito físico, prático e directo, com pouco espaço para pensar e as faltas são raras. Em Portugal o futebol é mais apoiado, mais técnico, há mais espaço e o jogo está constantemente a parar com faltas.

12)Os adeptos sentem a modalidade de forma intensa, ou o futebol tem pouca expressão por aí?
O ambiente nos jogos é de facto muito bom. O público é apaixonado pelo jogo, na medida em que aqui ao contrário do que se possa pensar, o futebol é o desporto número 1. O desporto numero dois é o … futebol feminino. Portanto o futebol tem grande expressão aqui no país, e o público torce afincadamente pela sua equipa.

13) O UMF NJARDVIK, clube pelo qual assinou , é da 1ª divisão, sendo portanto uma mais valia para si, uma vez que joga no escalão principal do país. Que grandeza tem o clube? (número de títulos, sócios … )
O Njardvik, é um clube que foi promovido este ano à first division, e aqui na Islandesa é conhecido como a equipa “io io” na medida em que é com frequência que um ano é despromovido, e no outro ano sobe de divisão, e no seguinte desce, e depois volta a subir.
O clube julgo que não terá muitos sócios, como de resto, acontece com a maioria dos clubes aqui na Islândia. O país tem poucos habitantes (300 mil) e a maioria concentrados na capital. A vila de Njardvik tem somente 5000 habitantes.

14) A integração ao país e ao grupo de trabalho foi fácil, ou passou por situações complicadas?
A integração ao país é como em tudo feita de forma gradual. No que toca ao clima, é de facto difícil porque as temperaturas são sempre muitos baixas e entre o sol e chuva pode haver uma distância de minutos. O facto de ser sempre de dia nesta altura pode afectar um pouco o sono, mas depois habituamo-nos.
Quanto às pessoas, são todas elas muito cultas… todas falam Inglês e isso é fundamental. No entanto não são muito dadas no contacto. Particularmente, todas as pessoas me tratam muito bem, desde Presidente, Directores equipa técnica e colegas.
A comida é diferente e por vezes não é possível refeições muito variadas porque aqui a variedade é pouca relativamente aquilo que estou habituado e gosto de comer. Como muita massa por aqui. A não ser que queiramos comer “Cabeça de carneiro” ou “tubarão podre” que são pratos tradicionais aqui na Islândia.De resto, a vida é talvez 3 ou 4 vezes mais cara do que em Portugal… em tudo.
No entanto estou a adorar a experiência e o país, e a adaptar-me bem de forma gradual.

15) A nível pessoal, certamente foi uma decisão complicada, como foi ter de abandonar o país e provavelmente alguns familiares?Sente o apoio deles mesmo á distância?
Foi uma decisão complicada que a nível pessoal quer a nível desportivo. Os timings tinham de ser estes, deixei o Lourinhanense a 4 jornadas do final, quando ainda estávamos na luta pela subida, felizmente já alcançada. Mas tive de vir naquele momento visto que o campeonato se iniciava aqui a 9 de Maio.
A nível pessoal, é sempre difícil deixar o meio onde vivemos e somos acarinhados. Deixar a família e a namorada foi difícil, mas estava preparado e todos compreenderam. Os amigos também e os ex-colegas sinto a falta de todos, mas estou feliz com a minha decisão. Fiz o melhor para mim. Falo regularmente com todos eles via internet, e isso atenua um pouco a saudade.

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27.05.2010 - Dor no adutor afasta-o da 4ª jornada

Em competição ininterrupta desde Agosto, Guilherme Ramos começou há dias a sentir uma dor no adutor que foi aumentando de intensidade e que hoje se tornou impeditiva, levando-o a não poder dar o seu contributo ao Njardvik na partida desta 6ª feira, referente à 4ª jornada.

Refira-se que o jogador da zona Oeste regressa a Portugal neste Sábado para alguns dias de férias que haviam já sido acordados com o clube, tempo esse que será precioso para matar saudades de casa, mas também para recuperar desta pequena mazela e regressar à Islândia na melhor condição física.

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26.05.2010 - Derrota pesada com o Þór

A deslocação do Njardvik de Guilherme Ramos ao terreno do Þór saldou-se numa derrota por 4-0, resultado que coloca a equipa do português na última posição da tabela à passagem da 3ª jornada.

Guilherme Ramos fez a sua 3ª partida pela formação do Njardvik, jogando os últimos 15 minutos da partida, com o resultado final já estabelecido.

"A verdade é que fomos com uma estratégia demasiado defensiva. Fomos para pontuar, e isso infelizmente acabou por nos correr mal. Jogámos com 5 defesas, dois laterais, dois centrais … e um libero. Dois médios de contenção, dois interiores e um ponta-de-lança." - Começa assim a explicar o que sucedeu nesta partida Guilherme Ramos, que ainda acrescenta - "Sexta-feira há novo jogo, e esperemos que a primeira vitória no campeonato. É o que nos está a faltar."

Veja aqui o resumo da partida:

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22.05.2010 - Vulcão coloca jogo em dúvida

O Njardvik de Guilherme Ramos joga esta tarde, às 14 horas de Lisboa, em Akureyri frente ao Þór, em partida a contar para a 3ª jornada. Isto se a equipa do Português conseguir efectuar a viagem até ao norte da Islândia, aproveitando umas tréguas do vulcão que anda a complicar o espaço aéreo europeu.

Refira-se que teve ontem lugar o sorteio dos 32avos de final da Taça da Islândia, com o Njardvik a defrontar o KFF, também da First Division, partida que terá lugar no dia 2 de Junho, período em que o português não estará disponível.

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20.05.2010 - Da Islândia para a BancadaVIP.com

Guilherme Ramos é um nome ainda pouco sonante entre os adeptos do futebol, mas é o nome de um jogador que está a fazer história, ao ser o primeiro português a transferir-se para um clube Islandês, no caso o Njardvik.

O antigo goleador do Lourinhanense promete muita interactividade com os fãs e adeptos, que poderão acompanhar aqui a sua carreira, mesmo a milhares de quilómetros.

«Espero que através deste canal consiga estar mais próximo do meu país, agora que terminados os estudos abracei a carreira profissional e, nunca imaginei, tão longe de casa. Da Islândia, deixo-vos um grande abraço... congelado!»

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