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Manuel Cajuda

U.Leiria

(POR) Liga Zon Sagres


União de Leiria e Cajuda anunciam fim de ciclo

A União de Leiria e Manuel Cajuda anunciaram há minutos o final do ciclo do experiente treinador português à frente dos destinos do clube do Lis, através de nota publicada pelo clube Leiriense, que passamos a transcrever:

A União Desportiva de Leiria Futebol SAD e o Treinador Manuel Cajuda entenderam ter chegado o momento de finalizar um ciclo, terminando assim a sua ligação profissional dos últimos meses no comando técnico da equipa de futebol profissional.
A União Desportiva de Leiria Futebol SAD agradece a forma empenhada e profissional com que Manuel Cajuda se dedicou a esta missão, reveladora de toda a sua competência, desejando desta forma as maiores felicidades na sua carreira futura.
Tais votos são extensivos aos adjuntos Rui “Nascimento” e Márcio Sampaio.

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Derrota pesada no Dragão (4-0)

A União de Leiria saíu do Estádio do Dragão vergada a pesada derrota por 4-0 frente aos campeões nacionais, resultado justo mas que não espelha a boa réplica que os homens do Lis deram.

No final da partida, Manuel Cajuda foi parco em palavras, não se mostrando disponível para responder a questões, referindo apenas que "o Porto ganhou bem" e que a União de Leiria "vive em grandes dificuldades, estou a fazer tudo por este clube". Sobre a ausência de respostas, limitou-se a afirmar que "não há condições para se fazerem análises se as condições das duas equipas não são as mesmas".

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«Calisto e Cajuda sem azias» in A Bola

Artigo da autoria de Pedro Cadima, publicado no jornal A Bola

Históricos e autênticos trotamundos, Manuel Cajuda e Henrique Calisto protagonizaram no Porto o prolongamento do jogo entre Leiria e Paços Ferreira de domingo passado, que sorriu ao clube da capital do móvel e ao antigo selecionador do Vietname.

Presentes na discussão ‘O treinador português é um dos melhores do mundo?’, fazendo parte de um painel ao lado de Bernardino Pedroto e José Peseiro, os dois animaram a conversa com enriquecedoras experiências de vida e relatos desconcertantes para uma plateia numerosa, a gozar intensamente o estilo jocoso do técnico algarvio do Leiria e a visão mais contundente do matosinhense que orienta o Paços Ferreira. O jogo foi, curiosamente, diversas vezes lembrado pelo perdedor. Que não perde o humor...

«Não bastava ter-me ganho e ter-me marcado quatro, faço aqui o reconhecimento ao Henrique, pois foi ele que incentivou e encorajou a cumprir as etapas de formação como técnico. Hoje pertenço a uma das classes que mais dignifica o país», disse Manuel Cajuda, enaltecendo o facto de conviver hoje numa Liga preenchida em exclusivo com treinadores portugueses.

«Quando comecei deviam ser 17 em 18 do estrangeiro. Esta é a prova do desenvolvimento conseguido. Temos 3 treinadores na lista dos dez melhores do mundo», sublinha Cajuda a sua satisfação, ele que fora de Portugal provou experiências no Egito e Emirados Árabes Unidos.

«A sensação mais incrível surgiu numa final da Taça do Egito, eu de um lado e o Manuel José do outro e muitas bandeiras de Portugal na bancada. Perdi, claro, ele ganhava tudo lá e era idolatrado. Afinal ganhou só quatro taças de campeão africano», elogiou.

Rio acusado de «miopia intelectual»

Estimadíssimo no Vietname, Calisto viu a vitória em Leiria viajar pelo mundo supersónico da Internet até ao país asiático.

«Para se perceber as diferenças como somos encarados por Portugal quando estamos fora. Pelo facto de ter ganho este último jogo e o Paços ter deixado a linha de água, fui bombardeado por chamadas do Vietname», confidenciou Henrique Calisto, um dia político, político toda a vida, soltando no meio da intervenção mais inflamada e crítica para a falta de carinho ao futebol em Portugal.
«Não sabemos vender e promover o que de melhor temos. Veja-se este caso de autêntica miopia intelectual do presidente da Câmara Municipal do Porto de não ligar a cidade ao clube», acusou.

Peseiro adepto do corporativismo

Henrique Calisto quantificou em números o emergente papel do treinador português.

«Ele tem a capacidade única de humanizar o futebol, de criar laços e empatias muito fortes com vários povos em todos os continentes. Temos ganho muita coisa e isso assenta numa formação abrangente que leva anos a ser trabalhada pela Associação Nacional de Treinadores. Se olharmos à evolução registada nos últimos 15 anos, hoje temos 100 treinadores no estrangeiro. Pergunto quantos tínhamos antes?», questionou o treinador do Paços Ferreira. Nesta matéria, José Peseiro ressaltou um sucesso conseguido «sem lobbies»

«O espaço que foi conseguido foi sem essa presença de lobbies, como é normal com os técnicos brasileiros e do Balcãs. Existe uma ação importante de alguns agentes pois Portugal em si não tem peso mediático no estrangeiro. Podemos ser, sim, mais corporativistas e recomendar os nossos colegas. Eu, pele menos, prefiro sempre ajudar um português a um estrangeiro», frisou o antigo técnico do Sporting.

Colóquio fechado com Alexandre Mestre

Presente para fecho do Fórum de Treinadores, Alexandre Mestre, secretário de Estado do Desporto e Juventude, fechou a iniciativa, prometendo como governante ajudar a encontrar uma mais correta e consensual legislação para definir o enquadramento legal do treinador em Portugal, neste momento altamente dúbio, entre um estatuto de praticante e um contrato normal de trabalho, gerador de diferentes interpretações nos tribunais.

Rejeitando comentar as acusações de Mário Figueiredo, novo presidente da Liga de Clubes, de que o Estado não cumpriu o estipulado nas negociações do Totonegócio em 1999, Alexandre Mestre escudou-se nas palavras do ministro Miguel Relvas:

- Reitero o que foi dito pelo Ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares Nada tenho a acrescentar».

Sobre a sua presença no Fórum, deixou um elogio ao treinador:

«Agregar todos estes agentes para discutirem os assuntos que mais lhes interessam mostra que têm cada vez mais força. Longe vai o tempo em que só se falava dos jogadores. Agora fala-se do papel treinador, reconhece-se que esse papel é decisivo», rematou.

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Mais um ponto conquistado em Coimbra

A União de Leiria de Manuel Cajuda continua na sua luta pelos pontos, tendo logrado obter mais um nesta Sexta-Feira, em deslocação ao terreno da Académica de Coimbra, num jogo que se saldou num empate sem golos.

Manuel Cajuda era, no final da partida, um treinador satisfeito com o resultado, mas as suas palavras mostram que acreditava que seria possível algo mais: "Estou satisfeito com o comportamento dos meus jogadores que, perante algumas dificuldades, começam a ganhar maturidade, a ser mais experientes, e a perceber os princípios de jogo que queremos incutir na equipa. Com o resultado, não estou satisfeito. Tivemos melhores oportunidades, ou pelo menos as mais claras".

Relativamente à arbitragem, o experiente treinador comentou apenas que "o futebol merece alguma elegância".

A abrir a segunda volta da Liga Zon/Sagres, a União de Leiria conseguiu saír dos lugares da despromoção, somando 14 pontos em 16 partidas, que lhe permitem ocupar agora o 14º posto.

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«Fizemos um bom jogo mas perdemos»

Declarações de Manuel Cajuda, após a derrota caseira da União de Leiria frente ao Benfica (0-4), publicadas no jornal A Bola:

«Gostava que o resultado tivesse sido outro. A jogar com o grande Benfica, acabámos por fazer um bom jogo mas perdermos. Tivemos de fazer adaptações em função das dificuldades que temos e é difícil quando uma que tem passado por dificuldades defronta uma equipa grande como é o Benfica. Mas fizemos um bom jogo»

Refira-se que, com este resultado, a União de Leiria "caíu" para a zona de despromoção, por troca com o Rio Ave, que venceu na recepção ao Paços de Ferreira (cada vez mais isolado no fundo da tabela).

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Cajuda promete dificultar a vida ao Benfica

Notícia publicada em A Bola:

Manuel Cajuda respeita o Benfica, sabe que os encarnados são favoritos, mas não lhes estende a passadeira vermelha. Pelo contrário. E vai mais longe: os que dizem que a águia está à espera de um deslize do FC Porto em Alvalade para sair líder desta 14.ª jornada estão a esquecer-se que amanhã há um jogo na Marinha Grande, contra um Leiria que promete... complicar. « Já ouvi dizer que o Benfica está à espera do jogo de hoje entre o Sporting e o FC Porto para ser líder, então quer dizer que o Benfica já ganhou ao Leiria. Se é assim, não vale a pena virmos cá. Há muitas coisas que podem acontecer, mas não me digam que não vale a pena vir ver o jogo. Vai ser uma partida difícil para o Leiria, mas garanto que não vai ser fácil para o Benfica», afirmou o treinador leiriense, que está mais preocupado com a sua equipa do que com o adversário:

«A maior preocupação é a minha equipa. Faz parte do dicionário de qualquer treinador que a principal preocupação seja a sua equipa e a forma como reage contra uma equipa com tanta qualidade.»

Sobre o facto de estar em perspetiva casa cheia no Municipal da Marinha Grande (onde até já foi instalada uma bancada extra para o encontro de amanhã), Cajuda respondeu com a sua habitual frontalidade. «Se fosse administrador, gostava de jogar com o Benfica todas as semanas. Em termos económicos é muito bom, desportivamente temos de ser mais modestos. Somos menores, mas a nossa motivação será maior. Por muito que o Benfica queira estar moralizado, não vai estar», concluiu.

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«Ganhámos a um grande clube» in Record

Manuel Cajuda, treinador da União de Leiria, comentou o triunfo frente ao V. Guimarães, em mais uma ronda da Liga Zon Sagres, destacando a lucidez e capacidade de luta dos seus pupilos.

"Foi uma semana complicada, mas faz parte da vida. Passámos a semana, às vezes, quase sem saber o que fazer, mas tivemos a lucidez de saber que havia uma palavra fundamental – lutar”, iniciou.

“Esta vitória é um prémio dos jogadores. Houve muitos que quiseram ficar, todos resistiram a tentações exteriores que os queriam levar para outros caminhos. Não somos só nós com dificuldades neste país, há muitos trabalhadores com dificuldades. Há muita gente que quer comprar pão para os filhos e não tem”, disse depois.

“Ganhámos a um grande clube. Fomos uma equipa super inteligente. Defrontámos uma equipa muito forte mas fomos muito inteligentes e podíamos ter marcado ainda mais. Fomos um vencedor justo. E nunca tínhamos subido tantos lugares na classificação”, garantiu.

A terminar, elogios ao espírito de grupo que se vive no balneário leiriense: “Fico feliz pelo extraordinário balneário que tenho e pelas pessoas que ficaram para lutar contra as dificuldades. Os desertores nunca ganham uma guerra. Ainda temos possibilidade de a perder, mas vamos ganhar de certeza".

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«Já ganhei e perdi com erros dos árbitros»

Artigo publicado pelo Mais Futebol:

Manuel Cajuda, treinador do U. Leiria, em declarações na sala de imprensa do Estádio Cidade de Barcelos, depois da derrota frente ao Gil Vicente, por 2-1:

«Foi um bom jogo, com emoção e períodos de bom futebol entre duas equipas que, por motivos vários, não têm total tranquilidade. Na primeira parte, o Leiria foi ligeiramente melhor, pelo menos em termos de domínio territorial. Tivemos a primeira oportunidade e um domínio que não foi exuberante, mas também estávamos a jogar fora. O Gil foi melhor na segunda parte, até ao nosso golo. Fez golos, até podia ter feito mais. Teve mais oportunidades. Nos últimos 15 minutos fizemos um jogo de raiva, à procura dos pontos e fazendo um assalto ao ultimo reduto do Gil Vicente. E acabou assim, connosco à procura do empate. Estiveram em campo profissionais dignos, que lutaram pelos clubes que representam, com o coração e com a cabeça. Gostei de ver o público. Estava uma casa aceitável. Hoje ganhou o Gil e outro dia ganhará o U. Leiria.»

[Sobre o golo anulado a Cacá] «Nunca fui árbitro na vida e eles têm uma missão difícil. Aprendi a gostar deste árbitro pela elegância com que sempre me tratou. Nunca disse que alguém fosse desonesto. Acho que o arbítrio fez o melhor que pôde. Já ganhei e perdi com erros dos árbitros e ainda vou ganhar e perder mais com erros dos árbitros. Não me meto nisso por respeito e porque por muito que eu fale não modifica nada. Não ganho como comentador, mas como treinador. Parabéns as pessoas de Barcelos que já foram vitimas de muitas coisas há uns anos atrás.»

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Uma grande reflexão (VIDEO)

Manuel Cajuda na primeira pessoa. Uma vasta entrevista concedida à Antena 1 e ao jornal «Record» onde o técnico, mas também o homem condutor de homens, demonstra bem fidelidade e frontalidade com que encara os projectos que aceita.

Das suas experiências noutros países, à relação com João Bartolomeu, presidente da União de Leira com quem poucos fazem vingar as suas ideias. Das ambições, aos objectivos, passando pelos avisos que aceitou quando se lançou novamente ao leme de um projecto que já havia sido seu.

Manuel Cajuda, sempre frontal mas compreensivo e sensível às dificuldades, fala de futebol e do futebol … português.

Assista em baixo aos vários capítulos de uma memorável entrevista do Manuel «que ajuda» conforme ele próprio brinca com o seu apelido.














Créditos: Jornal Record e Antena 1


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Alvalade tremeu

Num jogo em que à partida, várias vozes acreditavam que a União de Leiria iria ao Alvalade XXI fazer mera figuração, o resultado final de 3-1 a favor do Sporting acaba até por ser enganador, tamanhas as dificuldades dos "leões" para contornar os obstáculos criados pelos homens do Lis.

A equipa de Manuel Cajuda viu-se em desvantagem logo aos 8 minutos, num golo de Matías Fernandez, numa altura em que procurava ainda "entrar no jogo". Mas a União recompôs-se e acabaria por restabelecer a igualdade, por Djaniny. Até ao intervalo, nada de novo, com o jogo dividido, apesar do Sporting ter um domínio consentido.

A abrir o segundo tempo, os homens da casa colocaram-se em vantagem, novamente por Fernandez, e viram o árbitro perdoar a expulsão a João Pereira por agressão a Tiago Terroso. O jogo perdeu alguma "chama" durante alguns minutos, mas a entrada de Luis Leal e Elvis no conjunto de Cajuda veio relançar a partida, com o Sporting a ser cada vez mais empurrado para o seu último terço, embora de forma infrutífera. A partida resolveu-se já nos descontos, com Van Wolfswinkel a marcar o 3º golo numa grande penalidade muito duvidosa.

Declarações de Manuel Cajuda:
- "O João Pereira devia ter sido expulso, o segundo golo do Sporting é precedido de falta do Capel e o penálti não existiu, foi bola na mão. Mas amanhã vou para Braga, o árbitro também e pode ser que lhe consiga emprestar o DVD do jogo"
- "O grande ganhou ao pequeno e este não tem o direito de se queixar. Em Portugal é assim, os pequenos estão quase sempre destinados a perder com os grandes, seja de uma forma ou de outra."
- "Fiquei extremamente satisfeito com a exibição. Houve muito pontapé para o ar nos últimos minutos, e não foi da minha equipa. Vai ser difícil tirarem-nos da Liga"

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Vitória importante sobre Sadinos

Notícia de A Bola:

Balão de oxigénio preciosíssimo para Manuel Cajuda. O Leiria, que vivia momentos conturbados depois de vários resultados menos positivos, venceu hoje o Vitória de Setúbal, na Marinha Grande, e volta assim a respirar mais facilmente.

Bruno Moraes, que até já representou os sadinos, abriu o marcador aos 35 minutos na transformação de uma grande penalidade e colocou fim à resistência da equipa Bruno Ribeiro.

O Vitória acusou o golo, desorganizou-se e, a fechar a primeira parte, concedeu novo tento ao Leiria. Na sequência de um contra-ataque rápido, Bruno Moraes, lançado por André Almeida, simulou o remate e serviu o colega Djaniny que, em boa posição, não perdoou e fez o 2-0.

O Leiria soma agora nove pontos, a apenas um do Vitória de Setúbal.

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Choque em Alcochete

«Fomos eliminados e esta é mais uma lição. É mais uma vergonha colectiva que vou ter de assumir como uma vergonha pessoal. Há muitas coisas por fazer nesta UD Leiria. (...) O que é bom é ficar radiante por ter visto a alergia do outro treinador. Tivemos possibilidades de a viver, não quisemos e por isso não adianta chorar. Tiveram o mérito de ir duas vezes à nossa baliza e marcaram, aconteceu Taça, mas é bom aprender as lições que a vida nos dá. (...) Não tenho equipa para vencer a Taça de Portugal e a Taça da Liga, e tenho de trabalhar muito para ficar na Liga, mas isso eu vou conseguir com uma perna às costas, pois esse é o grande objetivo com que me comprometi»

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Melhor era impossível

Não estaria nas perspectivas dos mais optimistas que, poucos dias depois de entrar para o comando da União de Leiria, Manuel Cajuda levasse os seus pupilos ao triunfo frente a um dos candidatos ao título - o Sp. Braga - conquistando tantos pontos como haviam sido amealhados até agora nos restantes seis outros jogos disputados.

Realista mas sempre ambicioso, o treinador Manuel Cajuda foi alertando ao longo da semana para a o positivo que um empate poderia ter frente a um adversário desta valia mas ao mesmo tempo arriscando que a vitória estava nos seus horizontes.

Com uma atitude completamente diferente daquela que até agora os leirienses haviam demonstrado, os comandados de Manuel Cajuda foram uma equipa cheia de garra e “compromisso”, sabendo arriscar nos momentos oportunos e sofrer quando tal se impôs.

Este resultado tira a União de Leiria dos lugares de despromoção, somando agora seis pontos, tantos quantos a única equipa que havia conseguido vencer (o Beira-Mar em Aveiro por 1-0), depois de derrotas caseiras com Académica, FC Porto e Marítimo e deslocações se qualquer ponto no regresso aos terrenos de Paços de Ferreira e Olhanense.

O treinador abriu um parêntesis para confessar a sua admiração pelo adversário deste fim-de-semana «uma das melhores equipas da Liga, que não conhecia derrotas internas há muito tempo. É uma equipa que está e ficará sempre no meu coração. Foi com honra que recebi o Sp. Braga. Não havia jogo melhor para abrilhantar o meu regresso. Gosto muito do Sp. Braga, mas gosto muito mais de mim.», afirmando que «Foi uma vitória justa. A União de Leiria foi melhor do que o Sp. Braga em todos os aspectos. Tínhamos muitas contrariedades, mas conseguimos vencer. Tivemos muito mais oportunidades de golo. Mesmo na parte final tivemos um lance de três para um. Fomos uma equipa crente, homogénea, inteligente e modesta. Vitória justa da equipa que soube trabalhar mais».

Manuel Cajuda contudo não entra em euforias e alerta com o realismo e frontalidade que o caracteriza: «aquele lugarzinho que era necessário subir, já subimos hoje. Vamos tentar ter não uma, não duas, mas várias equipas atrás de nós. Ainda não fizemos mais nada do que ganhar um jogo a uma grande equipa. Agora vamos esperar que a maldita ansiedade, que tinha tomado posse dos jogadores, não se torne em euforia. Euforia pode ser agora a palavra maldita. Só ganhámos um jogo. Não vou salvar a U. Leiria nestas primeiras jornadas, mas sim nas últimas. Vamos ter outras derrotas, outros jogos negativos.»

Créditos (foto): ASF


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«Empate é um bom resultado» in A Bola

Artigo de Rui Miguel Melo, publicado em A Bola online:

"O treinador do UD Leiria, Manuel Cajuda, fez ao final desta manhã a antevisão ao jogo de amanhã, frente ao SC Braga, no Estádio Municipal da Marinha Grande.

No jogo que marca a sua estreia no banco dos leirienses, Cajuda assinaria por baixo numa divisão de pontos.

«O empate é um bom resultado, atendendo ao contexto actual. Não tenho medo de assumir isso mas vou jogar para ganhar», assume Manuel Cajuda, que faz um balanço positivo dos primeiros cinco dias:

- A equipa está melhor do que quando cheguei. Os jogadores estavam perturbados.

Para Manuel Cajuda, a formação bracarense chega na melhor altura: «O SC Braga é o adversário ideal para nós nesta altura, vamos estar com a motivação em alta. Vai ser um jogo muito difícil para eles, mais do que para nós. Em último nunca vamos ficar.»"

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«Senti que devia ajudar quem muito me ajudou a crescer»

Artigo publicado no jornal A Bola:

Oficialmente apresentado como treinador do UD Leiria, Manuel Cajuda afirmou que pretende terminar a temporada na primeira meta da tabela.

«Regresso a uma casa que conheço bem e, uma das razões que me levou a aceitar o convite, foi sentir que devia ajudar quem muito me ajudou a crescer. Comigo, o UD Leiria fez a melhor época de sempre e fomos a uma final da Taça. Cresci muito e quero retribuir», disse Cajuda em conferência de imprensa, onde traçou os objectivos da equipa para a presente temporada.

«A direcção pediu-me para mantar a equipa na I Liga mas eu coloquei a mim mesmo a fasquia de ficar na primeira metade da tabela. Vamos trabalhar para ajudar os jogadores. Não tenho medo, os jogadores também não devem ter», atirou.

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Cajuda regressa à U.Leiria

Numa altura em que analisava propostas para rumar ao estrangeiro, Manuel Cajuda foi surpreendido por um convite da União de Leiria, equipa por onde já passou por duas vezes, com resultados importantes. Com efeito, em 93/94 levou os Leirienses à promoção à 1ª Divisão, rumando posteriormente ao Sp. Braga. Mais tarde, em 2002/03, protagonizou a melhor temporada de sempre dos homens do Lis, logrando o 5º lugar na 1ª Divisão, numa temporada absolutamente fantástica que culminou na presença no Jamor, na final da Taça de Portugal.

A sua contratação segue-se à dispensa de Vitor Pontes, que havia sucedido a Pedro Caixinha há apenas 3 semanas, período em que o nome do experiente treinador algarvio já havia sido referido para a União de Leiria. Refira-se que Manuel Cajuda teve a gentileza de apenas aceitar o convite após contactar o antigo treinador dos Leirienses.

Este regresso ao activo na Liga Zon Sagres permitirá a Manuel Cajuda tornar-se o treinador com mais jogos na história da 1ª Divisão portuguesa, um marco sem dúvida importante e revelador da qualidade de alguém que, década após década, se mantém ao mais alto nível, sem necessidade de se meter "em bicos de pés".

Aguardam-se para esta manhã as primeiras declarações de Manuel Cajuda enquanto técnico da União.

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Projectando o clássico

«Há muito equilibrio entre as duas equipas», disse ao programa Bola Branca. Ao jornal A BOLA, Manuel Cajuda elegeu o onze ideal do clássico, onde cabem seis jogadores do Benfica e cinco do FC Porto.

Bola Branca pediu ao treinador Manuel Cajuda que projectasse o clássico, partindo do momento de forma das duas equipas, sem esquecer as principais figuras, como Hulk, Moutinho e Aimar: "São jogadores muito bons. Em ambas as equipas há jogadores cujo momento de forma está mais atribulado, por exemplo o Aimar tem feito um início de época fascinante, em comparação com o que tem feito nos últimos anos em Portugal. O Hulk, João Moutinho, são jogadores que exprimem claramente a força e a resistência táctica do Futebol Clube do Porto. A ausência do James é lamentável."

Ver e ouvir declarações de Manuel Cajuda aqui.

Manuel Cajuda elege onze do clássico

Entretanto para o jornal A BOLA, o treinador português também aceitou, de acordo com as opções disponíveis dos dois lados, para o clássico, eleger um onze ideal, considerando os jogadores das duas equipas. Ressalvando que "é uma pena que James não possa jogar".

Onze de Manuel Cajuda:
Helton;
Maxi Pereira, Luisão, Garay e Álvaro Pereira;
Javi Garcia;
João Moutinho e Aimar;
Hulk, Cardozo e Cristian Rodriguez.

No total, cinco jogadores do FC Porto e seis do Benfica.

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O treinador por detrás de uma grande dupla

Sereno e Geromel estão, de novo, juntos. O Colónia voltou a juntar a dupla que o treinador português criou.

O empréstimo de Sereno ao Colónia, volta a juntar uma das mais eficientes duplas de centrais do futebol português, nos últimos anos. O jogador do FC Porto volta a cruzar-se com Geromel, o que reedita uma dupla que deu nas vistas no Vitória de Guimarães e que começou a ser desenhada na cabeça de Manuel Cajuda. Quando o treinador chegou ao clube minhoto, a equipa estava desacreditada e mais perto de descer à II Divisão do que regressar à Liga Zon Sagres. Uma das primeiras medidas de Manuel Cajuda foi recompor a defesa, juntando Sereno, que não era utilizado a Geromel, que tinha sido contratado, no início da época, ao Desportivo de Chaves.

Nessa época, Manuel Cajuda conseguiu a façanha de recuperar no campeonato e, com isso, garantir o regresso do Vitória de Guimarães à Primeira Liga. O resto, é uma história de incrível sucesso. Uma equipa com poucos recursos financeiros, montada pelo engenho táctico de Manuel Cajuda, onde emergiu uma solidez defensiva assegurada pela nova dupla de centrais, constituída por Geromel e Sereno.

A época terminou com o sensacional terceiro lugar no campeonato, à frente do Benfica treinado por Camacho e a dois pontos do segundo classificado, o Sporting de Paulo Bento. Também nessa defesa, composta por Manuel Cajuda, sobressaia ainda Andrezinho, que também joga, nesta altura, no Colónia. São três jogadores que o treinador português ajudou a projectar internacionalmente.

O defesa brasileiro Geromel, acabaria por ser a mais cara transferência de sempre do Vitória, até essa altura, enquanto Sereno viria, mais tarde, a transferir-se para o Valladolid, primeiro e mais tarde para o FC Porto. O lateral direito, Andrezinho, terminou contrato com o Vitória e transferiu-se para o futebol alemão. Uma das melhores obras defensivas da carreira de Manuel Cajuda estará agora, todas as semanas, em exposição na Bundesliga.

Créditos: Desportimédia - Consultoria, Marketing e Comunicação no Desporto


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Na elite nacional de treinadores

Seminário da UEFA juntou os mestres da táctica

Manuel Cajuda foi um dos cinquenta e dois treinadores portugueses que se juntaram na formação pós-graduada UEFA Pro, que habilita estes treinadores, com o nível 4 da UEFA, a exercer a função de treinador nas competições europeias e de selecções nas épocas 2011/2012, 2012/2013 e 2013/2014.

Estas acções de formação que a UEFA disponibiliza para os treinadores de elite, realizam-se de três em três anos e nesta concentração de treinadores portugueses, Manuel Cajuda foi um dos técnicos convidados.

O seminário de formação da UEFA durou dois dias e juntou na mesma sala treinadores como Manuel Cajuda, Jorge Jesus, Domingos Paciência, Paulo Sousa. José Peseiro, João Carlos Pereira, Toni Conceição e mais nove treinadores que exercem actualmente a sua função na Liga Zon Sagres. O recém contratado treinador do Chelsea, André Villas Boas também foi convidado, mas por motivos profissionais foi obrigado a adiar a sua presença nestes seminários.

Em declarações à sua assessoria de comunicação e imagem, Manuel Cajuda explicou que esta formação é essencial para um treinador de elite, até porque, nos próximos três anos, tem o objectivo de voltar a treinar um clube que esteja nas competições europeias: «É uma possibilidade que não rejeito, que pode acontecer já esta época, fora de Portugal, se um dos convites que tenho se transformar em contrato. Estes seminários são importantes, porque os treinadores têm de falar mais para dentro, têm de trocar mais experiências, porque o conhecimento resulta da experiência e todos podemos aprender mais um pouco com essa disponibilidade para ouvir os outros. Veremos o que acontece no futuro, mas creio que será possível treinar uma equipa que esteja nas competições europeias, nos próximos anos. E também é o reconhecimento da UEFA de que Portugal tem bons treinadores, o que se confirma cada vez mais, por esse mundo fora»

Créditos: Desportimédia - Consultoria, Marketing e Comunicação no Desporto


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«Projecto bom não é apenas o que vence»

Foi hoje publicada pelo diário desportivo Record uma entrevista exclusiva concedida por Manuel Cajuda onde, mais uma vez, é possível perceber da lucidez com que o prestigiado técnico português aborda os mais diversos temas em volta do futebol.

O treinador de 60 anos prepara o regresso ao activo e faz uma viagem pelo seu percurso e pela actualidade do futebol português, sempre com sentido crítico.

RECORD - Saiu do Sharjah há uns meses e vive uma situação pouco usual na sua carreira, o desemprego...

MANUEL CAJUDA - Sim, só me lembro de estar inactivo uma única vez, por cerca de cinco meses. Quando acordei a saída do Sharjah os clubes portugueses já tinham tomado as suas decisões em relação à nova época, restava apenas a Académica em aberto e colocou-se essa possibilidade, mas a lista com a qual estabeleci um princípio de acordo não ganhou. E no estrangeiro não surgiram possibilidades que considerasse verdadeiramente interessantes. Por outro lado, não tinha muita pressa em voltar a trabalhar, pretendia aproveitar algum tempo para me dedicar a coisas que não me foram permitidas nos últimos tempos: estive com a minha mãe, o que não sucedia há dois anos, passo muito tempo com a família, com amigos, alguns dos quais não via há muito. Quando me perguntam quando volto a trabalhar, recorro a algum sentido de humor e digo que os outros ainda não dispuseram de tempo suficiente para fazerem muitas asneiras...

R – O que deseja para a sua carreira num futuro próximo?

MC – Porque quero e porque posso, vou esperar, não direi por um projecto, mas por uma oportunidade boa. Quero ter respeito por mim: acho que mereço clubes bons, que me dêem a possibilidade de fazer bons trabalhos, em vez de agarrar em clubes que estejam aflitos e a aflição possa vir a ser para os dois, para eles e para mim...

R – O que é para si um bom projecto?

MC – Conheço um pouco da mentalidade dos portugueses e aqui, geralmente, só se considera que um projecto é bem feito quando se ganham títulos. Nem sempre é assim... No final do campeonato só um ganha e isso não pode, de forma alguma, significar que em todos os clubes se desenvolveu um mau trabalho. O projecto iniciado pelo Sp. Braga há muitos anos foi e é um excelente projecto e não quero assumir a sua paternidade, apesar de lá ter trabalhado em oito dos últimos 15 anos. Depois chegou um presidente e treinadores e jogadores que melhoraram tudo o que tinha sido feito.

Entrevista completa na edição impressa de Record de 8 de Setembro de 2011.

Créditos: Jornal Record


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Adeptos do Vitória chamam por Cajuda

É inegável o quão marcante foi, quer para Manuel Cajuda, quer para os adeptos Vitorianos, a passagem do treinador por Guimarães. Do inferno da Liga de Honra à glória da Liga dos Campeões (onde a fase de grupos não foi atingida por motivos... menos claros), Cajuda viveu emoções fortes e inesquecíveis na cidade-berço, e os adeptos do Vitória não o esquecem.

Consumada a saída de Manuel Machado da liderança do Vitória, a imprensa tem vindo a especular alguns nomes para dirigir o clube minhoto, mas os adeptos também querem ter uma palavra a dizer. E um dos nomes mais falados pelos adeptos Vitorianos, como não poderia deixar de ser, é o de Manuel Cajuda.

Foi inclusivé criado um grupo no Facebook denominado "Manuel Cajuda A Treinador do Vitória Já", onde mais de uma centena de adeptos do Vitória recordam a sua passagem pela liderança da equipa e sugerem o seu regresso, não esquecendo no entanto que a forma como o treinador saíu do clube, que ainda é liderado pelas mesmas pessoas, pode ser entrave a esse mesmo regresso. Fica, de todo o modo, a nota para a gratidão dos adeptos vitorianos, que é recíproca da parte de Manuel Cajuda.

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Um Projecto Desportivo de Sucesso

Manuel Cajuda partilha as suas ideias sobre um projecto desportivo de sucesso, corolário de uma experiência profissional de vivência cheia desse mesmo sucesso. Um teórico que já provou na prática essas mesmas ideias mas continua, sempre, em busca de cada vez mais altos patamares de excelência.

Uma clara explanação de que por detrás do muito sucesso há muito trabalho de planeamento, de organização, de clarificação de ideias fortes precisas e concisas. Um testemunho de que por detrás de resultados, de muitos bons resultados, há um caminho a percorrer, há objectivos a atingir. Objectivos esses, muito para além desses mesmos resultados mas que se constroem com base nesses mesmos … resultados.

Conheça o «Projecto Desportivo» de quem está preparado para ganhar !




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«Boa sorte "Branquinhos"»

Três anos depois, o Vitória de Guimarães regressa esta noite às lides europeias, depois da última experiência ter acontecido ainda durante a permanência de Manuel Cajuda na "Cidade Berço", após a conquista do histórico 3º lugar no campeonato (ver vídeo no final), logo após o regresso à divisão maior, igualmente pela mão do experiente técnico algarvio.

"A maior vergonha das competições europeias"

Corria a época 2008/09 quando o Vitória teve pela primeira vez na sua história a oportunidade de jogar para a Liga dos Campeões, no caso a pré-eliminatória de acesso, frente aos Helvéticos do Basileia. Eliminatória de má memória, como recorda Manuel Cajuda: "O jogo em Basileia conheceu aquela que foi, porventura, a maior vergonha das competições europeias, uma arbitragem completamente louca... a raiva do que aconteceu jamais será esquecida!"

Arredado da Liga Milionária, seguiu-se a pré-eliminatória para a fase de grupos da Liga Europa, e calhou em sorte aos minhotos um milionário Portsmouth, muito longe dos tempos amargos que hoje os homens do sul de Inglaterra vivem. Frente a uma equipa com David James, Lass Diarra, Crouch, Defoe, Sol Campbell ou Glenn Jonhson, o Vitória perdeu a primeira mão em Inglaterra por 2-0, mas no "Castelo" lograria empatar a eliminatória, caíndo aos pés dos britânicos apenas no prolongamento, vendendo cara a eliminação.

"Somos melhores e vamos passar"

Neste regresso à Europa, Manuel Cajuda não se esquece do Vitória onde viveu momentos inesquecíveis: "O Vitória terá que ser hoje uma equipa muito ambiciosa, inteligente e até provocadora nos seus processos para alcançar uma vitoria. Essa ambição terá que se reflectir em olhar para a eliminatória face to face, sempre com o maior respeito pelo adversário mas com o pensamento, correcto, de que somos melhores e vamos passar. E, não posso deixar de desejar: boa sorte, "Branquinhos"".

Recorde a festa pela conquista do 3º lugar, e consequente qualificação para a Liga dos Campeões:


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Treinador português tem convites

O Irão pode ser o próximo destino desportivo de Manuel Cajuda. O treinador português tem recebido vários convites para se juntar a um dos principais clubes do campeonato, tendo um deles já convidado Manuel Cajuda para visitar as instalações do clube e dialogar com os seus responsáveis. Por agora, o treinador português mantém-se na expectativa, à espera de um contacto mais formal, ou seja, de uma proposta oficial que lhe permita tomar uma decisão.

A verdade é que Manuel Cajuda, após a saída do Al Sharjah decidiu iniciar um período sabático de que apenas sairá se aparecer uma proposta financeiramente atractiva e desportivamente tentadora: «Não vou decidir em função do dinheiro, vou decidir em função das condições que me oferecerem para ter sucesso. Quero ganhar títulos e quero ser bom para mim próprio. Durante muito tempo, em muitos clubes, fiz o trabalho difícil que outros aproveitaram. Está na hora de olhar por mim, pela minha imagem e pela minha carreira. Não ando atrás de dinheiro, ando atrás de um projecto sólido, coerente e que permita demonstrar, mais uma vez, que sou um treinador que sabe fazer mais coisas do que reconstruir equipas», disse Manuel Cajudaà sua assessoria de comunicação e imagem.

No fundo, o que diz um dos treinadores portugueses mais prestigiados e de melhor currículo em Portugal, é que pode vir a treinar em Portugal como em qualquer outro ponto remoto da geografia mundial. O que interessa são as ideias, não é o dinheiro.

E o Irão pode ser uma boa solução de carreira: «O Irão tem um seleccionador que é português e que tem prestígio internacional. Parece-me um bom país para trabalhar, pelo que me disseram, as pessoas são bem tratadas, existem boas condições de treino, os jogadores querem evoluir e os dirigentes deixam os treinadores executar as suas ideias. É o que procuro para a minha carreira. E está a conseguir atrair muitos jogadores estrangeiros e treinadores, pelo que acredito que pode ser uma boa solução desportiva para dar continuidade à minha carreira. E, claro, quero lutar por títulos, é isso que pretendo para os próximos anos da minha carreira. Já não me basta ser um dos melhores treinadores portugueses, quero mais. Relativamente à hipótese do Irão, veremos o que acontece nos próximos dias, ou semanas, mas estou receptivo, porque se trata de um país onde me posso enriquecer culturalmente e posso ganhar algo de positivo para a minha carreira», adiantou ainda Manuel Cajuda.


Créditos:
www.desportimedia.pt (texto)
DV/Jornal do Algarve (foto)


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Obrigado pelas palavras Quim

«Se dependesse de mim, ia treinar um dos "Grandes" de Portugal»

No dia em que Manuel Cajuda completa mais um aniversário, um dos jogadores que melhor conhece o experiente e prestigiado treinador português, descreve o que seria a prenda que gostaria de dar ao aniversariante. «Se pudesse, gostaria de lhe dar o comando técnico de um dos "Grandes" do campeonato português. Há muito tempo que Manuel Cajuda merece essa oportunide e é inexplicável que isso ainda não tenha acontecido. É um dos melhores treinadores portugueses e seria um presente merecido. Se dependesse de mim, era isso que gostaria de lhe ofecerer», explicou Quim, em declarações exclusivas ao site da Desportimedia.

O guarda-redes do Braga reflecte um pouco sobre a sua relação com Manuel Cajuda: «Apostou em mim, numa altura em que poucos esperavam que o fizesse. Mudou a minha vida e a vida de muitos outros jogadores. Eu costumo dizer que no futebol, eu não tive um padrinho, tive um pai. Esse pai foi o Manuel Cajuda. Recordo que, na altura, teve a coragem de apostar num jovem, contra a opinião de outras pessoas do clube. Isto sempre foi uma das suas principas características, a convicção com que faz as coisas», adiantou Quim.

Na época passada, Quim, passou pelo tormento de uma lesão que o apagou da baliza do Braga por uma época inteira. Agora, está recuperado e prepara-se para voltar à casa de partida: «Se não fosse a aposta de Manuel Cajuda não estaria aqui, pronto para cumprir as próximas duas épocas como guarda-redes do Braga. E também, todos devem reconhecer que foi o trabalho de Manuel Cajuda, que eu testemunhei, que ajudou a criar a bases para o crescimento do clube. Recordo ainda as vezes em que Manuel Cajuda nos dizia que o Braga iria ser, no futuro, o quarto grande do futebol português. Acertou em cheio, porque o Braga é um grande clube do futebol português e do futebol internacional», disse ainda Quim, ao site da Desportimedia.

Para o guarda-redes do Braga, o sucesso de Manuel Cajuda constroi-se numa forma de liderar que não é imitável: «Foi o treinador mais decisivo e importante da minha carreira. Entretanto, já tive outros, igualmente muito bons, mas nenhum deles conseguiu deixar uma marca tão importante. Não vou discutir a metodologia do treino, porque acho que os resultados alcançados na sua carreira nem deixam dúvidas, mas a sua liderança é inconfundível. A forma como lidera os jogadores, como os envolve. É um treinador emocional, que consegue gerar consensos no balneário. Muitas das vitórias das suas equipas começam na forma como Manuel Cajuda as consegue preparar mentalmente. Mesmo os jogadores que não são titulares, respeitam o treinador. Esta é a parte mais dificil da função de treinador e aquela onde Manuel Cajuda se sente completamente à vontade. É um lider, uma pessoa que leva os outros a acreditar nas suas ideias», completa Quim.

Por fim, o internacional português admite que gostaria de reencontrar, no futuro, Manuel Cajuda como treinador: «Seria fantástico. Nunca se sabe se isso poderá acontecer. O que posso desejar é que Manuel Cajuda possa encontrar projectos em que se sinta realizado. Se eu couber nesses projectos, então seria fenomenal. Gostaria imenso de reencontrar Manuel Cajuda na minha carreira», terminou Quim, nesta entrevista exclusiva ao site da Desportimedia, no dia em que Manuel Cajuda completa mais um aniversário.

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«Manuel Cajuda era um dos nomes para suceder a Queiroz»

A Associação de Futebol do Algarve entregou, este fim-de-semana, um prémio de carreira ao treinador português Manuel Cajuda, algarvio de nascimento e coração. O prémio foi entregue durante uma cerimónia em que foram destacados os nomes mais relevantes do ano do futebol algarvio. A iniciativa da Associação de Futebol do Algarve pretendeu fazer o reconhecimento de um dos treinadores de maior prestígio do futebol português. «É uma das pessoas que mais prestigia o Algarve, um dos seus cidadãos mais relevantes. Sem dúvida que é um prémio merecido e que destaca um dos melhores treinadores da história do futebol português. Foi com enorme satisfação que a Associação de Futebol do Algarve procedeu à entrega deste prémio, porque homenageou uma figura ímpar do desporto nacional», disse José Cavaco, director de futebol da Federação Portuguesa de Futebol, contactado pela assessoria de comunicação e imagem de Manuel Cajuda.

Neste contacto telefónico, o director da Federação Portuguesa de Futebol revelou publicamente o que chegou a ser noticia em todos os jornais. O nome de Manuel Cajuda esteve em cima da mesa para suceder a Carlos Queiroz, como seleccionador nacional: «É verdade que o Manuel Cajuda, assim como o Paulo Bento, que viria a ser escolhido e o Manuel José, foram os nomes de treinadores que foram discutidos pela direcção. Isso não deve espantar ninguém, porque se tratam, todos, de treinadores enorme prestígio e de grande valor. E, claro, Manuel Cajuda era um deles, porque tem a ambição, tem o sonho e tem o percurso que o aponta sempre como um dos treinadores que podem servir a selecção», disse ainda José Cavaco, que esteve em Faro, no último fim-de-semana, a presenciar a entrega do prémio a Manuel Cajuda.

Ainda de acordo com o director da Federação, apenas existe uma explicação que justifique o facto de Manuel Cajuda nunca ter sido o treinador de um dos designados "Três Grandes" do futebol português. «Todos conhecem o Manuel Cajuda e sabem que tem um estilo próprio, que não é convencional. E as pessoas, em Portugal, gostam muito de pessoas com o estilo politicamente correcto. O Manuel Cajuda está no pódio dos treinadores da sua geração e tem o seu lugar na história como um dos melhores de sempre. É verdade que, nos últimos anos, terá sido prejudicado pela forma como apareceu no futebol português uma corrente intelectual, que quase varreu do mapa com os treinadores da geração do Manuel Cajuda. Felizmente, isso está a passar, como é exemplificado pelo Paulo Bento, que é um ex-praticante, como o Manuel Cajuda foi, no tempo dele. Mas, independentemente do que estiver ainda reservado ao Manuel Cajuda, como treinador, acredito que será ainda de enorme utilidade para o futebol português, na forma como consegue projectar uma ideia de qualidade no trabalho», declarou, por fim, José Cavaco.

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"Não tenho pressa de voltar a treinar"

Entrevista publicada no site da Desportimedia, responsável pela assessoria de imprensa de Manuel Cajuda:

Ainda de férias no Dubai, Manuel Cajuda prepara-se para regressar a Portugal. Desde que assumiu a rescisão de contrato com o Al Sharjah, o telefone tem tocado varias vezes, mas o treinador português continua a resistir aos inúmeros cantos da sereia. Os telefonemas têm várias proveniências, sendo que Portugal também esteve entre os vários pontos de origem dessas comunicações para Manuel Cajuda. Contactado pela lista "B" candidata às eleições na Académica de Coimbra, esteve quase a concretizar um velho sonho de estudante, como o próprio confirma. "É publico que sempre confessei a minha enorme vontade de representar a Académica. É sim, um velho sonho de estudante, que agora pensei estar muito próximo de o poder concretizar. Seria para mim um momento divino na minha carreira. Felizmente que não era uma eleição de treinadores e sim de presidentes. Ganhou a lista de José Eduardo Simões a quem desejo felicidades e agradeço ao doutor Campos Coroa e ao doutor Maló de Abreu, por se terem lembrado de mim."

Após dois anos esgotantes em Sharjah, o treinador que levou o Vitória de Guimarães à pré-eliminatória da Liga dos Campeões e recuperou o Al Sharjah da sua maior crise de sempre, Manuel Cajuda ainda não se concentrou no seu próximo desafio. Que tanto pode chegar para a semana, como daqui a alguns meses. O treinador português não tem pressa. «Não tenho pressa e não tenho necessidade de escolher já o que vai aparecendo. Com todo o respeito pelos clubes que me vão contactando, ainda não entendi que um deles enchesse as minhas medidas. Neste momento, para a minha carreira, admito tudo. Continuar no estrangeiro, voltar a Portugal ou iniciar um período sabático. Aproveitar alguns meses para descansar, para ver futebol, para viajar, para estar com a família, para estudar, actualizar cada vez mais os meus conhecimentos sobre o jogo e sobre o treino e passar a minha experiência para quem está agora a começar. Tenho tempo para decidir o meu futuro, há coisas que gostaria de fazer, nos próximos meses, que são incompatíveis com a liderança técnica de um clube de futebol e, por isso, o meu futuro, será gerido em função dos meus interesses pessoais e da capacidade de um clube me demonstrar que vale a pena arriscar num novo projecto», disse Manuel Cajuda.

O treinador português, em entrevista exclusiva ao site da Desportimedia, reconhece que, nesta altura, mais importante do que aceitar um novo desafio profissional é gerir bem a sua carreira: «Quando somos mais novos, pensámos sempre que podemos mudar o mundo e as pessoas. Já tenho experiência suficiente para saber distinguir entre a moeda boa e a moeda má. Em algumas ocasiões da minha carreira, prejudiquei a minha imagem, porque optei pela moeda má. Agora, quero ter a certeza que escolho a moeda boa. Tenho prestígio, tenho trabalho feito, não me interessa que algumas pessoas continuem a desconfiar do meu trabalho, porque, no futebol, são os resultados que marcam a diferença. A minha vida, no futebol e como treinador, tem sido coleccionar resultados. Isso ninguém pode desmentir, por muito que não gostem de mim ou do meu estilo. Não vou atirar pela janela fora o que me custou mais de 25 anos de carreira a conseguir. Não vou aceitar qualquer coisa, aceitarei um convite que me possa aliciar desportivamente e que me possa entusiasmar do ponto de vista da gestão da minha carreira».

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Regresso ao campeonato com uma derrota pesada

Dizem os bons princípios religiosos que quando o sofrimento é maior, mais se deve orar e suplicar a DEUS, que O hostilizar.

Não quero na hora de grande derrota, acusar nada nem ninguém, quero assumir as minhas responsabilidades e defender-me e aos meus jogadores também. Não me recordo nos últimos quinze ou vinte anos , de ter perdido por seis golos no campeonato português que é bem mais forte e competitivo que este dos Emiratos Árabe Unidos.

Acabei de perder por 6-1 na casa do ainda campeão nacional. O resultado final é duro, mas a sua história começa muito antes do jogo se iniciar. Com onze (11) jogadores impedidos de serem convocados por lesão ou por castigo (Rashed- guarda-redes /Khamis/Sorour/Adel/Taymour/Naceur/Yosouf/Robinho/Talib/Youseef/Balotelli), mais três (3) jogadores que até ao momento da palestra estavam com dificuldade em jogar e entraram em campo com grande sacrifício (Fayez esteve dois dias hospitalizado durante a semana, Moussa e Darwhis em tratamento até ao inicio do jogo), só uma hora antes do inicio do jogo tinha a certeza dos jogadores que iria colocar em campo. Falei antes com o departamento médico que me garantiu que os atletas estariam em condições aceitáveis para jogar.

Começámos muito mal o jogo e quase todos os golos foram erros individuais. Facilitámos no primeiro golo e o Segundo de penalty (correcto). Segundos antes poderíamos ter jogado a bola fora, não o fizemos e cometemos um penalty estúpido. O nosso guarda-redes defendeu, mas o árbitro por indicação do árbitro assistente mandou repetir. Por protestos o nosso guarda-redes foi expulso. Com um (1) jogador a menos, a perder por 2-0, a jogar francamente mal por debilidade de alguns jogadores, com apenas uma substituição por fazer, restava quase esperar o final do jogo com ainda 46 minutos por jogar. Darwhis, um dos jogadores em dúvida no inicio do jogo, acabou por solicitar a sua substituição, o que acabou por limitar qualquer outra opção técnica/táctica que eu pudesse pensar executar. Sei bem que inicialmente joguei com três (3) jogadores muito limitados e um quarto lesionado no banco (Sorour), muito mais limitado ficaria com esses três jogadores fora da equipa inicial. E tive a garantia do departamento médico de que esses jogadores estavam em condições aceitáveis. O departamento médico foi muito correcto mas não pode fazer milagres. Como disse no início, não me recordo de em Portugal ter perdido por 6 nos últimos 15 ou 20 anos, mas agora perdi e a vida é mesmo assim.

Que em momentos fracos, poucos são os que gostam de estar no nosso lado, ao contrário dos momentos bons. Mas tudo acontece a todos um dia qualquer. Que o diga o Real Madrid que há bem pouco tempo perdeu com o Barcelona por 5-0.

E A VIDA CONTINUA…….

Devo juntar a tudo isto mais uma particularidade. Dois jogadores (Kamali e Hmid) foram mais tarde para estágio, com todos os argumentos desfavoráveis que isso implica em termos de descanso e concentração, porque tinham exames na Faculdade.

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Nossa Senhora de Fátima e o regresso do Rei

Levantei-me cedo e pensei em tudo que deveria fazer antes que o relógio volte a marcar meia noite. Sempre agradeço a DEUS e N. Senhora de Fátima por me darem a possibilidade de tentar escolher que tipo de dia vou ter. Posso reclamar porque está a chover ou agradecer às águas dos rios e oceanos por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou sentir-me encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso estar grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho diário ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepções com amigos ou entusiasmar-me com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como sonhei posso ficar feliz por poder começar tudo de novo. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E por isso estou aqui, o “escultor” que pode formatar tudo do meu dia. Tudo depende só de mim.

Por isso decidi agradecer, agradecer e agradecer... E, jamais, reclamar! Parece hipocrisia, mas não é. Eu sei que o que está certo é fazer isso, mas sei que nem sempre o faço. Aliás, nós, seres humanos, quase nunca o fazemos. Adoramos reclamar. Reclamar do tempo, das crianças que incomodam, dos preços que aumentam, dos políticos, de ter que acordar cedo para trabalhar, de uma simples gripe, de ter que enfrentar uma fila, dos vizinhos que chateiam, do chefe. Estamos sempre reclamando... Mas nunca pensamos na dádiva de termos saúde para podermos acordar todos os dias para trabalhar ou estudar, seja num dia chuvoso ou com raios brilhantes de um sol lindo. De possuirmos trabalho. Afinal quantos estão desempregados e desejariam ter um emprego como o nosso. De chegarmos a casa e encontrarmos nossa família, nossos filhos, brincando e fazendo maluquices. De termos a possibilidade de comprarmos comida e objectos de nosso desejo, mesmo que moderadamente porque o dinheiro é curto, mas, ao menos, não passamos fome e frio. Também reclamamos de certas situações que nos acontecem, dos problemas que surgem.

Não, hoje não pretendo reclamar. Não adianta reclamar, afinal todos temos os nossos problemas. Uns mais pesados, outros mais leves. Ninguém escapa deles. A vida não é uma perfeição (acho que se fosse perfeita não teria muita graça!). Se alguma coisa não está como tínhamos planeado, é fundamental que tenhamos paciência e muita calma nesta hora! Seguir em frente e acreditar que, no final, geralmente tudo acaba bem. Tudo tem uma razão de ser. É certo que existe um destino traçado para cada um, mas também é certo que todos podem reverter este destino para alcançar uma vida melhor. Para isso são necessárias algumas atitudes e qualidades, como a gratidão, a honestidade e muito, muito trabalho.

Por isso neste dia quero agradecer a Nossa Senhora de Fátima , por tudo o que tem sido a minha vida. Agradecer pelos meus pais , pelos meus filhos, pelo trabalho, pela saúde, pelos amigos e, ao mesmo tempo, agradecer a todos também. Antes de reclamar quero recordar que existem pessoas em pior situação que a minha.

Por isso quero também recordar e agradecer que faz hoje quatro anos que aconteceu o regresso do REI. Que vi milhares de pessoas a quem devo o privilégio de me terem recebido no seio da sua família, felizes por terem recuperado o seu sorriso bonito, a auto-estima que estava destruída. Que feliz que me sinto por me terem oferecido esses momentos fascinantes da minha vida desportiva. Claro que este não apaga outros vividos em outros clubes e cidades. Só que este aconteceu num dia especial. POR TUDO, E PARA ALEM DO TUDO, OBRIGADO SENHORA PELO REGRESSO DO REI.

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Empate importante com Al Shabab

O Al Sharjah de Manuel Cajuda empatou esta tarde na deslocação ao terreno do Al Shabab, 3º classificado da Liga dos Emiratos Árabes Unidos, resultado positivo frente a uma equipa de inegável qualidade e que permite à equipa liderada pelo técnico luso consolidar a 5ª posição.

Numa exibição personalizada, o Al Sharjah foi superior ao adversário e chegou à vantagem à passagem dos 30 minutos, por intermédio do inevitável Marcelinho. A partida parecia indicar mais provavelmente o segundo golo da equipa de Cajuda, que a igualdade do adversário, mas aos 66 minutos Júlio César haveria de restabelecer a igualdade, com o marcador a não registar qualquer alteração até final.

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Roménia chama por Manuel Cajuda

Notícia publicada no site da Desportimedia, responsável pela assessoria de imprensa e imagem de Manuel Cajuda:

Grande clube pretende o treinador português

Um dos maiores clubes do futebol romeno, com várias participações nas competições europeias, entre as quais a Liga dos Campeões, está interessado em contratar Manuel Cajuda. O treinador português foi abordado, nos últimos dias, por um agente, mandatado por esse clube romeno, para saber se estava receptivo à ideia de liderar, a partir da próxima época, a sua futura equipa técnica.

O clube que pretende contratar Manuel Cajuda não fez uma proposta formal, pois apenas o fará se o treinador português der uma resposta afirmativa a esta possibilidade. Enquanto isso não acontecer, o clube romeno não avança para a oficialização do interesse, pretendendo, nesta altura, manter a sua identidade desconhecida. Em declarações à sua assessoria de comunicação e imagem, Manuel Cajuda não quis fazer grandes comentários: «Não quero fazer grandes comentários. Houve contacto, há interesse, veremos o futuro. O meu objectivo, nesta altura, é terminar entre os primeiros cinco classificados do campeonato dos Emirados Árabes Unidos. Se o conseguir, vou sentir-me o melhor treinador do Mundo, porque ninguém faria melhor, no Al Sharjah. Se não o conseguir, vou sentir-me, igualmente, realizado com o trabalho de reconstrução que realizei neste clube. Sobre o futuro, como a própria palavra o indica, ninguém saberá o que poderá acontecer. Só Deus sabe do futuro. Acredito que vou continuar a trabalhar na próxima época. E atenção, isto não é um tabu, é uma realidade. Portanto, sobre esse e outros interesses, falarei na altura certa», disse Manuel Cajuda, à sua assessoria de comunicação e imagem.

O treinador português tem mais um ano de contrato com o Al Sharjah, mas, nas últimas semanas, tem sido confrontado com o interesse de vários clubes, um dos quais, pretende o seu regresso a Portugal, na próxima temporada.

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«O presidente reforçou a minha autoridade»

A continuidade de Manuel Cajuda como treinador do Al Sharjah está assegurada, pelo menos, por agora. Esta manhã, decorreu uma reunião entre o presidente do clube e o treinador português e a conclusão foi a de que Manuel Cajuda se mantém, de momento, no cargo de treinador do Al Sharjah. Após as críticas públicas do director-desportivo do clube ao treinador português e a defesa enérgica que o presidente do Al Sharjah fez a Manuel Cajuda, a reunião de hoje foi clarificadora. Comentando, pela primeira vez, o que se passou a seguir ao jogo com o Dubai, o treinador português revelou, finalmente, a sua versão dos acontecimentos: «Fui criticado de uma forma injusta e completamente despropositada por um funcionário do clube. Por uma questão de respeito ao clube, ao presidente e aos adeptos, não respondi à provocação que me foi feita. Hoje, reuni com o presidente e, de momento, posso dizer que me mantenho como treinador do Al Sharjah. Após essa reunião, ficou restabelecida a minha autoridade de treinador e recuperei as condições para continuar a impor a minha liderança. Sem essas condições, não estaria disponível para continuar. O presidente é uma pessoa reflectida, espectacular e garantiu que iria resolver o problema. Nunca tive razões para não confiar no presidente do Al Sharjah e por isso estou seguro que ele saberá encontrar uma boa solução para o clube. Não quero uma boa solução para mim, porque isto não é um jogo entre o Manuel Cajuda e o director-desportivo. O que está em jogo é o futuro do Al Sharjah e é esse futuro que me interessa. Como digo, confio no presidente e na sua autoridade e experiência para resolver o problema. Não nego que existe um problema, que é preciso resolvê-lo, mas a pessoa ideal para o fazer é o presidente do Al Sharjah», disse Manuel Cajuda à sua assessoria de comunicação e imagem.

Sobre a possibilidade de renovar contrato com o Al Sharjah, Manuel Cajuda foi comedido: «Não é a altura para discutir o assunto. Eu sei que é o objectivo do presidente do Al Sharjah, mas precisámos de resolver este problema primeiro e depois, então, podemos discutir o futuro. Claro que não é agradável que estes problemas existem, mas nenhum treinador está livre disso. Até o José Mourinho teve problemas com o director-desportivo do Real Madrid. O problema foi resolvido pelo presidente do clube e o José Mourinho saiu reforçado. É o que eu espero que aconteça aqui e por isso confio na intervenção do meu presidente. Depois, logo veremos», concluiu Manuel Cajuda, que, por agora, não faz mais declarações sobre o assunto.

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Cajuda, desautorizado, pode abandonar Al Sharjah

Artigo publicado nas Notícias na Hora do jornal A Bola:

Manuel Cajuda pode deixar o Al Sharjah no final da época. O treinador português foi desautorizado pelo director desportivo do clube e poderá avançar para a rescisão de contrato.

O director desportivo responsabilizou Cajuda pela derrota com o Dubai, no sábado, e chegou mesmo a ameaçar os jogadores com multas e processos disciplinares se falassem com o treinador. O dirigente acabaria por retratar-se num canal de televisão dos Emirados Árabes Unidos, atribuindo a atitude ao nervosismo decorrente do desaire da equipa.

O presidente do Al Sharjah sentiu necessidade de vir a terreiro colocar água na fervura, reiterando a sua confiança em Manuel Cajuda, com quem deverá reunir-se a breve trecho para discutir o futuro do treinador no clube.

De acordo com informação adiantada pela assessoria de Imprensa do treinador português, Cajuda poderá avançar para rescisão de contrato, alegando justa causa por «uma clara e abusiva interferência nos seus poderes».

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Derrota não compromete objectivos

Notícia publicada no site da Desportimedia, responsável pela assessoria de comunicação e imagem de Manuel Cajuda:

O Al Sharjah foi derrotado, esta tarde, no terreno do Dubai, por 1-0, no jogo que encerrou mais uma jornada do campeonato dos Emirados Árabes Unidos. A equipa treinada por Manuel Cajuda ainda conseguiu resistir, durante a primeira parte, sem sofrer golos até ao intervalo. O jogo foi sempre muito repartido e algumas das melhores ocasiões pertenceram ao Al Sharjah, que desta vez, não conseguiu marcar.

Com esta derrota, o Al Sharjah mantém os 21 pontos alcançados no campeonato e o sétimo lugar da classificação, mantendo o seu objectivo de ficar entre os primeiros cinco classificados do campeonato, porque está a um ponto do objectivo e a três do terceiro classificado.

Este foi o segundo jogo do Al Sharjah após uma inconveniente paragem no campeonato, que tirou à equipa de Manuel Cajuda o andamento com que iniciou o ano de 2011, com várias vitórias consecutivas e mantendo, durante quase dois meses, a invencibilidade em provas oficiais.

O objectivo do treinador português é recuperar, o mais rapidamente possível, o bom momento de forma do início do ano, para terminar o campeonato de uma forma empolgante e a lutar pelos lugares de cima da classificação.

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Elogia Quim no seu regresso aos treinos

Artigo publicado no site da Desportimedia, empresa responsável pela assessoria de imprensa de Manuel Cajuda:

«A recuperação de Quim, guarda-redes do Braga, não foi apenas uma boa notícia para os adeptos do Braga e para o treinador do plantel, Domingos Paciência. No Dubai, essa notícia do regresso de Quim aos treinos, após 247 dias a recuperar de uma lesão grave, foi recebida com alívio e festa comedida. O treinador do Sharjah, Manuel Cajuda, disse, em declarações à sua assessoria de comunicação, que a recuperação de Quim, foi das melhores notícias que recebeu, nos últimos largos meses. «O Quim, como todos sabem, é como um filho desportivo para mim. Gosto imenso dele, como homem e como guarda-redes. Foi traído, nos últimos meses, pelo destino. Acho que a notícia da sua recuperação é boa para o Braga, mas também é boa para o futebol português. O Quim ainda está a tempo de demonstrar que continua a ser o melhor guarda-redes português. É a minha opinião e não a modifico. Sei como trabalha, sei que não se deixa abater pelo azar e sei que voltará em grande estilo», revelou Manuel Cajuda, à sua assessoria de comunicação e imagem.

O treinador que lançou Quim na equipa principal do Braga, quando era ainda um jovem guarda-redes promissor, confia na sua recuperação total e acredita que o jogador do Braga ainda pode regressar à selecção: «Claro que sim. Tem a qualidade necessária, sempre teve. Aliás, o Quim deixa de ir à selecção de uma forma inexplicável e injusta. Na época passada, no Benfica, ele era o melhor guarda-redes do campeonato e isso não chegou para jogar na selecção. Recuperando bem, o Quim pode voltar à selecção. Ainda há poucos dias o Paulo Bento reabriu as portas da selecção ao Nuno Gomes e, a meu ver, fez bem. Então, porque não pode reabri-las ao Quim? Eu gostava imenso que o Quim voltasse à selecção nacional, porque é um grande guarda-redes e porque, na selecção, devem estar sempre os melhores e não outros», terminou Manuel Cajuda, com a sua habitual frontalidade, desde o Dubai, onde se juntou ao júbilo bracarense pela iminente recuperação de Quim.

Foto: A Bola

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Manuel Cajuda continua a vencer

Notícia publicada no site da Desportimedia, responsável pela assessoria de comunicação e imagem de Manuel Cajuda:

Treinador português derrota Al Ain

Após uma paragem de trinta e cinco dias no campeonato dos Emirados Árabes Unidos, o Al Sharjah regressou em grande estilo, com uma vitória, no seu estádio, por 2-1, diante do Al Ain. Uma vitória justa e curta da equipa treinada por Manuel Cajuda, que dispôs sempre das melhores ocasiões de golo e do domínio do jogo. Confirmando que a equipa foi bem preparada para a reentrée do campeonato, após um longo intervalo competitivo, o Al Sharjah não deu hipóteses ao seu adversário, com um futebol elegante, estruturado e competitivo, que é reconhecido nos Emirados Árabes Unidos, como um dos mais espectaculares da competição.

Os dois golos do Al Sharjah foram marcados por Marcelinho, um avançado que Manuel Cajuda contratou no futebol português, no início da época passada, e que tem sido um dos atacantes mais destacados do campeonato local, desde que se transferiu da Naval para o Dubai. Os golos foram marcados aos 53', de grande penalidade e aos 59'. O Al Ahli reduziu a diferença no marcador, já no último quarto de hora do encontro.

Com esta vitória, o Al Sharjah ascendeu, provisoriamente ao quarto lugar e ensaiou uma aproximação ao pódio da classificação, porque o Al Ahli, terceiro classificado empatou em casa com o último classificado. Agora, no alinhamento provisório destas equipas na classificação da Liga dos Emirados Árabes Unidos, o Al Sharjah é o quarto classificado, com 21 pontos conquistados e o Al Ahli está apenas com dois pontos de vantagem sobre a equipa treinada por Manuel Cajuda.

O treinador português soma mais uma vitória no ano de 2011, pois apenas perdeu um jogo oficial desde o início do ano, justamente, o encontro realizado antes da paragem no campeonato, no terreno do Al Jazira, primeiro classificado da Liga.

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Regresso à Liga... olhando para o topo

Após mais uma longa paragem da Premier League dos Emiratos Árabes Unidos, o Al Sharjah de Manuel Cajuda regressou à competição com uma vitória sobre o Al Ain que permite à equipa do treinador português olhar para o topo da classificação, colocando-se agora, à condição, no 4º posto da classificação, com 10 pontos de avanço sobre a linha de água. Notável para um clube onde Manuel Cajuda tem vindo a implementar uma autêntica revolução no plantel, que apesar da juventude e potencial disponíveis, tem sempre o handicap da falta de experiência e entrosamento.

Assim, esta tarde, o Al Sharjah venceu por 2-1 o Al Ain, com dois golos de Marcelinho (ex-Naval). Após o nulo ao intervalo, os homens comandados por Manuel Cajuda entraram muito fortes no segundo tempo, marcando 2 golos entre os 54 e os 59 minutos, praticamente aniquilando as ambições dos visitantes que, ainda assim, viriam a reduzir aos 74 minutos, pelo Argentino Fares Juma.

Refira-se que Marcelinho soma o seu 8º golo na competição, em 12 partidas disputadas, a 5 do líder dos marcadores, o Senegalês André Senghor, do Bani Yas.

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Derrota com o líder não afecta objectivos

Notícia publicada no site da Desportimedia , responsável pela assessoria de imprensa e imagem de Manuel Cajuda:

Acabou a invencibilidade de Manuel Cajuda em 2011. O último jogo do Sharjah, antes da paragem do campeonato, terminou com uma derrota de 3-0, no terreno do líder da liga dos Emirados Árabes Unidos, o Al Jazira. Após quase dois meses sem derrotas, o que permitiu à equipa treinada por Manuel Cajuda subir aos primeiros lugares da competição, este jogo, com o Al Jazira, ficou marcado por uma exibição bisonha do Al Sharjah, especialmente na primeira parte, altura em que dois erros individuais ofereceram uma vantagem irrecusável ao Al Jazira.

Ainda assim, é de assinalar que esta derrota não desvia o treinador português do seu principal objectivo, que é terminar o campeonato entre os cinco primeiros do campeonato, o que seria considerado uma façanha e permitiria ao clube um regresso às competições internacionais. Depois de ter conseguido estabilizar o clube na Primeira Liga, na época passada, Manuel Cajuda enfrenta, esta temporada, um novo desafio, que é o de apurar o Al Sharjah nas competições asiáticas.

Esta derrota deixa marcas, mais pela sua expressão do que pelo facto de ter acontecido, já que o Al Jazira é uma das equipas que mais investe em contratações milionárias. Ainda em Janeiro, o clube de Abel Braga contratou o avançado brasileiro Ricardo Oliveira, que custou ao clube tanto como todo o plantel do Al Sharjah.

Com esta derrota, o Al Sharjah está, agora, em sétimo lugar do campeonato, com o mesmo número de pontos do Al Wahda, actual campeão em título e que recentemente participou no Mundial de clubes que se realizou nos Emiratos Árabes Unidos.

Mesmo assim, o sétimo lugar actual do Al Sharjah não coloca em risco o objectivo de ficar nos "top five" da liga, porque entre o terceiro classifcado e o oitavo, existe apenas uma diferença de três pontos.

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Al Sharjah com nova vitória!

A equipa Treinada por Manuel Cajuda, o Al Sharjah, venceu hoje o Al Ittihad, em mais um jogo a contar para UFL.

A vitória por 3-1 apenas se começou a desenhar ao Minuto 44, por intermédio de Esam Darwish, que colocou a sua equipa a vencer por 1-0, ao Intervalo. A igualdade no marcador surgiria apenas ao minuto 73, contudo o Al Sharjah não baixou os braços e foram precisos apenas 7 minutos para Robinho voltar a colocar a sua equipa em vantagem. Ainda antes do apito final a equipa de Manuel Cajuda voltaria a marcar, finalizando o resultado em 3-1 para os Homens da Casa.

A equipa de Manuel Cajuda não sofre derrotas há 7 jornadas, pelo que, com a vitória no jogo de hoje, sobe provisoriamente ao 4 lugar com 18 pontos.

"Noticia em Desenvolvimento!

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«Mais tarde ou mais cedo, lutarei por títulos»

Entrevista concedida por Manuel Cajuda ao site da sua assessoria de comunicação e imagem, Desportimedia:

O campeonato nos Emiratos Árabes Unidos está de regresso, no próximo fim-de-semana e o Al Sharjah parece recuperado dos problemas que afectaram a equipa, durante os meses de Novembro e Dezembro. O ciclo de vitórias e de invencibilidade no ano de 2011, na Taça da Liga, demonstram que o treinador, Manuel Cajuda, estava certo, quando previu que os resultados mudariam. Como pagador de promessas, o treinador português parece tão eficiente como construtor de equipas e de resultados. Promessa cumprida, a verdade é que o Al Sharjah voltará a ser, na segunda volta do campeonato, a equipa credível e de qualidade, do início de época, quando, retumbantemente venceu alguns dos assumidos candidatos ao título.

Numa entrevista exclusiva ao site da Desportimedia, Manuel Cajuda revela o seu carácter de lutador e o seu espírito de liderança. Sem ambos, não teria conseguido remover os obstáculos do caminho da equipa e não teria conseguido alcançar a actual invencibilidade.

Desportimedia - Acompanhámos as dificuldades que se atravessaram no seu caminho, durante dois meses, com lesões e até algumas situações inexplicáveis, num ambiente profissional. Como é que as conseguiu superar e devolver à equipa, a qualidade de jogo que é reconhecida por toda a gente nos Emiratos Árabes Unidos?
Manuel Cajuda - Com liderança, percebendo que os jogadores tinham necessidades diferentes daquelas com que estou habituado a ser confrontado. Com tolerância, percebendo a cultura local e a tradição do clube e com criatividade, procurando novas soluções tácticas e técnicas. A construção de uma equipa não pode sofrer tantos recuos como os que atingiram a minha equipa, durante dois a três meses. Mas também não é normal que uma equipa consiga tantos avanços como os que conseguimos, durante este mês de Janeiro. Estamos à procura de uma certa estabilidade e o regresso do campeonato vai dar-nos a estabilidade que procuramos. Toda a gente reconhece, neste país, que jogámos um futebol de qualidade, que jogámos sempre de forma espectacular, que diverte as pessoas. Mesmo quando atravessámos o nosso deserto, a qualidade táctica, a organização da equipa, sempre estiveram lá. Foi o que nos permitiu não perder cinco dos nove jogos consecutivos que estivemos sem vencer. Sem essa organização, a equipa ter-se-ia afundado. Temos uma matriz, que resolve alguns problemas, o resto prende-se com a qualidade dos jogadores. Quando voltámos a ter os melhores jogadores, os resultados apareceram e as vitórias regressaram.

Desportimedia - Apesar das dificuldades, nunca deu sinal de que podia desistir, sempre orientou a sua intervenção pública para a resolução dos problemas. Nunca pensou, mesmo, em desistir?
Manuel Cajuda - Nunca. Não sou um desistente. A única vez em que pensei em desistir, foi, quando aqui cheguei, há um ano e meio, e deparei-me com uma equipa completamente desmotivada, desarrumada e com pouco talento colectivo. Pus às mãos à cabeça e pensei em fugir. Mas essa não é a minha natureza. Enfiamos a equipa, num estágio na Alemanha, durante três semanas e, após o estágio, a equipa era outra. Quando chegámos ao Dubai, a mesma equipa que tinha perdido nove dos últimos onze jogos do campeonato anterior e que apenas na última jornada escapara à descida de divisão, comigo, começou logo a ganhar os jogos particulares de pré-época que realizamos. Mesmo durante a época, a opinião generalizada foi sempre a de reconhecer que o al Sharjah, na época anterior, era a equipa que melhor futebol praticava no campeonato. Isto foi reconhecido por outros treinadores, por jornalistas, por analistas, por adeptos. Por isso, nunca pensei em desistir, porque tenho trabalho feito neste clube e trabalho bem feito. E muito árduo. Deu muito trabalho colocar a equipa do Al Sharjah a jogar com esta qualidade.

Desportimedia - Para a segunda volta do campeonato, o objectivo continua a ser atingir um lugar na classificação que dê acesso às competições internacionais, na próxima época?
Manuel Cajuda - Eu não me conformo com lugares a meio da tabela. Se tiver de ser, então é melhor vir outro treinador. Eu luto, sempre lutei, por objectivos. E quero que o clube me acompanhe neste objectivo de colocar, de novo, o Al Sharjah, a competir internacionalmente. Quero, pelo menos, o quinto lugar do campeonato, acho possível lá chegarmos e acredito que toda a gente no clube - começando pelo presidente, que é uma pessoa fantástica -, pretenda o mesmo. A equipa está a recuperar, tenho o plantel disponível, lançamos vários jovens na equipa, que serão o futuro do Al Sharjah, mas o caminho ainda vai a meio. Não temos os recursos financeiros de outros clubes e por isso é que o sucesso, no Al Sharjah, dá mais trabalho do que noutros clubes. Mas, também, é capaz de dar mais gozo, no final.

Desportimedia - Quando é que vai lutar por títulos, nos Emiratos Árabes Unidos?
Manuel Cajuda - Quando este clube tiver a mesma capacidade de investir na contratação de jogadores de grande qualidade, como os candidatos ao título têm. Ou então, quando eu treinar uma dessas equipas. Não sei o que vai acontecer no futuro, mas sei que terá de acontecer alguma coisa, porque quero deixar a minha marca, não apenas na construção de equipas, mas também na conquista de títulos. Sempre disse e mantenho, não vim para os Emiratos Árabes Unidos para gozar o sol e as praias. Vim para ganhar e é isso que vai acontecer. Mais tarde ou mais cedo.

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Rolão Preto elogia Cajuda

Artigo publicado no site da Desportimedia , responsável pela Assessoria de Comunicação e Imagem de Manuel Cajuda:

Apesar das dificuldades, o Al Sharjah continua a vencê-las, inspirado pela competência de um dos mais conceituados treinadores portugueses. No campeonato, o Al Sharjah está a meio da tabela e prepara-se para a segunda metade da época, com o objectivo de subir uns lugares na classificação. O trabalho de Manuel Cajuda é reconhecido, nos Emiratos Árabes Unidos, mesmo pelos adversários. Quem conhece bem a realidade do campeonato nos EUA é outro treinador português, Rolão Preto, adjunto de Lazlo Boloni, que no início da época, treinaram o Al Wahda, actual campeão em título da liga dos Emiratos Árabes Unidos.

Nessa altura, quando Rolão Preto chegou a Abu Dhabi, a sua curiosidade levou-o a questionar vários jogadores do seu plantel, sobre outro treinador português: «Tive essa curiosidade, porque conheço bem Manuel Cajuda, é um treinador conceituado no nosso país e tinha a curiosidade de perceber de que forma estava a desenvolver o seu trabalho. E fiquei esclarecido, porque todos eles reconheceram que o Manuel Cajuda estava, de facto, a realizar um trabalho notável, de reconstrução do plantel e ajudando o clube a modernizar-se. Os nossos jogadores do Al Wahda reconheciam que o Al Sharjah jogava com muita qualidade, que isso estava a causar impacto, porque, nos últimos anos, todos se tinham habituado a olhar para o Sharjah como uma equipa que lutava para não descer. E, de repente, o Al Sharjah batia-se com as melhores equipas do campeonato. Não há coincidências, no futebol, era a marca de Manuel Cajuda no clube e no futebol dos Emiratos Árabes Unidos. Apercebi-me, igualmente, que mesmo os nossos jogadores falavam com admiração pelo trabalho desenvolvido por um treinador português, o que me deixou, por um lado, satisfeito, como português, mas apreensivo, como seu adversário no campeonato», declarou Rolão Preto.

A verdade é que os dois treinadores portugueses não se chegaram a defrontar, porque Lazlo Boloni deixou o campeão dos Emiratos, após duas jornadas realizadas, mas Rolão Preto ainda confirmou a qualidade de jogo do Al Sharjah: «Recordo que ainda vi o jogo entre a equipa de Manuel Cajuda contra o Al Ain, uma das boas equipas do campeonato e confirmei a boa qualidade de jogo do Al Sharjah, que venceu, jogando bem e tendo até um jogador expulso. O Al Sharjah é um clube que tem muitas dificuldades, algumas delas inimagináveis, não é um dos melhores clubes dos Emiratos, tem sempre grande instabilidade e até aí, o trabalho de Manuel Cajuda é relevante, porque estamos a falar de um clube que não aguentava um treinador mais do que uns meses. O Toni esteve neste clube e passou por dificuldades, há pouco tempo estive a falar com um treinador holandês que treinou o Al Sharjah, também por pouco tempo, e ele confirmou-me que tinha tido grandes dificuldades no seu trabalho diário. O que se passa é que o Manuel Cajuda está há dois anos no clube, tem mais um ano de contrato e pelo que se sabe, o clube quer renovar contrato com ele. É uma grande vitória do Manuel Cajuda, porque se trata de um clube que, tradicionalmente, aguenta os seus treinadores, por pouco tempo. Mas, sinceramente, acredito que, mais tarde ou mais cedo, um clube de maior dimensão, dos Emiratos Árabes Unidos ou de outro país próximo, vai contratar o Manuel Cajuda, porque estão todos muito atentos ao trabalho que ele está a conseguir realizar no Al Sharjah», terminou Rolão Preto.

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«O Dr. Cesário Mamede deixa um vazio enorme»

O treinador português, Manuel Cajuda, associa-se à dor da família de Cesário Mamede, durante muitos anos, uma figura carismática e reconhecida do Belenenses, pelo exercício da medicina e pelo seu compromisso com o clube do Restelo. Através da sua assessoria de comunicação e imagem, Manuel Cajuda decidiu homenagear a figura do respeitado clínico e do distinto adepto do Belenenses.

Declaração:

«Mais uma notícia chocante com que sou confrontado, esta manhã. O desaparecimento físico do doutor Cesário Mamede deixa-me triste, inconformado e sem vontade de reagir. Mas a sua figura, humana e respeitadora, merece que me associe à dor da sua família, porque sinto que é uma oportunidade que não posso deixar escapar para o homenagear. Pela sua simplicidade, pelo seu conhecimento e pelo seu humanismo. Não fui treinador do Belenenses o tempo que desejava, mas fui o tempo suficiente para me aperceber da enorme dimensão científica e humana de uma das melhores pessoas que, até hoje, encontrei no futebol e na vida. Não exagero, quando recordo o doutor Cesário Mamede, como uma das grandes pessoas da medicina desportiva em Portugal e um dos homens que tive mais gosto de conhecer.

Lamento muito a perda de homem bom e justo. Um homem alegre, bem-disposto, bem-humorado e um profissional íntegro e completo. Lamento pela sua família, lamento pelo Belenenses, porque não será fácil encontrar uma pessoa com a sua grandeza profissional e humana. É uma pena que pessoas como o doutor Cesário Mamede tenham de desaparecer. É costume dizer-se, nestes casos, que é a vida. Mas a vida não devia ser isto, a vida devia preservar os bons, como exemplo sublime para os maus. O doutor Cesário Mamede deixa um vazio enorme. Tão grande como a importância que teve na vida de muitas pessoas.

Manuel Cajuda.»

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Mensagem de Ano Novo

QUE O MEU CORAÇÃO CONTINUE A TER ESPAÇO PARA OS MEUS AMIGOS. PARA OS DE LONGE E DE PERTO. OS MAIS RECENTES E OS ANTIGOS. OS QUE VEJO EM CADA DIA E QUE RARAMENTE CONSIGO VER. OS QUE LEMBRO SEMPRE E AQUELES QUE SEM QUERER POR VEZES FICAM ESQUECIDOS. OS DAS HORAS BONITAS E DAS HORAS MAIS DIFÍCEIS. OS QUE SEM QUERER OS MAGOEI OU OS QUE SEM QUERER ME MAGOARAM. AQUELES A QUEM CONHEÇO PROFUNDAMENTE E AQUELES A QUEM CONHEÇO APENAS DE APARÊNCIA. AOS QUE POUCO ME DEVEM E AQUELES A QUEM DEVO MUITO. AOS MEUS AMIGOS HUMILDES E AMIGOS IMPORTANTES. A TODOS QUE JA PASSARAM NA MINHA VIDA. QUE OS SEUS NOMES NUNCA SEJAM ARRANCADOS DO MEU CORAÇÃO E QUE NOVOS NOMES VINDOS DE TODAS AS PARTES SE POSSAM JUNTAR AOS JÁ EXISTENTES. QUE O CALOR DA AMIZADE POSSA SEMPRE AQUECER AS NOSSAS VIDAS.

QUE A NOSSA AMIZADE SEJA SEMPRE UM MOMENTO DE REPOUSO NAS LUTAS DA VIDAS.

NO DIA EM QUE SE INICIA UM NOVO ANO, QUERO ELEVAR AS MINHAS ORAÇÕES AO SENHOR, PEDINDO PARA TODOS (E SEUS FAMILIARES) UM EXCELENTE ANO DE 2011. QUE DEUS VOS ABENÇOE.

UM ABRAÇO
(que DEUS me ajude a merecer a vossa amizade)

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«Não sonho nem deixo de sonhar, pressinto que não voltarei tão cedo»

Entrevista Exclusiva Futebol Portugal com Manuel Cajuda. Ainda antes da vitória histórica conseguida pelo seu Al Sharjah frente ao Al Jazira (2-1), que permitiu a subida da sua turma ao terceiro lugar do grupo, o Futebol Portugal entrevistou, em exclusivo, o treinador luso. Recorde-se que esta vitória no terreno do Al Jazira, actual líder do campeonato dos Emiratos Árabes Unidos, numa partida a contar para a fase de grupos da Taça da Liga, é a primeira vitória do Al Sharjah no terreno do Al Jazira, em treze anos, o que reflecte bem toda a importância do resultado. A vitória foi muito festejada pelos seus adeptos, dado que existe uma rivalidade muito grande entre os adeptos dos dois clubes. São as respostas às nove perguntas por nós colocadas que aqui apresentamos de seguida:

FP – Como correu a noite de Natal nos Emirados Árabes Unidos ?
MC – Foi uma noite tranquila, festiva e com a familia quase toda que se deslocou ao Dubai para estar comigo e com a minha mulher. Trocámos presentes, juntamos as pessoas e festejámos a data, como sempre, tentando, na medida do possível, tornar o ambiente o mais próximo possível da nossa tradoção e cultura. Mesmo o jantar, foi de acordo com essa tradição, não faltaram as rabanadas, as filhoses, o bacalhau cozido. Foi uma noite bem passada que nos ajudou a esquecer que vem aí um ano muito duro, especialmente para os portugueses. Estou longe, mas não desligo do meu país e do que se passa em Portugal, com uma situação política e social muito instável e que causa preocupação.

FP – Como vai o seu Al-Sharjah apesar de todas as dificuldades para formar a equipa?
MC – O meu Sharjah vai da melhor forma possível, entre as possibilidades do clube e as necessidades do treinador. Há uma diferença muito grande entre as duas, porque, nesta altura, contava ter mais condições para lutar por títulos, neste clube, mas ainda não foi possível criá-las. Não vou desistir, rodeia-me um plantel escasso, semi-profissional e com muitas insuficiências, mas também sinto o carinho das pessoas, que são amigáveis e gostam de mim. E, por vezes, isso substitui o profissionalismo. A verdade é que no Sharjah ainda faltam muitas coisas para que se consiga reabilitar totalmente o clube, mas também já trabalhei em clubes, onde os dirigentes se julgam muito competentes e profissionais, mas onde eu nem tinha um ginásio para recuperar os jogadores. E isto passou-se há muito pouco tempo. Portanto, cá estou eu, a fazer o melhor que sei, acompanhado de uma equipa técnica cada vez mais vasta e cada vez mais preparada para fazer de mim um treinador cada vez melhor.

FP – Sonha regressar a Portugal na próxima temporada?
MC – Honestamente, não sonho nem deixo de sonhar. Ao futebol português hei-de regressar, nem que seja para fazer o número mínimo de jogos de que preciso, para ser o treinador com mais jogos na 1ª divisão, de toda a história do futebol português. E tão cedo, não me tirarão esse recorde. Nos últimos anos, têm caido alguns, outros vão continuar a cair, mas este, creio que levará uns aninhos. Portanto, se Deus me der saúde e motivação, hei-de regressar ao futebol português. Quando é que isso vai acontecer? Não sei, embora pressinta que não será tão cedo.

FP – Estava esperançado que seria treinador do Sporting ?
MC – Nunca estive esperançado em ser treinador de nenhum clube, em especial. A minha esperança é da que reconheçam o meu valor como treinador e o meu carácter, como homem. Se esse reconhecimento, um dia, der para treinar um dos candidatos ao título, em Portugal, muito bem. Se não der, há mais vida para além desses três clubes. Em Portugal e no Mundo. Já passou demasiado tempo sobre isso, não me interessa falar muito sobre esse assunto.O que posso dizer, nesta altura, é que o Sporting é um grande clube e, neste momento, tem um grande treinador.

FP – Gostaria de contar com o Nuno Gomes no seu clube ?
MC – Não só gostaria de contratar o Nuno Gomes, como já falei com o presidente do meu clube. De início, ele assustou-se, porque o Nuno Gomes pode não jogar no Benfica, mas tem um grande prestígio internacional. Gostaria que fosse possível trazê-lo para o Dubai, nem que fosse, apenas, na próxima época. Vou continuar a discutir esse tema com o meu presidente, porque, a seguir ao susto, ele ficou entusiasmado com essa possibilidade. Talvez seja um jogador como o Nuno Gomes que este clube está a precisar, para criar um ambiente mais profissional e que nos ajude a restabelecer o prestígio do Al Sharjah. Se a tiver a mínima possibilidade de contratar o Nuno Gomes, fá-lo-ei, até porque ele pode ajudar-me muito e eu sinto que nós podemos ajudá-lo a ter um final de carreira bonito, elegante e maravilhoso. O Dubai é um sítio espectacular para se viver e acho que o Nuno é daqueles jogadores que merece um paraíso destes, para fechar a sua carreira. Pelo que ainda significa como jogador e pelo que sempre significará como homem.

FP – O que acha que correu mal com o Benfica esta temporada ?
MC – Os resultados. Esses é que não têm sido os mesmos. De resto, não gostaria de me alongar em grande comentários, porque sou treinador, não sou comentador. E não quero correr o risco de dizer algum disparate, porque há uma coisa que eu tenho como segura. Se alguma coisa falhou, foi porque o futebol não é uma ciência certa. Não estou a ver que o presidente do Benfica, ou o Jesus tenham errado de propósito. Reforço, que não sei o que se passou e seria de mau gosto, agora, atribuir responsabilidades ao treinador pelos maus resultados. O futebol é cruel, há poucos meses atrás, o Jesus era o melhor do Mundo. Agora, de acordo com o que se lê em alguma imprensa, escrito por alguns oportunistas de ocasião, já não presta. Acho que, nas duas situações, houve reacções muito exageradas.

FP – Alguns balneários são mesmo ninhos de víboras ?
MC – Os balneários são melhores ou piores conforme a capacidade do treinador liderar os processos e os jogadores. E, muitas vezes, o problema não são os jogadores, no balneário, são os dirigentes que actuam nas costas dos treinadores, reforçando algumas ambições internas de jogadores acomodados ou amuados. Para mim, como líder, digo sempre aos meus jogadores. Só terá problemas comigo quem não for profissional, quem não se adaptar ao meu estilo de liderança. Gosto de ser colegial nas decisões, mas não divido as responsabilidades. Quem souber aceitar isto, não tem problemas comigo. Mas um balneário é um amontoado de personalidades, de cabeças e de ambições. E, principalmente, as ambições podem estragar o ambiente.

FP – Paulo Bento é o homem certo na Selecção Nacional ?
MC – Mais do que a minha opinião, o que conta são os resultados. Em três jogos, três vitórias e uma selecção recuperada, no seu prestígio e nos seus objectivos. Como português, fico satisfeito, porque acredito que é possível a Portugal estar no Euro 2012.

FP – Como vai ser a sua passagem de ano ?
MC -Vai ser como foi a festa do Natal. Com a familia, com os amigos e, se possível, com muita saúde e alegria. E gostava de aproveitar a oportunidade para desejar a todos os portugueses, um Feliz e Próspero Ano Novo. Anuncia-se um ano difícil, mas espero que todos consigam enfrentá-lo, de uma forma digna e esperançosa.

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Cajuda lamenta morte de Joaquim Sequeira

A morte súbita de Joaquim Sequeira, treinador do Farense, de sessenta anos, deixou consternado um dos seus melhores amigos e companheiro de há muitos anos. No Dubai, Manuel Cajuda foi confrontado com a noticia, ainda antes de iniciar o treino, informado por um dos seus adjuntos, que tinha lido a noticia na internet.

O actual treinador do Sharjah tinha, inclusivamente, falado com Joaquim Sequeira, há poucos dias atrás, numa conversa trivial de amigos, que recordavam velhos tempos. Agora, o treinador do Farense morreu, de forma súbita, e Manuel Cajuda chora a perda de um amigo. Em declarações à sua assessoria de comunicação e imagem, o treinador português no Dubai, explica que desaparece um dos seus melhores e mais antigos companheiros do futebol: «Que diabo, como é possível acontecer uma coisa destas, ao Joaquim. Falámos há poucos dias, daquelas conversas normais de amigos e homens do futebol e ele parecia bem, sobretudo optimista. Sempre foi um homem do Farense e creio que o clube saberá homenageá-lo de uma forma correcta. Jogámos juntos no Farense, durante cinco ou seis anos e foi ele, um dos jogadores que me acolheu melhor, quando me transferi, ainda novo, do Olhanense para o Farense. Foi uma transferência difícil, por causa da rivalidade quase doentia que existia entre os adeptos dos dois clubes e, para mim, ainda jovem, não foi fácil essa transição. O Joaquim amparou-me, ajudou-me e ficámos amigos para sempre. É um pedaço de mim, da minha história, que desaparece», concluiu Manuel Cajuda.

Fonte: Desportimedia

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«Manuel Cajuda é o Rei de Sharjah»

Artigo publicado no site da Desportimedia, empresa que faz a assessoria de comunicação e imagem de Manuel Cajuda:

Nos Emiratos Árabes Unidos, os clubes não têm claques organizadas. Mesmo assim, Abdulla Bin Hellah é um adepto especial do Al Sharjah, porque acompanha a equipa por quase toda a parte dos Emiratos e porque tem uma grande influência entre os adeptos mais jovens do clube. Na sua página no Facebook, Abdulla apresenta-se como habitante de Sharjah e como grande adepto do clube local. O seu objectivo é ajudar a que a equipa treinada por Manuel Cajuda seja ainda mais reconhecida internacionalmente. Em contacto com a assessoria de comunicação e imagem do treinador português, este adepto do Al Sharjah, diz logo o que pensa de Manuel Cajuda: «Ele é o Rei do Sharjah. Foi a melhor coisa que aconteceu ao clube, nos últimos dez anos. Tirou-nos do fosso e devolveu-nos a alegria de ver os jogos da equipa. Este clube e os seus adeptos devem muito ao treinador português. É o melhor treinador dos Emiratos Árabes Unidos e o Al Sharjah tem a felicidade de o ter no clube», declarou, sem reservas Abdulla.

Ao seu lado, um outro adepto do futebol mas de um clube rival, o Al Nasr, aquiesceu com o que disse o seu amigo: «No nosso clube estamos satisfeitos com o nosso treinador, mas devo reconhecer que Manuel Cajuda é, de facto, um grande treinador. Ele conseguiu que um punhado de jogadores desvalorizados e perdedores, jogasse bom futebol, na época passada e que, esta época, já conquistasse 14 pontos no campeonato. É uma grande façanha e tenho grande respeito por ele, embora se trate do treinador de um clube rival», adiantou Ahmed Al Zaabi, à assessoria de comunicação e imagem de Manuel Cajuda.

Para Abdulla, a permanência de Manuel Cajuda nos Emiratos Árabes Unidos e no Al Sharjah não se discute. Por estes dias, ouve-se o rumor de que o treinador português teria sido sondado por uma agência internacional de representação de jogadores e treinadores, para substituir Manuel José no Al Ittihad, na Arábia Saudita. Foi este adepto do Al Sharjah que contou à assessoria de comunicação e imagem do treinador português a existência desse rumor: «Os jornais, aqui, especulam com isso e com os convites que Manuel Cajuda constantemente recebe para deixar o Al Sharjah. Eu não quero acreditar que o treinador vá sair. Seria uma dor enorme para os adeptos do clube se Manuel Cajuda nos deixasse. Conheço bem o presidente do clube e sei que ele já ofereceu a Manuel Cajuda a possibilidade de renovar pelos anos que quisesse. Talvez devesse fazê-lo, pois isso deixaria os adeptos muito felizes. Não queremos que Manuel Cajuda saia do Al Sharjah e eu, mais um conjunto de adeptos, vamos criar uma página no Facebook, para adeptos do Al Sharjah, pedindo a Manuel Cajuda que não deixe o clube. Seria trágico para o Al Sharjah, se isso acontecesse», confirmou Abdulla Bin Hella.

Uma coisa é certa, o Al Sharjah, no oitavo lugar do campeonato, deve melhorar as condições de treino aos seus jogadores e profissionalizar todo o plantel do clube, se quiser manter Manuel Cajuda no clube e conquistar títulos, nos próximos anos, na Liga dos Emiratos Árabes Unidos, assim como regressar às competições internacionais. E, quer o presidente, quer os adeptos, já encontraram o treinador ideal para conseguir esse milagre.

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Al Sharjah vence no terreno do Al Daffra

O Al Sharjah de Manuel Cajuda venceu ontem na deslocação ao terreno do Al Daffra para a décima jornada do campeonato dos Emiratos Árabes Unidos. O golo da vitoria foi marcado por Kamali, logo aos 8 minutos, e com esta vitoria o Al Sharjah subiu mais um lugar na classificação, ocupando agora a sexta posição da tabela com 14 pontos, mais dois que na época passada no final da primeira volta. O resultado poderia ter sido mais dilatado se Marcelinho tivesse convertido uma grande penalidade aos 14 minutos da primeira parte. Marcelinho acabaria mesmo por ser expulso por segundo cartão amarelo o que dificultou ainda mais a obtenção da vitória e aumenta as preocupações de Cajuda que neste jogo só teve 17 jogadores disponíveis, sendo três deles da equipa de sub-dezoito...

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Torreense traz a marca Cajuda

Artigo publicado no jornal O Jogo, da autoria de Pedro Rocha, alusivo ao embate entre Vitória de Guimarães e Torreense no próximo fim de semana, para a Taça de Portugal:

"O futebol é realmente um mundo pequeno; à luz da velha teoria de McLuhan (aldeia global), desenvolvida a partir dos efeitos da rádio nos anos 20, será mesmo microscópico. Estimado para sempre em Guimarães pela subida de divisão e por um histórico terceiro lugar na I Liga, Manuel Cajuda é uma das tais figuras que parece estar em todo o lado, quando, na verdade, se encontra bem longe, no Dubai, ao serviço do Al-Sharjah. As impressões digitais (os resultados) que vai deixando dão-lhe, porém, o poder de se multiplicar, razão pela qual estará bem presente no próximo duelo dos minhotos, frente ao Torreense, a contar para os oitavos da Taça de Portugal. Há 19 anos que as duas equipas não se cruzam em campo e, na última época em que o fizeram (1991/92), no escalão máximo, o Torreense, comandado então por Manuel Cajuda (com apenas 40 anos), empatou duas vezes, pelo mesmo resultado (1-1).

Numa viagem no tempo, o treinador deu conta a O JOGO de um ambiente festivo, especialmente na condição de visitantes. "Foi uma pequena festa no balneário do Torreense, porque o Guimarães sempre foi um dos grandes do nosso campeonato. O estádio estava muito composto: o futebol jogava-se ao domingo à tarde, não havia jogos na televisão dos outros campeonatos e o povo ia aos estádios. Estava no início da minha carreira, era o meu primeiro grande desafio na primeira divisão, fora do Algarve. Era, de facto, muito novo, mas nunca tive direito a ser considerado um treinador da nova geração, porque, nessa altura, ainda não havia essas classificações. Era um futebol puro, um futebol bonito, sem entrelinhas, sem transições e com espectáculo", descreve. De regresso à actualidade, Cajuda garante que as circunstâncias são ligeiramente diferentes. "O Guimarães continua a ser um dos grandes, está bem classificado e a praticar bom futebol. Apesar do empate em casa com o Paços, é uma das melhores equipas da Liga. Já o Torreense, agora na II Divisão, tem uma equipa organizada e um treinador que está a começar, como eu. Vão lutar pelos seus 15 minutos de fama. Desejo que seja um bom jogo, porque gosto imenso dos dois clubes", confessa.

Factos curiosos

- Terminada a carreira de futebolista no Farense, foi adjunto do búlgaro Mladenov e do catalão Paco Fortes.

- Como treinador principal começou no Torreense. Passou depois pelo Leiria, Braga, Belenenses, Marítimo, Naval, Beira-Mar e Zamalek.

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